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EF05CI10Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.

Terra e UniversoConstelações e mapas celestes Movimento de rotação da Terra Periodicidade das fases da Lua Instrumentos óticos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, quando a gente fala da habilidade EF05CI10 da BNCC, estamos falando de um assunto que eu particularmente adoro trabalhar com a galera: constelações. A ideia é que os alunos consigam identificar algumas constelações no céu e saibam quando elas são visíveis. Não é só apontar pro céu e dizer que aquilo é uma constelação; é entender o contexto, o período do ano em que elas aparecem e tudo mais. Isso conecta com o que eles já viram na série anterior sobre o movimento de rotação da Terra e as fases da Lua.

Então, na prática, eu quero que os meninos saibam usar um mapa celeste ou um aplicativo pra identificar constelações como Órion ou Cruzeiro do Sul. Eles precisam entender que em diferentes épocas do ano, dependendo de onde a gente tá – tipo aqui em Goiânia – certas constelações são visíveis logo após o sol se pôr. É um jeito de misturar ciência com um pouco de mágica né? Porque quem não acha incrível olhar pro céu e saber que tem uma estrela chamada Betelgeuse ali?

Agora, deixa eu contar como faço isso em sala. Uma vez, separei três atividades bem legais pra trabalhar essa habilidade.

Primeiro, eu levo a galera pro pátio da escola. Uso mapas celestes impressos e também um aplicativo chamado Stellarium no celular. Eu peço pros alunos se dividirem em duplas ou trios, dependendo do tamanho da turma naquele dia. Essa atividade dura uns 40 minutos, porque mais do que isso eles começam a ficar dispersos. O legal é ver como eles reagem quando conseguem identificar uma constelação no papel e depois achá-la no aplicativo. Uma vez, a Júlia (uma aluna minha) ficou super empolgada quando achou Órion sozinha! Ela saiu correndo pra mostrar pros amigos e virou “a expert” do dia.

A segunda atividade é mais teórica, mas também divertida. Levo uns livros de astronomia juvenil que têm histórias ligadas às constelações. Divido a turma em grupos pequenos de uns quatro ou cinco alunos. Cada grupo recebe uma história e deve ler juntos e depois apresentar pros colegas na frente da sala, contando não só a história mas também o que descobriram sobre aquela constelação específica – tipo quais estrelas fazem parte dela, quando elas aparecem no céu e essas coisas. Essa atividade leva uma aula inteira, uns 50 minutos. O Rafael, por exemplo, sempre adora fazer essas apresentações dramáticas! Ele transforma tudo num teatro particular.

A terceira atividade é mais experimental e usa material simples: lanternas e copos plásticos furados. Cada aluno fura seu copo pra formar uma mini-constelação e depois ilumina numa parede escura pra ver se conseguiu reproduzir direitinho aquela constelação. É um jeito de entender como as estrelas se conectam num formato específico. Essa é uma das favoritas porque envolve muita criatividade e competição saudável – quem faz a constelação mais precisa? Ah, e dura uns 30 minutos. Uma vez o Lucas me desafiou a reconhecer a constelação que ele fez com furos (era o Cruzeiro do Sul) e foi só risada.

Essas atividades ajudam a solidificar o conhecimento que eles já têm das fases da Lua e do movimento da Terra em relação ao sol e às estrelas. E vão além: deixam os meninos mais curiosos sobre astronomia em geral. Quando fiz essas atividades pela última vez, percebi que muitos começaram a perguntar sobre outras coisas do espaço – tipo planetas e nebulosas – sem nem precisar eu puxar o assunto.

O importante é sempre conectar com o que eles já sabem e ampliar aos poucos o entendimento deles sobre o universo. E olha, cada vez mais fico convencido de que atividades práticas são as que deixam melhores resultados. Claro, tem sempre um ou outro aluno que não tá muito animado no começo (tipo o Matheus), mas quando eles começam a ver as coisas acontecendo – as constelações aparecendo nas lanternas ou no aplicativo – o interesse muda rapidinho.

