Olha, essa habilidade EF02CO01 da BNCC é bem interessante de trabalhar com os meninos do 2º ano. Quando a gente fala em criar e comparar modelos, na prática, é fazer a galera olhar para as coisas ao redor e perceber que dá pra representar objetos de diversas maneiras. É uma questão de identificar padrões, ver o que tem de essencial nesses objetos e tentar reproduzir isso de forma simples, sabe? Tipo assim, no final as crianças conseguem criar representações de algo que veem no dia a dia e até comparar essas representações entre si. O que eu acho legal é que isso se conecta com o que a turma já vinha aprendendo de observar diferenças e semelhanças, algo que eles já mexem bastante desde o 1º ano.
Uma das atividades que faço é a construção de casinhas com blocos. A escola tem aqueles kits de blocos coloridos, tipo Lego, mas mais simples, e cada dupla recebe uns quinze minutinhos pra construir uma casinha. A ideia é eles pensarem no que é essencial pra ser uma casa: paredes, teto, porta. Depois, a gente faz uma rodada onde cada dupla explica por que escolheram esses elementos. O legal é ver como cada um foca em detalhes diferentes. Uma vez, a Ana e o Lucas fizeram uma casinha com jardim na frente e disseram que era porque a casa deles tinha jardim e isso era importante pra eles. Aí você vê mesmo como cada um enxerga o mundo de um jeito.
Outra atividade legal é desenhar robôs. Muito simples: só lápis e papel mesmo. Dou uns vinte minutinhos pra fazer. Peço pra galera pensar em um robô que faça alguma tarefa específica, como lavar louça ou arrumar os brinquedos. Aí eles precisam desenhar esse robô no papel. Depois a gente cola os desenhos na parede e cada um vai apresentar o robô pros colegas. Teve um dia que o João desenhou um robô com quatro braços porque ele achava que mais braços iam lavar a louça mais rápido. Foi bacana ouvir ele explicando isso. E as perguntas dos colegas ajudam na reflexão sobre se esses elementos são mesmo necessários ou não.
Agora, o exercício que eu mais gosto é o jogo dos padrões. Uso cartolinas coloridas cortadas em formas geométricas: triângulos, quadrados e círculos. Organizo a turma em grupos de quatro alunos e dou uns 25 minutos pra eles criarem padrões com essas formas na mesa. Então eles têm que trocar de grupo e tentar reproduzir o padrão do outro grupo só de memória. Isso ajuda demais na identificação e repetição de padrões! Uma vez, o Pedro ficou tão empolgado tentando lembrar como era o padrão que ele viu que acabamos estendendo o tempo da atividade mais uns dez minutos só pra ele conseguir acertar.
Os meninos reagem super bem a essas atividades porque são práticas e visuais, do jeitinho que eles gostam nessa idade. É claro que nem sempre é fácil logo de cara; às vezes rola uma frustraçãozinha quando não conseguem fazer algo exatamente como queriam, mas isso faz parte do aprendizado também. Com o tempo vão pegando o jeito e é gratificante ver como desenvolvem essa habilidade de olhar criticamente pras coisas ao redor.
Enfim, trabalhar esse tipo de habilidade no 2º ano é muito recompensador. A gente percebe que dá pra plantar sementinhas importantes pro futuro deles, ajudar a formar aquele olhar mais atento pro mundo ao redor. E ver essa evolução deles na prática é o que me anima todo dia a ir pra sala de aula.
Bom, espero ter ajudado com essas dicas! Qualquer coisa estou por aqui se alguém quiser trocar mais ideias! Abraço!
...conhece do mundo deles. E aí é que vem a parte mais bacana: perceber quando eles realmente entenderam o conceito sem precisar de prova formal.
Então, como é que eu vejo que os meninos pegaram a ideia? Olha, é na prática mesmo, quando estou ali circulando pela sala e escutando as conversas. Uma das coisas que mais gosto de fazer é andar entre as mesas enquanto eles estão trabalhando em dupla ou em grupo. Você vê o brilho no olho do menino quando ele saca um conceito. Por exemplo, teve uma vez que o Lucas tava explicando pro João como criar um modelo de uma casa usando formas geométricas. O Lucas falava: "Ó, João, a gente pode usar esse quadrado pra parede e o triângulo pro telhado. Aí, tá vendo? Parece uma casinha!". O João olhou praquilo e disse "Ah, saquei, igual a nossa casa de verdade!"
E tem aquelas horas mágicas em que eles começam a corrigir uns aos outros. Lembro da Ana corrigindo a Júlia porque ela tava fazendo um círculo e chamou de quadrado. A Ana disse: "Júlia, um quadrado tem que ter quatro cantos, esse aí é redondo". Aí você pensa: "Beleza, elas estão pegando a lógica por trás das formas."
Agora, sobre os erros mais comuns que eles cometem nesse conteúdo... Bom, tem aquele do pessoal confundir formas parecidas. Tipo assim, um erro bem comum é confundir retângulo com quadrado. O Felipe sempre fazia isso. Uma vez ele desenhou um retângulo e veio todo feliz falar que tinha feito um quadrado. Quando perguntei como ele sabia que era um quadrado, ele respondeu "Porque é quase igual". Aí foi aquela chance de mostrar as diferenças nos lados e tal.
Esses erros acontecem muito porque as crianças ainda estão desenvolvendo essa noção espacial e de proporção, então é normal. Quando eu pego esses erros na hora, costumo pedir pra eles tentarem outra vez ou pensar em outra forma de explicar pra mim o que estavam tentando fazer. Não adianta só falar "tá errado", né? Tem que estimular o raciocínio.
E agora deixa eu contar sobre o Matheus e a Clara. Cada um deles tem suas particularidades na sala. O Matheus tem TDAH e gosta de se mexer bastante. Então, o desafio é manter ele focado sem cortar essa energia toda dele. O que faço é dar atividades mais curtas e dinâmicas que ele possa completar rapidinho e já partir pra próxima. A gente usa muito material colorido e objetos manipulativos pra ajudar na concretização do que ele tá aprendendo.
Já com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser bem claro e consistente nas instruções. O que ajuda bastante são as rotinas visuais e dar tempo extra pra ela processar as informações. Uso cartões com imagens pra representar as etapas das atividades e isso tem funcionado bem. Uma coisa que percebi é que ambientes muito barulhentos distraem ela facilmente, então tento garantir que ela tenha um cantinho tranquilo pra trabalhar.
Teve uma vez que tentei uma atividade em grupo com os dois, achei que poderia ser bom pra interação social deles, mas acabou não rolando tão bem. O Matheus ficou agitado demais e a Clara ficou desconfortável com tantas pessoas falando ao mesmo tempo. Aí aprendi que talvez seja melhor começar em duplas ou grupos menores antes de ir direto pro grupo grande.
Enfim, cada dia é um aprendizado novo com eles. Sempre tem algo a ajustar, mas ver os pequenos avanços deles não tem preço! E olha só, vou parando por aqui por hoje. Acho que já falei bastante! Se vocês tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas, fico super curioso pra saber como vocês lidam com essas situações também! Até mais!