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EM13CO24Computação Ensino Médio · 1º EM Ano · Ensino Médio

Identificar e reconhecer como as redes sociais e artefatos computacionais em geral interferem na saúde física e mental de seus usuários.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13CO24 da BNCC é um tema bem importante hoje em dia, né? O lance é que a gente precisa ajudar os meninos a entender como as redes sociais e os artefatos computacionais, tipo celular, computador, essas coisas, podem afetar a saúde deles. E quando eu falo de saúde, tô falando tanto do físico quanto do mental. No fundo, o que a gente quer é que eles consigam ter uma visão crítica sobre esse uso e saibam identificar quando o uso tá passando do ponto e começam a perceber como isso pode interferir na vida deles.

Na prática, o aluno precisa conseguir olhar pra própria rotina e dizer "opa, isso aqui tá demais". Tipo quando ele passa horas navegando pelas redes sociais e deixa de fazer outras coisas importantes, ou quando percebe que tá se sentindo mal porque tá sempre comparando a própria vida com a dos outros. Eles já vêm com alguma noção disso no 2º ano porque no 1º ano a gente já começou a trabalhar com o básico de cidadania digital. Agora, o foco é aprofundar.

Uma das atividades que eu faço é um debate em sala sobre o impacto das redes sociais na nossa vida. A gente começa separando a turma em dois grupos: um defende que as redes sociais são benéficas e o outro que são prejudiciais. Aí eles têm que fazer uma pesquisa rápida usando os celulares mesmo – pode usar até o intervalo pra isso. Depois, cada grupo apresenta seus argumentos e a gente vai debatendo. Levo umas duas aulas pra essa atividade toda. Na última vez que fiz isso, o João ficou super animado defendendo a parte positiva das redes porque ele faz parte de um grupo de fotografia no Instagram que ajudou ele a melhorar as fotos que ele tira. Já a Mariana trouxe uns dados sobre ansiedade e depressão ligados ao uso excessivo de redes sociais. A galera toda ficou tão interessada que estouramos o tempo da aula só na discussão.

Outra estratégia que funciona bem é fazer um diário de mídias. Funciona assim: durante uma semana, os alunos anotam tudo sobre como eles usam os aparelhos eletrônicos e as redes sociais – quanto tempo passam online, qual rede eles mais usam, em quais momentos do dia eles costumam usar mais, esse tipo de coisa. Depois eles vão analisar esses dados e refletir sobre como esse uso tá impactando na vida deles. Acho bacana porque é uma coisa bem pessoal e eles começam a perceber padrões que antes nem notavam. Normalmente deixo mais uma aula pra discutir os achados deles em sala. Na última vez que fizemos isso, o Pedro percebeu que gastava tempo demais assistindo vídeos à noite e por isso acordava cansado quase todo dia.

Por fim, outra atividade é convidar um profissional da saúde mental pra conversar com a turma. Aí depende da disponibilidade dos profissionais aqui na escola ou no posto de saúde próximo. Na última vez chamamos uma psicóloga amiga minha que trabalha com adolescentes. Ela trouxe histórias reais (sem identificar ninguém, claro) e falou sobre sinais de alerta que indicam que precisamos procurar ajuda. Os alunos ficam meio tímidos no começo, mas depois fazem várias perguntas. Da última vez, a Ana Luiza perguntou como saber se ela mesma tá viciada no celular ou se tá tudo ok.

Essas atividades têm ajudado bastante na conscientização dos alunos sobre o uso dessas tecnologias. Dá pra ver no dia a dia pequenas mudanças de comportamento – tipo assim, depois desses debates, alguns alunos começaram a deixar o celular na mochila durante as atividades em sala ou até mesmo durante o recreio pra interagir mais com os colegas.

O mais importante é criar um ambiente onde os alunos se sintam à vontade pra falar das experiências deles sem sentir julgamento. Eles já têm acesso a muita informação na internet, mas falta esse espaço de diálogo onde possam refletir sobre isso de forma guiada e segura.

