Voltar para Ciências Ano
EF02CI05Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Investigar a importância da água e da luz para a manutenção da vida de plantas em geral.

Vida e evoluçãoSeres vivos no ambiente Plantas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02CI05 da BNCC, que fala de investigar a importância da água e da luz para as plantas, é super importante e dá pra trabalhar de um jeito bem interessante com os meninos e meninas do segundo ano. E como é que eu entendo isso na prática? Bom, na verdade, a gente tá falando de ajudar os alunos a perceberem que água e luz não são só importantes, mas são essenciais pra vida das plantas. É tipo assim: sem água e sem luz, não tem planta saudável, sabe?

O que os meninos precisam conseguir fazer é meio que observar e entender esses processos naturais. Eles precisam perceber que sem água a planta fica murcha, vai secando, e sem luz ela não cresce direito, não dá flores, essas coisas. A ideia é que eles façam essas ligações e consigam explicar com as próprias palavras. Isso se conecta bem com o que eles já viram na série anterior, quando a gente falou sobre o básico das necessidades dos seres vivos. Naquela época, a gente fala mais dos bichos e das pessoas, então agora é só expandir esse conhecimento pros vegetais.

Agora vou contar das atividades que eu faço em sala pra trabalhar isso. A primeira atividade é tipo uma investigação mesmo. Eu levo umas mudas de plantas pra sala, geralmente coisinhas simples tipo feijão ou alface em potinhos de iogurte. Os materiais são bem básicos: terra, água, uma régua pra medir o crescimento e um lugar onde pegue sol. A turma fica toda empolgada! Divido eles em grupos pequenos, tipo quatro ou cinco alunos por grupo. Aí cada grupo fica responsável por duas mudinhas: uma que eles vão regar direitinho e deixar no sol, e outra que vai ficar sem alguma coisa – ou sem água ou sem luz. Isso dura umas duas semanas.

No final do experimento, eles fazem um relatóriozinho pra contar o que observaram. E vou te contar! Da última vez que fiz isso, o Lucas ficou super chocado quando viu que a planta dele tinha secado toda porque ele esqueceu de regar por uns dias. Ele falou: "Professor, minha planta tá triste!" Achei legal porque aí ele mesmo começou a pensar no que tinha dado errado e como podia melhorar.

Outra atividade que funciona bem é uma roda de conversa lá fora, no jardim da escola. Eu levo a turma pra ficar pertinho das plantas mesmo, sentir o ambiente. É bom porque eles ficam mais soltos pra falar e perguntar. A gente leva pranchetas pra anotar coisas legais que observamos ali na hora – tipo se a planta tá em flor, se tem insetos em volta, essas paradas. E como a gente tá ao ar livre, brincamos de "detectives da natureza". Eles adoram isso! Uma vez a Maria achou uma joaninha e fez a maior apresentação sobre o quanto ela acha fofo esse bichinho. Foi engraçado porque ela não parava de falar!

Por fim, uma atividade que sempre motiva é criar um diário de crescimento das plantas. Cada aluno tem seu caderninho onde escreve sobre como estão cuidando da plantinha deles (aquela do potinho de iogurte). Eu peço pra desenharem como estava no começo da semana e como ficou no fim. Essa atividade leva um mês todo porque eles acompanham direto – uma vez por semana pelo menos – mas dá um retorno bem bacana.

É interessante porque aí cada um vai comparando as anotações no final do mês. Teve uma vez que o João percebeu sozinho que a planta dele tava crescendo mais devagar do que as outras porque ele tava regando pouco, aí ele veio me perguntar se dava tempo de recuperar. Achei muito massa porque ele mesmo se ligou no problema e quis dar um jeito!

Bom, acho que é isso! Trabalhar essa habilidade é dar voz pras crianças observarem e entenderem as relações da natureza de um jeito bem próximo delas. Ao invés de só ficar na teoria, envolver atividades práticas faz toda diferença na compreensão deles sobre a importância da água e da luz pras plantas. E essa troca de experiências com eles sempre me ensina algo novo também! Vale muito a pena tentar essas ideias simples na sala!

o lance da água e da luz nas plantas não é só teoria. A gente precisa que eles vejam isso com os próprios olhos, e é aí que eu percebo se eles aprenderam. Quando eu tô circulando pela sala, dou aquela observada na interação deles com as atividades. Por exemplo, quando eles tão cuidando das plantinhas da horta da escola, dá pra ver direitinho quem pegou a ideia. A Maria outro dia tava toda empolgada explicando pro Pedro por que a plantinha dela tava mais verde porque ficava mais no sol. Na hora eu pensei "ah, essa entendeu".

Também tem aquelas conversas entre eles que são ouro. Aí você escuta um falando pro outro: "a planta precisa de água, mas não pode ser muita senão afoga". É nessas trocas que você vê o aprendizado acontecendo na prática. Outro dia peguei o Gustavo explicando pro Lucas que a plantinha dele tava murcha porque ele esqueceu de regar. Quando um aluno explica pro outro de um jeito que faz sentido pra eles, é um sinal claro de que ele entendeu o conceito.

Agora, os erros mais comuns... Ah, esses são parte do processo, né? Tem sempre aquele aluno que acha que quanto mais água melhor. A Ana é assim, sempre que ela cuida de uma planta, ela exagera na água e aí acontece o quê? A planta fica encharcada e não cresce do jeito certo. Isso acontece porque eles acham que água nunca é demais, mas aí entra meu trabalho de explicar o “porquê”. Nessas horas, eu trago eles pra ver o efeito do excesso de água comparando com uma planta que tá saudável. Aí eles percebem que as folhas amarelas ou a terra muito molhada não são normais.

Outra situação engraçada foi com o Joãozinho. Ele tinha certeza de que só a luz era suficiente pra planta crescer e meio que esquecia da água. Aí ele deixou uma plantinha só na janela, sem regar por dias. Quando viu a planta quase morta, caiu a ficha. Eu aproveito esses momentos pra conversar sobre equilíbrio e como os dois elementos são essenciais.

Com o Matheus, que tem TDAH, eu tento adaptar as atividades pra prender a atenção dele. Uso materiais visuais e atividades práticas porque ele responde melhor a isso do que ficar copiando do quadro. Tipo assim, quando a gente faz atividade de cuidar das plantas na horta, dou responsabilidades específicas pra ele, o que ajuda a manter o foco. Peço pra ele regar uma planta específica ou medir o tamanho das folhas com uma régua colorida pra chamar mais atenção dele. Isso tem funcionado bem.

Já com a Clara, que tem TEA, eu preciso trabalhar muito com rotina e previsibilidade. Pra ela não se sentir perdida ou sobrecarregada, faço um cronograma visual das atividades do dia e uso cartões com figuras mostrando cada etapa da atividade. Ela gosta de saber exatamente o que vem depois e isso ajuda bastante. Além disso, dou tempo extra pra ela processar as informações, sem pressão.

O que não funcionou tão bem foi tentar usar muitos materiais ao mesmo tempo com esses dois. Fiz uma vez uma atividade em grupo misturando várias sementes diferentes e deu um nó na cabeça deles. Agora eu sei que menos é mais: foco em uma tarefa de cada vez e explicações bem claras.

Bom, acho que é isso por hoje. Educação é um desafio constante e todo dia aprendo algo novo com a turma. É um prazer enorme ver essas cabecinhas entendendo como o mundo ao redor delas funciona e saber que de alguma forma a gente tá plantando sementinhas (sem trocadilho!) pro futuro deles. É isso aí pessoal, até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF02CI05 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.