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EF02CO02Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Criar e simular algoritmos representados em linguagem oral, escrita ou pictográfica, construídos como sequências com repetições simples (iterações definidas) com base em instruções preestabelecidas ou criadas, analisando como a precisão da instrução impacta na execução do algoritmo.

Pensamento computacionalAlgoritmos com repetições simples
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF02CO02 da BNCC parece complicada quando a gente lê na teoria, mas na prática é mais simples do que parece. O jeito que eu entendo é o seguinte: os meninos precisam aprender a criar sequências de passos, tipo uma receita de bolo, pra resolver um problema. Esse lance de algoritmos nada mais é do que isso, e com repetições simples, eles têm que entender que se uma coisa funciona num passo, ela pode funcionar em vários outros.

Então, por exemplo, se eles já sabem amarrar o cadarço do tênis, sabem que é um processo que se repete: cruzar as pontas, dar laço, apertar. E se o laço desamarrar, é só repetir. Isso é uma repetição simples. No 1º ano, a galera já começa a trabalhar com sequências e instruções simples, tipo montar uma torre de blocos seguindo uma ordem de cores. No 2º ano, o desafio é aumentar a complexidade com essas repetições e entender por quê a precisão na hora de explicar importa tanto.

Agora, vou te contar três atividades que faço pra trabalhar isso daí. A primeira atividade é o chamado "Desenhe meu Monstro". Aí eu trago folhas em branco e giz de cera. Divido a turma em duplas porque acho que ajuda na colaboração e na conversa entre eles. Uma criança descreve um monstro imaginário e a outra tem que desenhar sem ver o original. Depois elas trocam. Essa atividade leva uns 40 minutos, porque tem a explicação inicial e depois eles precisam de tempo pra desenhar e comparar os monstros. Os meninos adoram! Da última vez que fizemos isso, a Mariana descreveu um monstro com "três olhos grandes e boca cheia de dentes", mas o Lucas desenhou um monstro com dois olhos só e uma boca gigante. Eles riram muito quando viram o resultado e perceberam que faltou detalhe na descrição.

Outra atividade legal é a "Rotina do Robô". Eu levo umas setinhas de papel e uso fita adesiva pra fazer um grid no chão da sala. Escolho alguns alunos pra serem "programadores" e outros pra serem os "robôs". Os programadores têm que criar uma sequência de setas pra guiar o "robô" até um destino específico no grid, tipo um quadrado com um prêmio (geralmente uso algum objeto pequeno como um brinquedo ou livro). Aí eles têm que pensar na sequência certinha que leva o robô até lá. Essa leva uns 30 minutos e no final a gente discute o que deu certo ou não. É interessante ver como eles aprendem rápido – da última vez, o Felipe quis usar uma sequência gigante de instruções sem testar antes, mas viu que o robô saiu do caminho logo no começo e depois entendeu a importância de revisar as instruções.

A terceira atividade é mais criativa: "História com Repetição". Eu dou algumas imagens ou palavras soltas (tipo "sol", "cachorro", "brincadeira") e peço pra cada aluno criar uma história curta usando pelo menos uma repetição – pode ser um refrão numa música ou um evento repetido como "todos os dias ele acordava cedo". Pego cartolina e canetinhas coloridas pra eles escreverem e desenharem suas histórias. Essa geralmente precisa de uma aula inteira porque eles gostam de caprichar nos desenhos. Eles ficam super empolgados contando as histórias pros colegas. Teve uma vez que o João criou uma história sobre um cachorro que todas as manhãs acordava atrasado pro passeio no parque e saia sem tomar café. A turma achou engraçado ele incluir esse detalhe sempre igual.

Olha, essas atividades são maneiras diferentes de abordar essa habilidade da BNCC sem ser chato ou formal demais. O mais legal é ver como os meninos vão pegando a lógica das repetições e das instruções claras quase sem perceberem, brincando e dando risada. Aí no final você vê que eles realmente entenderam o conceito quando conseguem aplicar em outras situações fora dessas atividades específicas.