E olha, não tem fórmula mágica não, é um assunto complexo mesmo e cada turma é diferente! Mas vamos devagarinho plantando aquela sementinha neles pra que cada um possa fazer escolhas melhores, né? É assim que vou tentando ajudar os meninos e meninas a lidarem melhor com essa loucura toda da vida online!

Bom, por hoje é isso! Espero que essas ideias possam ajudar vocês também! Abraço!

Na prática, o aluno precisa conseguir olhar pra própria rotina e perceber como ele tá usando essas tecnologias. E olha, eu não preciso aplicar uma prova formal pra saber quando um aluno tá sacando a matéria. Quando eu tô circulando pela sala, sempre fico de olho nas conversas. Aí você vê quando um aluno começa a questionar o outro sobre quanto tempo tá gastando no celular, ou quando começam a discutir sobre fake news e a importância de checar as fontes. Outro dia, o João tava explicando pra Júlia como ele percebeu que tava passando muito tempo nas redes sociais e que isso tava atrapalhando o sono dele. E ele ainda deu umas dicas pra ela sobre como monitorar o tempo de tela! Naquele momento, eu pensei: "Pronto, o João entendeu a parada!"

Outra hora, vi a Mariana conversando com o Lucas sobre as notícias que eles recebem pelo WhatsApp. Ela tava toda empolgada mostrando alguns sites confiáveis pra ele conferir se a notícia era real ou não. Isso é um sinal claro de que ela tá desenvolvendo um senso crítico com relação à informação que consome. Então é assim, observando essas trocas entre eles, que vou percebendo se pegaram mesmo o conteúdo.

Mas claro, tem erros comuns que aparecem. Tipo assim, um engano frequente que os meninos cometem é achar que só porque um site é mais bonitinho ou famoso, ele é confiável. O Pedro uma vez chegou todo animado dizendo que tinha encontrado uma informação num site popular e pronto, era verdade absoluta. Tive que puxar ele de canto e explicar que não é bem assim, que mesmo os sites famosos podem ter informações erradas ou tendenciosas. Outra coisa é quando eles pensam que só porque um aplicativo tem muitos downloads, ele é seguro. Aí já viu, né? A galera baixa sem pensar duas vezes e pode cair em cilada.

E quando pego esses erros na hora, procuro mostrar exemplos reais, ilustrar com situações que já aconteceram na mídia ou histórias que eles possam se identificar. Nada melhor do que demonstrar na prática o porquê das coisas serem como são. Também incentivo eles a sempre questionarem e nunca aceitarem de cara tudo que veem na internet.

Agora, sobre trabalhar com alunos como o Matheus e a Clara, que têm TDAH e TEA respectivamente, é um desafio mas também uma experiência enriquecedora. Pro Matheus, o lance é ter atividades mais dinâmicas e dividir as tarefas em partes menores pra que ele não perca o foco fácil. Eu uso cronômetros visuais pra ajudar ele a gerenciar melhor o tempo. Outro dia fizemos uma atividade em grupos menores onde cada grupinho tinha um tempo estipulado pra discutir uma questão antes de passar pra próxima etapa. E olha, isso funcionou super bem pro Matheus!

Já com a Clara, é importante ter clareza na comunicação e oferecer um ambiente previsível. Eu sempre dou as instruções por escrito além de falar em voz alta e uso gráficos simples e imagens pra ajudar ela a entender melhor o conteúdo. Uma vez usamos tirinhas ilustrativas pra falar sobre o impacto das redes sociais na vida cotidiana e ela conseguiu captar as ideias principais muito bem.

O que não funcionou bem foi quando tentei usar muitos recursos visuais ao mesmo tempo — acabou distraindo mais do que ajudando tanto pro Matheus quanto pra Clara. Então aprendi a ir com calma e adaptar conforme vejo como eles respondem.

Enfim, ensinar essa habilidade EM13CO24 é desafiador mas também super recompensador quando você vê os meninos pegando as coisas e aplicando no dia a dia deles. Bom, por hoje é isso, pessoal! Espero ter ajudado aí quem tá no mesmo barco tentando lidar com esse tema. A gente vai se falando!

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