Voltar para Computação Ensino Médio 2º EM Ano
EM13CO17Computação Ensino Médio · 2º EM Ano · Ensino Médio

Construir redes virtuais de interação e colaboração, favorecendo o desenvolvimento de projetos de forma segura, legal e ética.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EM13CO17 da BNCC na turma do 2º ano do ensino médio é como ensinar os meninos a se movimentarem nesse mundo digital de forma consciente e segura. Na prática, o que a gente quer é que eles saibam construir redes de interação e colaboração que ajudem no desenvolvimento de projetos, mas sempre com aquela noção do que é seguro, legal e ético. Quando falamos disso, estamos falando de muita coisa: desde entender quais informações podem ou não ser compartilhadas, até saber como se comportar em ambientes virtuais de trabalho em grupo.

Pensa assim: o aluno precisa conseguir usar ferramentas online, tipo Google Drive, Trello, Slack, ou qualquer outra plataforma colaborativa, e saber trabalhar em equipe como se estivesse numa empresa de verdade. É fazer esse uso de forma que respeite a privacidade dele e dos outros, sem sair por aí postando qualquer coisa ou compartilhando informações que não deve. E claro, precisa reconhecer os perigos que existem na internet e saber como evitá-los. Os meninos já vêm com uma base boa das séries anteriores onde aprenderam a usar essas ferramentas mais básicas de comunicação virtual, mas agora o desafio é dar um passo além e fazer isso tudo funcionar em projetos mesmo.

Vou contar sobre três atividades que desenvolvo com a turma pra ajudar eles nisso. A primeira que gosto muito é uma atividade de criação de um projeto colaborativo no Google Drive. Olha como faço: divido a turma em grupos de cinco alunos. Cada grupo precisa criar um projeto de pesquisa sobre um tema que a gente escolhe juntos - já fizemos sobre sustentabilidade urbana, por exemplo. Eles têm uma semana pra fazer tudo. A ideia é que eles aprendam a usar as ferramentas do Google como docs, planilhas e apresentações pra construir o projeto juntos. O material é simples: só precisam dos celulares ou computadores com acesso à internet.

Aí você me pergunta: como os alunos reagem? No começo, alguns ficam meio perdidos. É engraçado ver como o João e a Letícia queriam resolver tudo pelo WhatsApp, mas depois perceberam que usar o Google Drive era mais eficiente pra não perder informações. Uma coisa bacana que aconteceu na última vez foi quando o grupo da Camila achou um artigo interessante e quis compartilhar. Aí aproveitamos pra falar sobre direitos autorais e como compartilhar artigos da forma correta. Eles acabaram entendendo bem essa parte legal e ética da coisa.

Outra atividade que faço é uma simulação de rede social segura. Isso é legal! Usamos um software simples que simula uma rede social fechada só pra eles. Coloco a turma pra simular situações do dia a dia em redes sociais e discutimos juntos as posturas corretas e os perigos envolvidos. Essa atividade dura uns dois períodos. Olha, quando começou, o Pedro achou que sabia tudo sobre privacidade na internet, mas quando mostrei o quanto de informação ele mesmo deixava vazar sem perceber, ele levou um susto! Daí foi um tal de mudar senha daqui, rever configuração dali... É muito legal ver essa ficha cair.

Por fim, gosto de fazer uma atividade voltada para entender as fake news e como evitá-las. Uso notícias falsas reais (mas já desmascaradas) e coloco os alunos em duplas pra identificar os erros e pensar em formas de checar a veracidade das informações antes de compartilharem por aí. Dura uma aula inteira geralmente. Eles ficam super animados porque muitos não acreditavam que podiam cair nesses trotes. Lembro da Ana Paula ficando chocada com uma notícia antiga do fim do mundo – ela jurava que era real! Depois dessa atividade a gente sempre acaba conversando sobre a importância da ética ao compartilhar coisas nas redes.

Cada uma dessas atividades tem seu jeito próprio de engajar os meninos no universo digital com responsabilidade. E olha, pode parecer bobeira ou repetitivo reforçar essas coisas, mas eu sempre penso assim: quanto mais eles conversarem sobre segurança e ética digital agora, melhor preparados vão estar lá fora no mercado de trabalho ou mesmo na vida pessoal deles.