Bom gente, é isso aí! Espero que essas ideias ajudem vocês também. E se alguém tiver outras dicas pra trabalhar esse conteúdo de Terra e Universo com a turma do 5º Ano, tô aqui pra ouvir! Um abraço!

E aí, pessoal! Continuando aqui sobre como percebo que os alunos estão realmente aprendendo sobre constelações, tem umas coisas que são bem interessantes. Não é só pela prova, né? O olhar atento no dia a dia da sala de aula é o que realmente entrega o entendimento deles. Tipo assim, enquanto eu circulo pela sala, fico sempre de ouvidos abertos pras conversas entre eles. Claro, nos momentos certos! E olha, quando vejo um aluno explicando pro coleguinha e usando termos corretos ou fazendo aquelas ligações entre constelações e época do ano, aí eu sei que ele tá entendendo de verdade.

Teve um dia que estava passando pelo fundo da sala e ouvi a Maria e o João discutindo sobre a constelação de Órion. A Maria virou pro João e explicou que a gente vê Órion melhor no verão aqui no Brasil. Sabe aquele orgulho que dá? Ela explicou direitinho, associou com o que a gente tinha discutido sobre a posição da Terra e as estações do ano. Foi ali que tive certeza: "ah, ela entendeu!"

Agora, sobre os erros comuns... Ah, isso aí acontece direto! Por exemplo, muitas vezes os meninos confundem a direção da Terra em relação às constelações. O Pedro, por exemplo, vive dizendo que as constelações "mudam de lugar" durante o ano. E isso é meio verdade, mas o que realmente tá rolando é o movimento da Terra, né? Essa confusão acontece porque eles ainda tão misturando o conceito do movimento aparente das estrelas com a rotação real da Terra.

Aí eu faço o seguinte quando vejo um erro desses: pego na hora mesmo. Aproveito o momento e volto um pouco na explicação com a turma toda pra esclarecer. Tento usar exemplos do dia a dia, tipo comparar com uma roda gigante. Quando a roda gira, a posição das cadeirinhas muda em relação à sua visão, mas elas tão fixas ali na roda.

Sobre como lido com o Matheus e a Clara... bom, adaptar é essencial. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, então tento fazer adaptações que funcionem pra cada um deles. Pro Matheus, o desafio é manter o foco. Então eu divido as atividades em partes menores e dou pausas entre elas pra ele não se dispersar tanto. Umas cartinhas com imagens de constelações ajudam muito também; ele adora visual e isso prende a atenção dele.

Já com a Clara é diferente. Ela precisa de uma rotina previsível e instruções bem claras. O uso de imagens também ajuda muito pra ela entender os conceitos. Um material visual com as figuras das constelações e linhas conectando as estrelas faz toda diferença. E tem vez que explicações adicionais são necessárias; então faço questão de prever um tempo extra pra revisitar os tópicos com ela individualmente se precisar.

Lembrei de uma atividade em que usamos aplicativos no celular pra identificar constelações em tempo real olhando pro céu virtualmente. Funcionou bem com quase toda turma, mas não tanto com o Matheus porque ele acabava se distraindo muito com as outras funcionalidades do app. Já a Clara se saiu super bem, ela até ficou encantada com as animações das estrelas.

Enfim, galera, acho que o importante é sempre encontrar formas de encaixar as necessidades dos alunos naquilo que estamos ensinando. Aproveitar essas experiências diferentes pra trazer todo mundo junto no aprendizado. Dou sempre um jeito de deixar cada um no seu ritmo, mas sem perder o fio da meada.

Por hoje é isso! Espero ter ajudado mais alguém por aí! Se tiverem outras dicas ou quiserem trocar mais figurinhas sobre isso tudo, bora continuar essa conversa! Abração!

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