Ei pessoal, beleza? Hoje eu quero contar como trabalho a habilidade EF69AR17 da BNCC lá com a galera do 7º Ano na disciplina de Arte. Essa habilidade fala sobre explorar e analisar criticamente os meios e equipamentos culturais onde a música circula, e também o conhecimento musical. Parece complicado, né? Mas na prática, dá pra gente fazer isso de um jeito bem tranquilo.
Olha, na minha visão, essa habilidade tem a ver com ajudar os alunos a entenderem de onde vem a música que eles escutam, como ela chega até eles e o que tem por trás disso tudo. É tipo fazer com que os meninos deixem de ser só consumidores passivos e passem a ser mais críticos em relação à música. Eles precisam conseguir olhar pra diversos meios, tipo rádio, internet, shows ao vivo, e pensar sobre como a música é transmitida e recebida. E claro, entender que tudo isso tá conectado com a nossa cultura, com o que tá rolando no mundo. Ano passado, no 6º ano, a gente já começou esse papo introduzindo uns conceitos sobre música instrumental e vocal e os meninos viram um pouco sobre gêneros musicais. Então agora é hora de aprofundar mais.
Uma das atividades que faço é um exercício chamado “Mapa da Música”. Olha como funciona: eu peço que cada aluno traga uma música que eles escutam bastante. Pode ser qualquer estilo. Aí o desafio é investigar de onde essa música vem. Eu dou um tempinho na aula pra eles mexerem no celular ou no computador da escola mesmo pra pesquisar sobre o artista/banda, quando e onde surgiu, se tem alguma história interessante por trás da música. Depois, a gente faz um mapa na sala: desenhamos no quadro um mapa mundi gigante e vamos colocando onde cada música se encaixa culturalmente. Isso demora umas duas aulas, porque a galera se empolga e sempre quer saber mais. Na última vez que fizemos isso, o João trouxe uma música coreana e ficou super animado em contar pra turma sobre o K-pop. Todo mundo ficou surpreso em saber que a música estava bombando até em outros países!
Outra atividade legal é a “Roda de Debate Musical”. Nessa atividade, eu levo uns equipamentos simples pra sala: um rádio portátil e alguns CDs antigos que tenho em casa (sim, ainda tenho CDs!). Peço pros alunos trazerem também seus fones de ouvido e celulares. A ideia é eles escutarem um trecho de uma música nesses diferentes meios: no CD pelo rádio e depois o mesmo trecho pelo celular com fone ou sem fone. A turma é dividida em grupos pequenos pra discutir as diferenças que perceberam na qualidade do som, na sensação de ouvir a mesma música em meios diferentes. Essa atividade costuma levar uma aula inteira. Na última vez, o Lucas comentou que achou o som do CD mais “quente” e “real” do que pelo celular, o que é uma coisa interessante pra eles começarem a pensar sobre como os meios influenciam na percepção da música.
E olha só essa terceira atividade: “Produzindo um Podcast Musical”. Aqui a proposta é fazer com que os alunos criem conteúdo sobre música usando um meio relativamente novo pra eles: o podcast. A gente faz isso em várias aulas porque envolve pesquisa, escrita do roteiro, gravação e edição básica de áudio. Divido a turma em grupos e cada grupo escolhe um tema relacionado à música que eles querem abordar. Pode ser sobre uma banda local que eles gostam, pode ser analisando as músicas mais ouvidas daquela semana no Brasil... Eles usam seus celulares pra gravar e editar os áudios usando aplicativos simples. Na última rodada dessa atividade, a Mariana e suas amigas entrevistaram uma banda local aqui de Goiânia e foi super bacana ver elas falando com propriedade sobre o assunto.
A reação dos alunos nessas atividades é sempre muito positiva. Muitos deles nunca tinham pensado antes sobre essas questões de onde vem a música ou como ela chega até nós de maneiras tão diferentes. Eles acabam descobrindo coisas novas não só sobre as músicas que gostam mas também sobre outras culturas e meios de comunicação.
Enfim, trabalhar essa habilidade é despertar nos alunos uma curiosidade crítica sobre a música e seu papel na cultura. E mesmo sendo desafiador às vezes equilibrar tudo isso nas aulas com tantas turmas diferentes, ver os meninos engajados vale todo o esforço.
