Olha, a habilidade EF05CI11 da BNCC é uma daquelas que a gente vê a molecada se encantando, sabe? Ela pede pra gente ensinar os meninos a entenderem que o movimento do sol e das estrelas no céu tem a ver com a Terra girando em torno de si mesma. Parece coisa de outro mundo, mas quando você coloca de um jeito mais simples, eles pegam rapidinho. A ideia na prática é que o aluno entenda que a Terra gira e por isso dá a impressão de que o sol e as estrelas estão se movendo. No quinto ano, eles já têm uma noção básica disso porque lá no quarto ano a gente fala sobre o dia e a noite, então já sabem que esses movimentos afetam o nosso dia a dia. Agora, é só aprofundar esse conhecimento.
Bom, uma atividade que eu gosto muito de fazer pra ilustrar isso é o Teatro do Sistema Solar. O nome parece grandioso, mas é bem simples. A gente só precisa de uma bola grande pra representar o sol e lanternas pra representar as estrelas. Eu coloco os meninos em roda na quadra ou no pátio e peço pra um deles segurar a bola parada no meio. Os outros alunos vão ser os planetas e precisam girar ao redor do aluno que tá segurando a bola. Quem tá com as lanternas fica meio parado em volta, fazendo de conta que são as estrelas. Dá pra fazer isso em uns 40 minutos, incluindo uma explicação antes pra eles saberem o que vão fazer e uma discussão depois pra ver o que aprenderam. Da última vez, o João quase deixou cair a bola porque ficou rindo muito da Maria tentando ser uma estrela sem piscar a lanterna. A bagunça é grande, mas eles aprendem num instante como é essa coisa de rotação.
Outra atividade bacana é usar mapas celestes. Pega umas cópias simples mesmo – dá até pra encontrar online e imprimir em preto e branco. Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco, dou um mapa pra cada grupo e deixo eles tentarem encontrar constelações conhecidas. Aí eles ficam olhando na folha e se perguntando sobre onde estaria cada constelação no céu se fosse noite naquele momento. Essa atividade leva uma aula inteira, uns 50 minutos. Eles costumam ficar meio confusos no começo, mas aí começa um ajudar o outro. Na última vez, o Pedro tava todo perdido no mapa até que a Ana Luísa apontou o Cruzeiro do Sul e ele ficou todo empolgado dizendo que já tinha visto isso na casa do avô dele numa fazenda.
Por fim, não pode faltar uma conversa sobre rotação da Terra usando um globo terrestre. Quando você gira o globo devagarzinho, mostrando como ele faz esse movimento durante um dia inteiro, os olhos deles brilham de verdade, como se tivessem descobrindo um tesouro escondido. Pra essa atividade, só precisa de um globo mesmo – se não tiver na escola, vale até pedir emprestado de algum colega professor. Eu gosto de fazer isso num círculo com toda a turma em volta pra todo mundo ver bem direitinho. Dá pra fazer em meia hora, tranquilamente, incluindo os momentos de perguntas (porque eles sempre têm muitas!). A última vez foi hilária porque o Lucas ficou insistindo que se ele corresse rápido igual ao Flash ao redor do globo, ele talvez poderia voltar no tempo!
O mais legal dessas atividades é ver como cada aluno vai conectando as coisas que já sabia com as novas informações. Eles descobrem que aquela história do sol "nascer" e "se pôr" é só impressão nossa por causa do movimento da Terra. E quando algum deles olha pro céu depois disso e comenta algo sobre uma constelação ou pergunta como as estrelas estão "se movendo", você percebe que o trabalho tá sendo feito direitinho.
A gente tem que lembrar sempre de conectar essas aulas com as outras coisas que eles aprendem nas ciências. Não dá pra ensinar isolado, sabe? Eles já vêm com alguma bagagem sobre ciclos naturais como dia e noite ou as fases da lua de anos anteriores. Daí é só ir construindo em cima disso tudo pra deixar as aulas mais ricas e significativas.
