Olha, trabalhar a habilidade EF15AR09 com os meninos do 2º ano é uma experiência bem interessante e ao mesmo tempo desafiadora. Essa coisa de "estabelecer relações entre as partes do corpo e destas com o todo corporal na construção do movimento dançado" pode parecer meio complicada num primeiro momento, mas na prática, é mais simples do que parece. A ideia é fazer os alunos perceberem que cada parte do corpo tem um papel importante no movimento que eles fazem quando dançam. Tipo assim, eles precisam entender que um movimento de braço não acontece sozinho — ele afeta o corpo todo e, claro, a dança como um todo.
Os alunos do 1º ano já chegam no 2º com uma noção básica de ritmo e coordenação motora. Eles já sabem bater palmas no ritmo da música e têm uma percepção inicial de espaço — tipo, não esbarrar uns nos outros. No 2º ano, a gente aprofunda isso, fazendo eles entenderem que, por exemplo, quando mexem o pé, isso muda a posição do corpo todo. Ou seja, estamos começando a conectar as coisas. E isso é incrível de ver acontecer.
Agora, falando das atividades práticas que faço com a turma, tem algumas que sempre dão muito certo. Uma delas é a "Dança das Estátuas". Essa eu adoro porque é simples e eficaz. Eu levo um rádio portátil e uns CDs com músicas variadas que eles gostam. Música infantil mesmo, tipo aquelas que estão na moda ou alguns clássicos que sempre animam a galera. A atividade funciona assim: a música toca e eles dançam livremente. Quando eu paro a música de repente, eles têm que congelar na posição em que estão. Daí eu vou pedindo pra eles perceberem qual parte do corpo está mexida e qual está parada — se o braço tá no alto, se a perna tá dobrada e por aí vai. Essa atividade leva uns 15 minutos no máximo e os meninos adoram! Eles riem demais tentando ficar parados nas posições mais malucas. Na última vez que fizemos isso, o João quase caiu porque ficou na ponta dos pés e a Marcela começou a rir tanto da posição dela mesma que quase desmontou no chão.
Outra atividade que funciona bem é a "Dança das Cadeiras", mas com um toque diferente. Em vez da típica corrida pelas cadeiras quando a música para, cada aluno tem que se mover de um jeito específico até a cadeira — tipo pulando num pé só ou andando como se fosse um robô. Uso cadeiras da própria sala, então não tem mistério com material. Essa atividade ajuda eles a perceberem como movem cada parte do corpo para alcançar um objetivo simples como sentar numa cadeira. E olha, os meninos ficam super empolgados tentando inventar jeitos novos de chegar até as cadeiras! Na última vez, uma aluna chamada Ana inventou de ir dando cambalhotas até lá! Claro que com o devido cuidado, né?
E tem também o "Desenho no Ar", onde cada aluno recebe uma fita colorida para amarrar no pulso ou na mão. A ideia é desenhar formas no ar com as fitas enquanto dançam ao som de uma música suave. Isso ajuda muito na percepção de espaço e na conexão entre o movimento das mãos com o restante do corpo. Normalmente usamos fitas de cetim mesmo, aquelas baratinhas que você acha fácil em qualquer loja de armarinho. Coloco uma música tranquila e deixo eles se movimentarem pelo espaço da sala por uns 15 ou 20 minutos. Eles sempre ficam encantados ao ver as fitas se movendo no ar — parece mágica pros pequenos! Da última vez que fizemos isso, o Lucas ficou tão envolvido criando espirais com a fita dele que nem queria parar quando a música acabou.
Essas atividades não só trabalham diretamente essa habilidade da BNCC como também promovem um ambiente super divertido e dinâmico na sala de aula. Os meninos vão percebendo aos poucos como cada parte do corpo contribui para o movimento completo e como isso afeta a dança toda. E eu fico muito feliz em ver o progresso deles nessas atividades práticas — dá pra ver nos olhinhos deles quando entendem alguma coisa nova sobre o próprio corpo.
