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EM13CO19Computação Ensino Médio · 3º EM Ano · Ensino Médio

Expor, argumentar e negociar propostas, produtos e serviços, utilizando diferentes mídias e ferramentas digitais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi, pessoal! Hoje quero compartilhar com vocês como trabalho a habilidade EM13CO19 da BNCC na minha turma do 2º ano do Ensino Médio aqui em Goiânia. Essa habilidade diz respeito a expor, argumentar e negociar propostas, produtos e serviços usando diferentes mídias e ferramentas digitais.

Entendo essa habilidade como algo que vai além de só saber mexer em PowerPoint ou fazer uma planilha no Excel. É sobre preparar os meninos e meninas pra vida fora da escola, sabe? Tipo quando eles tiverem que apresentar um projeto no trabalho ou mesmo negociar um serviço. Eles precisam saber como usar as mídias digitais pra se comunicar melhor, argumentar suas ideias e convencer as pessoas. E isso tá muito conectado com o que eles já viram na série anterior, quando começamos a trabalhar com produção de conteúdo mais simples, como blogs e apresentações básicas. Agora é hora de subir o nível, levando eles a entender que essas ferramentas são poderosas não só pra compartilhar informações, mas também pra persuadir e negociar.

Uma das atividades que faço é a "Feira Virtual de Ideias". Uso computadores da escola e os celulares dos próprios alunos, já que a maioria tem um smartphone. Divido a turma em grupos de cinco ou seis e dou uma semana pra eles pensarem em uma ideia de produto ou serviço. A proposta é que eles criem uma apresentação digital pra ‘vender’ a ideia pros colegas. Eles podem usar slides, vídeos curtos ou até criar uma página simples na internet. Na última vez que fiz essa atividade, o grupo da Mariana teve uma ideia incrível de um app que ajuda idosos a lembrar de tomar remédios. Eles montaram um vídeo curtinho super bem feito! A reação da turma foi ótima, muitos interagiram durante a apresentação, fazendo perguntas inteligentes sobre como o app funcionaria na prática.

Outra atividade bacana que aplico é o "Desafio do Argumento". Pra essa, uso artigos de opinião online e debates em vídeo disponíveis no YouTube. Organizo debates em duplas ou trios sobre temas polêmicos ou atuais. Cada grupo tem que defender um ponto de vista usando argumentos sólidos e referências das mídias digitais. Isso leva umas três aulas porque primeiro eles precisam pesquisar, depois discutir e por último apresentar. Na última vez que fizemos isso, o Lucas ficou todo engajado defendendo o uso responsável das redes sociais. Ele usou vídeos e artigos pra embasar seus argumentos e se saiu muito bem. A galera da sala toda ficou animada pra participar mais ativamente dos debates.

A terceira atividade é chamada "Simulação de Negócios". Aqui, eles têm três aulas pra simular uma negociação entre empresas. Dou temas como "negociar um contrato de publicidade" ou "fechar uma parceria entre empresas". Os alunos têm que usar ferramentas digitais pra criar seus documentos, como contratos e apresentações com as propostas comerciais. Na última aula dessa atividade, o grupo da Júlia simulou uma negociação genial entre uma marca de roupas ecológicas fictícia e um influenciador digital famoso. Eles até criaram propostas visuais bem convincentes no Canva! A turma reagiu super bem, muitos disseram que se sentiram num ambiente de trabalho real.

O legal disso tudo é ver como alguns alunos começam tímidos e vão ganhando confiança à medida que percebem seu potencial. O João, por exemplo, era super acanhado no início do ano. Mas nas últimas atividades ele já tava todo desenrolado apresentando suas ideias com segurança.

Essas atividades são muito enriquecedoras porque mostram pros alunos como o mundo real funciona fora do ambiente escolar. E eu vejo claramente como isso desperta neles o interesse em áreas que antes nem passavam pela cabeça deles, como marketing digital ou empreendedorismo.

