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EF02CI06Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar as principais partes de uma planta (raiz, caule, folhas, flores e frutos) e a função desempenhada por cada uma delas, e analisar as relações entre as plantas, o ambiente e os demais seres vivos.

Vida e evoluçãoSeres vivos no ambiente Plantas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Bom, galera, quando eu penso na habilidade EF02CI06 da BNCC, eu imagino que os meninos precisam entender como uma planta funciona, tipo assim, de verdade, sabe? Não é só decorar que a raiz tá no chão e que a flor é bonitinha. É fazer essa conexão entre cada parte da planta e o que ela faz, e mais ainda, como isso tudo tá ligado ao ambiente e aos outros seres vivos. Então, na prática, a gente quer que eles olhem uma planta e consigam dizer: “Olha, a raiz tá aqui pra absorver água e nutrientes”, ou “O caule tá aí pra sustentar a planta e conduzir essas coisas todas”.

Os meninos que estão agora no 2º ano, um tempo atrás já ouviram falar de plantinhas lá no 1º ano. Eles já sabem mais ou menos que as plantas são vivas e que precisam de água, sol e terra. Então, o nosso trabalho agora é aprofundar isso. Tipo assim, se eles viam uma planta só como uma coisa verde no jardim, agora é hora de ver cada pedacinho dela e entender o papel de cada um.

Uma das atividades que eu faço é a famosa "dissecação de plantas". Relaxa que não precisa de bisturi nem nada disso. Eu costumo pedir pros meninos trazerem uma plantinha pequena de casa. Pode ser qualquer uma, até aquelas daninhas do quintal. Aí, em sala, a gente faz uma análise dessa planta. Divido a turma em grupinhos de quatro ou cinco e dou pra cada grupo um pedacinho de papel kraft. Eles abrem a planta com cuidado e colam as partes no papel: raiz, caule, folha, flor se tiver. Depois escrevem do lado o nome e a função de cada parte. Essa atividade geralmente leva uma aula inteira. Os alunos adoram porque é mão na massa mesmo. Teve uma vez que o Joãozinho trouxe um pezinho de tomate e ficou todo orgulhoso mostrando pra galera "Olha aqui a florzinha que vai virar um tomatinho!", ele disse.

Outra atividade legal é o passeio investigativo. Levo a turma pro pátio da escola pra fazer um reconhecimento das plantas do ambiente. Aqui em Goiânia, tem muita diversidade nas áreas ao redor da escola. Divido eles em duplas e cada dupla ganha um caderno de campo e lápis. Eles têm que encontrar exemplos de pelo menos três partes das plantas que a gente estudou (raiz exposta, caule interessante, folhas diferentes) e desenhar no caderno. Eles também observam onde essas plantas estão crescendo: perto da água? Em sombra? Em solo seco? Isso ajuda a conectar as plantas com o ambiente delas. É um jeito de mostrar na prática como as plantas interagem com tudo ao redor. Uma das descobertas mais legais foi quando a Maria encontrou uma raiz enorme saindo do gramado e ficou toda empolgada: "Olha isso aqui! É tipo um tentáculo!", disse ela rindo.

Por fim, uma atividade que sempre faz sucesso é o teatro das plantas! Cada aluno escolhe ou é sorteado com uma parte da planta pra representar. Eles precisam criar uma pequena peça onde mostram quem são e o que fazem dentro da planta. Dou tempo para eles prepararem (geralmente meia aula) e depois eles apresentam pra turma inteira. Tem cada interpretação divertida! Na última apresentação, o Pedro foi o caule mais engraçado que eu já vi. Ele fez questão de usar um chapéu verde alto pra mostrar como ele era importante carregando tudo pras folhas.

Com essas atividades, os alunos começam a ver as plantas de um jeito diferente. Não é só aquela coisa verde lá fora; eles começam a reconhecer cada parte e entendem que tudo tem um motivo pra estar ali. Além disso, essa conexão com o ambiente fica mais clara quando eles veem como as condições externas também influenciam onde e como as plantas crescem.