Então é isso aí, pessoal! Essas são algumas das formas como eu trabalho essa habilidade específica na minha sala de aula do 2º ano. Espero que as ideias ajudem vocês também! E se tiverem outras sugestões ou quiserem compartilhar experiências semelhantes, tô aqui pra ouvir!
E aí, continuando a conversa sobre a habilidade EF15AR09... Olha, perceber que os meninos aprenderam de verdade esse lance do movimento dançado sem aplicar uma prova formal é mais sobre observação mesmo. Eu gosto de circular pela sala e ficar atento ao jeito que eles se movem, sabe? Tipo, quando a galera começa a juntar os movimentos do braço com o tronco, a cabeça, e tudo parece fluir em harmonia, é um sinal de que pegaram a ideia. Uma vez, vi a Gabriela explicando pro João durante uma atividade: "Vê, quando você levanta o braço assim, o ombro vai junto e você meio que puxa o resto do corpo". Nessa hora pensei: "Ah, ela entendeu!"
Outra dica é ouvir as conversas entre eles. Quando começam a usar os termos que discutimos nas aulas ou mesmo inventam seus próprios jeitos de explicar, é um sinal de aprendizado. Lembro do Pedro contando pro Miguel que quando ele dançava chutando pra frente e girando o quadril junto, parecia que ele tava fazendo uma mágica com o corpo todo. Isso é ouro!
Claro, nem tudo são flores. Tem aqueles erros que a galera insiste em repetir. A Ana, por exemplo, sempre começa os movimentos isolados demais. Ela tenta fazer uma coisa meio robótica de mexer um braço e depois outro sem conectar com o corpo todo. É um erro comum porque muitos pensam na dança como uma soma de partes separadas e não como um todo fluido. Quando vejo isso acontecendo na hora, costumo parar e mostrar ali mesmo. "Ana, tenta fazer esse movimento sentindo que ele vem lá do pé", digo pra ela já mexer o corpo todo junto.
E tem o Lucas que às vezes exagera nos movimentos e acaba perdendo o equilíbrio. Ele tenta esticar tanto o braço ou levantar tanto a perna que esquece de manter o centro do corpo firme. Isso acontece porque ele tá focando só na parte visível do movimento e esquecendo que a dança também é sobre controle e estabilidade. Com ele, eu costumo usar uns exercícios de equilíbrio que ajudam a perceber como tudo tá conectado.
Agora, sobre o Matheus que tem TDAH... Bom, a questão dele é mais de manter o foco e engajamento durante as atividades. O que funciona bem é dividir as atividades em partes menores e mais rápidas pra ele conseguir acompanhar sem perder o interesse. Tipo, em vez de uma sequência longa de dança, faço pequenos desafios que vão se conectando aos poucos. E claro, usar música ajuda muito! Ele responde super bem quando tem um ritmo forte guiando.
Já com a Clara, que tem TEA, é outro esquema. A rotina visual é essencial pra ela se sentir confortável e saber o que esperar da aula. Sempre coloco cartazes com imagens dos movimentos ou sequências na parede pra ela seguir enquanto dançamos. Também deixo claro o tempo de cada atividade usando um cronômetro visual — ela gosta de saber quanto tempo falta pra acabar cada parte.
Mas nem sempre dá certo logo de cara. Lembro quando tentei usar umas fitas coloridas pra delimitar espaço de movimento pra Clara e ela ficou mais confusa do que ajudada. Aí percebi que menos é mais: tiramos as fitas e voltamos só pros cartazes e comandos claros.
Bom, acho que é isso... Trabalhar com essas diferenças todas é sempre um aprendizado contínuo pra mim também. Mas no fim das contas, ver a evolução deles — cada um no seu ritmo — é muito gratificante.
É isso aí, pessoal! Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô por aqui pra gente trocar uma ideia! Até mais!