É isso! Espero que essas ideias possam ajudar outros professores por aí também! Qualquer dúvida ou troca de ideias eu tô por aqui!
Então, como eu percebo que os meninos aprenderam mesmo sem aplicar prova? É mais no dia a dia, andando pela sala e ouvindo as conversas deles. Por exemplo, eu gosto muito de deixar eles fazerem trabalhos em grupo. Aí, enquanto estou circulando pela sala, fico de olho no que estão fazendo e falando. Tem uma hora que você escuta um aluno explicando certinho pro outro, tipo "Olha, a gente fica parado e a Terra é que gira, por isso parece que o sol tá se movendo no céu". Aí eu penso: "Ah, esse aí entendeu!"
Teve uma vez que o Pedro tava explicando pro João isso mesmo, e ele falou com tanta segurança que parecia até professor. Outra situação foi quando a Ana tava montando um modelo do sistema solar com massinha, e ela deixou a Terra girando ao redor do sol direitinho. Nessa hora eu perguntei pra ela o porquê de estar fazendo assim e ela explicou direitinho sobre o movimento da Terra. É nesses momentos que você percebe que o aluno não só decorou, mas entendeu o conceito.
Agora, falando dos erros mais comuns... Ah, tem uns clássicos! Um dos mais comuns é quando os alunos confundem o movimento de rotação com o de translação. Eu lembro do Lucas que uma vez disse que era a rotação que fazia as estações do ano mudarem. Isso acontece muito porque eles falam das duas coisas na mesma época e acaba misturando tudo na cabeça deles. Quando eu pego um erro assim na hora, tento corrigir usando exemplos concretos. Tipo assim: pego uma bola e digo "Imagina que essa bola é a Terra. Quando ela gira assim, é rotação (e mostro girando a bola em torno do próprio eixo), agora quando ela faz esse movimento girando ao redor do sol (e faço um movimento circular com a bola), é translação". Isso ajuda a fixar melhor.
Com relação ao Matheus que tem TDAH e à Clara que tem TEA, eu preciso adaptar algumas coisas para eles. Por exemplo, o Matheus às vezes tem dificuldade de ficar parado e concentrado por muito tempo. Então, durante as atividades mais longas, eu dou pausas pra ele. Ofereço umas tarefas curtas e sempre com algo prático pra ele fazer. Já percebi que quando ele pode mexer nas coisas ou fazer algo físico, ele entende melhor.
Já com a Clara, que tem TEA, eu uso muito material visual. Faço uns cartões coloridos pra explicar esses conceitos de forma mais visual e menos abstrata. Por exemplo, uso cartões mostrando a Terra girando em torno do sol com setas grandes e cores diferentes pra cada tipo de movimento. Além disso, tento manter uma rotina bem previsível na sala porque sei que mudanças repentinas podem deixar ela ansiosa. E olha, já aprendi que não adianta querer fazer tudo de uma vez com ela; devo ir devagarzinho.
Uma vez tentei usar um aplicativo no tablet pra engajar o Matheus e a Clara numa atividade de simulação planetária. Foi um sucesso pro Matheus porque ele conseguiu interagir diretamente com a simulação. Mas pra Clara não funcionou tão bem porque ela ficou meio confusa com as opções do aplicativo e isso gerou ansiedade. Então voltei pros recursos mais táteis e visuais pra ela.
No fim das contas, algumas coisas funcionam melhor do que outras e isso muda de aluno pra aluno. Mas é isso que torna nosso trabalho desafiador e gratificante ao mesmo tempo. Sempre tem algo novo pra aprender sobre como ensinar melhor.
Bom gente, acho que é isso! Espero ter ajudado vocês com essas dicas e histórias da sala de aula. Se tiverem alguma ideia bacana ou quiserem compartilhar suas experiências também, tô por aqui! Abraço!