E assim vou tocando as aulas: tentando fazer com que eles sintam esse aprendizado como algo útil e aplicável no dia a dia deles. Porque no fim das contas é isso que importa, né? Fazer sentido pra eles! Se a gente conseguir plantar essa sementinha enquanto estão na escola, já fico feliz demais.

E é isso aí pessoal, espero ter ajudado! Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar experiências é só falar! Abraço!

Pensa assim: o aluno precisa conseguir fazer tudo isso com naturalidade, como se fosse parte do dia a dia dele. E olha, dá pra perceber quando eles estão pegando a ideia. Tipo, quando eu tô circulando pela sala, fico de olho no que eles estão fazendo no computador ou no caderno. Aí, vejo como eles organizam as informações, se estão usando as ferramentas online de forma coerente ou só clicando em tudo quanto é link sem critério. Uma vez, lembro do João explicando pro Lucas como usar uma plataforma online pra organizar as tarefas de um projeto em grupo. Ele falou algo tipo "Ó, você não precisa compartilhar sua senha nunca, é só dar acesso ao arquivo". Ali eu pensei: "Ah, o João entendeu o recado".

Outra coisa é a conversa entre eles. Às vezes a galera tá discutindo e um ajuda o outro a entender como usar um site ou uma ferramenta sem cair em pegadinha ou coisa do tipo. Quando ouço essas conversas, sei que eles tão absorvendo o que eu espero. E tem aqueles momentos de epifania também, né? Tipo a Maria, que durante um trabalho em equipe sobre segurança online, virou e disse: "Gente, eu acho que o que a gente tá postando aqui pode ser visto por qualquer pessoa, precisamos ajustar as configurações". Esse tipo de consciência é o que mostra que o conteúdo tá sendo internalizado.

Agora, os erros comuns... Bom, tem alguns clássicos que a galera sempre cai. O Pedro, por exemplo, vive esquecendo de checar as fontes das informações que usa. Ele pega qualquer coisa da internet e já vai compartilhando no grupo. Aí eu preciso intervir e mostrar pra ele como verificar se aquela informação é confiável antes de sair divulgando por aí. Outro erro comum é na hora de criar senhas seguras. A Júlia já usou "123456" como senha e nem passou pela cabeça dela que isso era um problemão. Quando eu pego esses erros na hora, tento não ser aquele chato que só critica. Eu explico o porquê daquilo não funcionar e dou dicas práticas de como melhorar.

Agora vamos falar do Matheus e da Clara. Eles são especiais e precisam de uma atenção diferente pra conseguir acompanhar o conteúdo no mesmo ritmo da turma. O Matheus tem TDAH e às vezes se perde nas atividades mais longas ou perde foco fácil quando tem muito barulho na sala. Com ele, eu faço assim: divido as tarefas em partes menores e estabeleço prazos mais curtos. Uso também alguns aplicativos que ajudam ele a se organizar melhor. E faço questão de deixar claro que ele pode levantar e caminhar um pouco quando achar necessário, pra não ficar ansioso.

Já a Clara tem TEA e trabalha melhor com rotinas bem definidas e previsíveis. Pra ela, eu adapto as questões das atividades pra serem mais diretas e menos abertas. Uso também materiais visuais porque ela responde muito bem a essas formas de comunicação. O que não funcionou foi tentar usar materiais vagos ou abstratos demais — vi que ela ficava perdida e não conseguia acompanhar a turma.

Olha, no fim das contas, o importante é saber que cada aluno tem seu ritmo e jeito de aprender. Cabe a nós, como professores, encontrar formas de fazer com que todos se sintam incluídos e capazes de aprender. Essa troca no dia a dia da sala é o que me faz continuar com vontade de ensinar mesmo depois de tantos anos na profissão.

Bom, acho que falei demais por hoje! Vou ficando por aqui, mas tô sempre de olho nos posts do fórum pra trocar ideia com vocês. Um abraço e até a próxima!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13CO17 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.