Enfim, trabalhar essa habilidade não é só ensinar ciência; é despertar nos alunos um olhar curioso sobre o mundo natural ao redor deles. E nada melhor do que colocar a mão na massa (ou na terra) para aprender isso! Esse tipo de aprendizado prático marca muito mais do que qualquer livro poderia ensinar sozinho. E isso aí acaba sendo divertido tanto pra eles quanto pra mim — afinal de contas, quem não gosta de aprender brincando? Espero ter ajudado vocês aí com essas ideias!

Os meninos que estão agora no 2º ano já estão começando a sacar essas coisas. E vou te dizer, não precisa de prova formal pra perceber quando eles entenderam. Quando tô circulando pela sala, prestando atenção nas conversas deles, dá pra sentir quem pegou bem a ideia.

Teve uma vez que eu tava observando a turma enquanto eles faziam um trabalho em grupo sobre plantas. Aí, ouvi a Sofia explicando pro Pedro: “Olha, a folha não serve só pra ficar bonita não. É nela que acontece a fotossíntese, que é tipo a planta fazendo comida pra ela mesma.” Naquele momento, eu pensei: “É isso, a Sofia entendeu!” E o Pedro tava lá, balançando a cabeça com cara de quem tava pegando o fio da meada também. Essas trocas entre eles são valiosas demais.

Outro dia, durante uma atividade prática onde plantamos algumas sementes em copinhos, vi o Lucas explicando pro grupo dele que as raízes são como canudinhos que sugam a água e os nutrientes do solo. E ele falou isso com tanta confiança que deu pra ver que ele realmente entendeu o conceito. Você não precisa de uma prova formal quando vê esses momentos de clareza acontecendo ali, bem diante dos seus olhos.

Agora, claro que nem sempre tudo é perfeito e alguns erros são comuns. Um erro clássico é confundir as partes da planta e suas funções. Tipo, teve uma vez que a Ana achou que o caule tinha a função principal de absorver água do solo. Eu expliquei pra ela que o caule é mais como o “fio” que leva tudo pro resto da planta e que absorver água é trabalho das raízes. A confusão rola porque as partes estão todas interligadas e as funções às vezes parecem meio abstratas pra eles.

Outro erro comum é quando os meninos associam as flores apenas à beleza e esquecem da parte reprodutiva. Vi isso acontecer com o João, ele falava das flores como se fossem só enfeites da planta. Aí eu chamei ele pra olhar uma flor de perto e expliquei como elas têm um papel crucial na reprodução das plantas.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, são dois alunos que demandam um pouco mais de adaptação nas atividades. Com o Matheus, eu tento sempre ter materiais mais visuais e táteis à disposição. Já notei que ele se concentra melhor quando tá mexendo com algo concreto. Então, trazer sementes e mudas pra ele manipular enquanto explico as coisas ajuda demais a manter ele no foco. Quando preciso explicar algo mais longo, tento quebrar em partes menores e dou pequenas pausas pra ele não se perder no meio do caminho.

Já com a Clara, eu uso muito suporte visual. Fotos grandes das partes das plantas, vídeos curtos mostrando como cada parte funciona... Isso ajuda ela bastante. Também tento manter uma rotina previsível nas aulas porque sei que mudanças bruscas podem deixá-la ansiosa. Uma coisa que funcionou foi criar cartões com símbolos das partes da planta e suas funções, assim ela pode ir associando visualmente durante as atividades.

Uma vez tentei fazer uma atividade em grupo bem dinâmica com toda a turma, mas percebi que tanto o Matheus quanto a Clara ficaram meio perdidos na bagunça toda. Aí entendi que, às vezes, preciso criar espaços mais calmos e estruturados pra eles.

Bom, é isso aí, galera! Ensinar é sempre um aprendizado contínuo pra gente também. Adaptar nossas estratégias pros diferentes alunos na sala faz parte do desafio e da beleza de ser professor. Espero que essas experiências ajudem vocês de alguma forma aí na sala de aula também. Até a próxima!

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