Bom pessoal, espero que essa troca ajude quem tá procurando ideias ou jeitos novos de abordar os conteúdos da BNCC nas aulas de Arte. Bora seguir juntos nessa caminhada! Até mais!
É, então, uma das coisas que sempre faço, e que ajuda bastante a perceber se o aluno está captando a parada, é observar quando eles tão lá interagindo entre si. Tipo, quando circulo pela sala e paro pra ouvir as conversas, dá pra sacar quem tá entendendo o conteúdo de verdade. Aí, o que mais gosto é quando vejo um aluno explicando algo pro outro. Tem horas que eles conseguem colocar numa linguagem que faz muito mais sentido pros amigos do que quando eu tô lá na frente falando. Por exemplo, uns dias atrás vi o João e o Lucas discutindo sobre como a música que toca na rádio é selecionada e como as gravadoras influenciam isso. O João virou pro Lucas e falou: "Cara, não é só porque a música é boa. Às vezes, é porque a gravadora tem grana pra colocar ela lá." Quando ouvi isso, pensei: "Ah, esse entendeu mesmo!"
Aí tem aqueles momentos clássicos também, tipo quando os meninos tão fazendo um trabalho em grupo e alguém solta um comentário que só quem entendeu realmente falaria. Uma vez a Ana tava explicando pro grupo dela sobre trilhas sonoras de filmes e como elas são escolhidas não só pelas notas em si, mas por como elas fazem a gente sentir algo. Ela disse: "Ó, não adianta ter uma música toda feliz num filme de terror, né? Tem que botar uma música que dá aquele medo!" Nessa hora eu só dei aquele sorrisão de "missão cumprida".
Agora, quanto aos erros mais comuns... Cara, sempre tem aqueles deslizes, né? Um bem típico é confundir os meios pelos quais a música chega até a gente com os gêneros musicais em si. A Mariana, por exemplo, cismou que rádio era um estilo musical. Acho que essa confusão vem porque eles tão sempre ligados no rádio ou no Spotify e às vezes não fazem essa distinção de que rádio é meio de comunicação e não um estilo. Quando pego esse erro na hora, paro tudo e chamo a atenção da galera: "Pessoal, lembra que o rádio é como a música chega até nós. É tipo um caminho! Os estilos são aquilo que vocês ouvem no rádio." Tento sempre relacionar com coisas do dia a dia deles pra clarear as ideias.
Outra coisa que acontece bastante é os meninos acharem que todo mundo escuta música do mesmo jeito ou pelo mesmo meio. É aquela velha história de achar que só porque você tá o tempo inteiro no YouTube, todo mundo tá também. Uma vez a Sofia ficou surpresa quando falei que muita gente ainda escuta música em vinil ou CD. Acho que esses erros vêm de eles estarem muito presos à própria realidade e não abrirem muito o olhar pra outras experiências.
Sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA... Bom, aí já é um desafio diferente, né? E cada um precisa de um cuidado específico. Com o Matheus, o lance é deixar as atividades bem dinâmicas pra ele não perder o interesse rapidinho. Faço pausas frequentes e tento quebrar as atividades em partes menores. O uso de recursos visuais ajuda bastante também – tipo vídeos curtos ou apresentações bem coloridas. Só não dá certo quando tento fazer algo muito longo sem intervalos porque ele se distrai fácil.
Já com a Clara, meu foco é criar um ambiente previsível e sem muitas mudanças bruscas. Tento sempre avisar antes se alguma coisa vai mudar na rotina da aula pra ela poder se preparar. Uso materiais sensoriais também – como fones de ouvido ou lupas – porque às vezes os sons da sala podem incomodar ou distrair muito ela.
E vou te falar: teve uma vez que tentei juntar os dois num mesmo grupo de trabalho achando que ia ser ótimo porque cada um poderia ajudar o outro de algum jeito. Mas foi meio confuso porque as necessidades deles são bem diferentes e eles acabaram mais se atrapalhando do que ajudando.
Enfim, pessoal, trabalhar essas habilidades todas com os meninos requer paciência e criatividade, mas ver eles entendendo e se envolvendo faz tudo valer a pena. Compartilhem aí como vocês têm feito também! Abraço!