Olha, dá trabalho organizar tudo isso, mas vale muito a pena quando vejo os resultados. Espero que essas ideias inspirem vocês também aí nas suas escolas! Qualquer dúvida ou sugestão tô por aqui

Abraço!

E aí, pessoal! Continuando a conversa sobre a habilidade EM13CO19, quero falar como percebo que os alunos realmente aprenderam sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, eu gosto de observar a galera durante as atividades do dia a dia. Quando estou circulando pela sala, prestando atenção nas rodas de conversa, dá pra sentir quando alguém dominou o conteúdo.

Um exemplo concreto: teve um dia que o Pedro tava explicando pro João como ele estruturou uma apresentação no Prezi. Ele usou umas referências que discutimos na aula anterior, falando da importância de não encher o slide com texto e usar imagens impactantes pra reforçar a mensagem. O João só ouvia e acenava com a cabeça, e eu, fingindo que tava ali mexendo nas minhas coisas, fiquei só de olho. É nesses momentos que penso: "Ah, o Pedro entendeu mesmo." Outro exemplo foi a Ana, que durante um debate sobre uma proposta de projeto pra feira de ciências, conseguiu encontrar falhas na argumentação do grupo adversário e sugeriu melhorias. E ela fez isso de um jeito tão natural que dava pra ver que ela internalizou bem o que discutimos sobre argumentação e negociação.

Sobre os erros comuns, ah, tem alguns que vejo sempre. O Lucas, por exemplo, sempre subestima o tempo necessário pra preparar uma apresentação. Ele deixa pra última hora e acaba querendo colocar informação demais nos slides. Aí vira aquela bagunça visual. Isso rola porque muitos ainda não conseguem gerenciar bem o tempo e não entendem que menos é mais quando se trata de slides. Quando pego isso na hora, eu paro tudo e converso com ele, mostro exemplos de apresentações eficazes e ajudo a editar o material. Explico que é melhor focar em transmitir a mensagem principal com clareza do que despejar tudo o que pesquisou.

Outra coisa comum é esquecerem de se adaptar ao público-alvo. A Júlia fez uma apresentação super técnica sobre energia solar pra turma de humanas e ninguém entendeu nada. Faltou aquela preocupação em saber quem vai ouvir e ajustar a linguagem e o conteúdo aos ouvintes. Quando isso acontece, tento fazer uma dinâmica onde eles têm que adaptar a mesma apresentação para públicos diferentes. Isso ajuda eles entenderem como ajustar a comunicação.

Agora, falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA. Com o Matheus, eu costumo quebrar as atividades em partes menores. Tipo assim, se tem um trabalho grande pra fazer, peço pra ele focar numa parte de cada vez e vou revisando junto com ele. Ah, e sempre deixo ele usar fones com música instrumental enquanto trabalha no computador porque ajuda ele a se concentrar melhor. Já com a Clara, eu notei que ela responde bem a rotinas previsíveis e instruções visuais claras. Então eu monto cronogramas visuais das atividades do dia e procuro usar imagens junto com o texto escrito nas atividades.

Outra coisa legal é usar recursos digitais interativos pros dois. Por exemplo, ferramentas onde eles possam criar storyboards ou mind maps ajudam muito. Funciona porque eles conseguem ver as ideias organizadas ali na tela de forma visual, o que facilita bastante o entendimento do conteúdo.

Nem tudo funciona perfeitamente sempre. Tentei uma vez usar um aplicativo de simulação em grupo achando que iria engajar todo mundo igual, mas foi uma bagunça pro Matheus porque tinha muita coisa acontecendo ao mesmo tempo na tela, e ele se perdeu no meio da atividade. Desde então, procuro testar antes os recursos com eles individualmente.

Bom pessoal, é isso! Espero que essas experiências possam ajudar vocês também aí nas salas de aula. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar como fazem com os alunos de vocês, vou adorar trocar ideia! Até mais!

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