É isso aí! Espero que essas ideias possam ajudar quem tá começando ou quem quer tentar algo diferente aí na sala de aula. Se tiverem outras sugestões também, me contem!

E aí, continuando aqui sobre como noto que os meninos e meninas estão pegando a habilidade EF02CO02, é um negócio mais de observação mesmo, do dia a dia. Não é aquela coisa de sentar e fazer prova. Eu tô sempre circulando pela sala, olho pra ver quem tá aplicando o que a gente viu e quem ainda tá meio perdido. É na hora que as crianças estão ali fazendo uma atividade prática ou conversando entre elas que eu pego os sinais.

Teve um dia, por exemplo, que eu tava observando a turma trabalhando num projeto de construir um circuito simples com luzes. Aí o Joãozinho tava explicando pro Pedro como ligar os fios – e olha que eu nem tinha dado essa tarefa pra ele. Enquanto ele explicava, usava termos que a gente discutiu em aula, tipo "primeiro liga na fonte, depois conecta na lâmpada". Na hora percebi que ele tinha sacado o conceito de sequência e repetição. Outro exemplo divertido foi a Maria. Durante uma atividade em grupo, cada um tinha que resolver uma parte do problema e depois juntar tudo. Quando ela conseguiu ajudar a Ana a entender onde encaixar a peça dela, fiquei satisfeito. Ela foi lá, olhou o que tava faltando e explicou direitinho.

Agora, sobre os erros comuns... bom, tem bastante! Um que vejo muito é quando os meninos querem pular etapas. Tipo assim: a Júlia sempre tenta ir direto pro final do problema sem fazer os passos intermediários. Acho que é porque ela fica ansiosa pra ver o resultado logo, né? Daí eu tenho que lembrar: "Júlia, calma aí, faz devagar e segue os passos”. Outro erro comum é quando confundem sequência com ordem aleatória. O Felipe, por exemplo, uma vez montou um plano de passos pra fazer um sanduíche, mas começou pelo pão de cima. Eu ri demais aquele dia! Aí tive que sentar com ele e rever qual era o primeiro passo.

Olha, quando vejo esses erros na hora, tento corrigir ali mesmo. Dou uma dica ou faço uma pergunta que faz eles pensarem diferente. Digo coisas como "E se você tentar por esse lado primeiro?" ou "O que acontece se você fizer assim?". É legal porque ajuda eles a perceberem sozinhos o erro e corrige ali na prática.

Agora, falando do Matheus e da Clara... o Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, cada um tem seu jeito especial de aprender as coisas. Com o Matheus, a questão é que ele precisa de atividades bem dinâmicas e curtas pra não perder o foco. Então, o que faço é dividir as tarefas em pequenos blocos de tempo e dou umas pausas pra ele se movimentar um pouco antes de voltar ao trabalho. Também uso bastante recursos visuais e cores pra guiar ele nos passos das atividades.

Com a Clara é diferente. Ela se dá bem com rotinas bem estruturadas e previsíveis. Então procuro manter o ambiente da sala de aula sempre no mesmo esquema pra não desorientá-la. Em vez de só falar as instruções, eu também dou instruções visuais tipo cartõezinhos com imagens dos passos que ela precisa seguir. Já notei que ela responde bem melhor assim.

Ah, sobre materiais diferentes... pro Matheus uso aplicativos no tablet que prendem a atenção dele mais fácil do que papel e caneta. Pra Clara tenho uns quadros magnéticos onde ela pode montar as sequências fisicamente antes de passar pro papel ou pro computador.

Uma vez tentei uma atividade em grupo onde todos tinham funções bem definidas achando que ia ser legal pra Clara participar de mais interações sociais. Mas vi que não deu tão certo porque ela ficou meio perdida com tanta gente falando ao mesmo tempo. Aí voltei pra estratégias mais individuais onde ela se sente segura.

Bom pessoal, acho que é isso por enquanto sobre como lido com essa habilidade em sala de aula. Espero ter ajudado quem tá lendo aí do outro lado da tela! Qualquer coisa, tô por aqui pra trocar ideia ou tirar dúvida! Até a próxima!

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