Voltar para Computação Ano
EF05CO01Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer objetos do mundo real e/ou digital que podem ser representados através de listas que estabelecem uma organização na qual há um número variável de itens dispostos em sequência, fazendo manipulações simples sobre estas representações.

Pensamento computacionalListas e grafos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Galera, olha só! Vou compartilhar aqui como trabalho a habilidade EF05CO01 com meus meninos do 5º ano. Essa habilidade fala sobre reconhecer e organizar objetos do mundo real e digital em listas, né? Mas traduzindo do formal pra prática, é tipo assim: os alunos precisam entender que dá pra pegar coisas que eles veem todo dia e colocar numa sequência legal, tipo fazer uma lista de tarefas da semana ou até organizar os ingredientes de uma receita.

A ideia é que eles consigam perceber que uma lista é mais do que um monte de itens jogados. Eles têm que sacar que a ordem pode importar e que dá pra mexer nesses itens, adicionar ou tirar conforme a necessidade. Aí, sabe o que é massa? Isso não é coisa de outro mundo pra eles, não. No 4º ano, eles já começam a brincar com a ideia de sequências e padrões, principalmente na matemática e até nas historinhas que leem. Então, quando chegam no 5º ano, eles não estão começando do zero.

Agora vou contar como faço isso na prática com três atividades diferentes.

A primeira atividade é bem simples, mas os alunos adoram. A gente usa uma folha de papel e canetas coloridas. Organizamos em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo tem que fazer uma lista de suas comidas favoritas, mas tem um porém: a lista precisa estar em ordem de preferência. Isso leva uns 20 minutos, e a sala vira uma festa! O pessoal começa a discutir se pizza é melhor que hambúrguer. Da última vez que fizemos, o Pedro queria colocar lasanha em primeiro lugar, mas a Ana Clara insistia que brigadeiro tinha que ser o número um. No fim das contas, acabaram negociando uma lista com pizza em primeiro e brigadeiro logo depois. O bacana é ver eles defendendo suas escolhas e aprendendo a respeitar as opiniões dos outros.

Outra atividade legal que fazemos é usar cartões numerados pra criar sequências. Cada aluno recebe uns 5 cartões com números aleatórios entre 1 e 50. A missão deles é criar uma sequência crescente. Parece fácil, mas quando você coloca um cronômetro pra rolar, vira competição! Isso leva uns 15 minutinhos e os alunos ficam numa adrenalina danada. Da última vez, o Lucas fez uma sequência perfeita em tempo recorde, mas depois percebeu que tinha esquecido um cartão embaixo da carteira. A turma toda caiu na risada e ele teve que recomeçar. No final, ele conseguiu de novo e ficou super orgulhoso.

A terceira atividade envolve o mundo digital. Usamos tablets (a escola tem alguns disponíveis) pra acessar um aplicativo simples de listas, tipo aquele Google Keep ou até ferramentas básicas de computadores da escola mesmo. A tarefa é criar uma lista de tarefas diárias com emojis representando cada item. Exploramos isso em duplas pra eles trocarem ideias entre si. Leva mais ou menos meia hora porque gosto de dar espaço pra criatividade deles fluir. Na última vez que rolou essa atividade, as duplas começaram a competir pra ver quem fazia a lista mais engraçada ou criativa. A Júlia e o Matheus criaram uma lista de tarefas com emojis tão engraçados que virou meme entre eles depois!

Essas atividades são maneiras porque vão além das listagens simples; elas envolvem argumentação, negociação, criatividade e até um pouco daquela competição saudável que os meninos adoram. O legal é ver como eles ficam animados ao perceberem que podem aplicar isso tanto no mundo físico quanto no digital.

No geral, o desafio maior nessa habilidade é ajudar os alunos a entenderem que listas são ferramentas úteis no dia a dia. E quando eles veem isso na prática, como nas atividades que mencionei, percebem o valor do pensamento organizado e começam a transferir isso pras suas rotinas fora da sala de aula também.

Então é isso! Espero que essas dicas ajudem vocês aí na sala de aula também. Se tiverem outras ideias ou quiserem compartilhar experiências parecidas, vamos trocar figurinhas aqui no fórum! Até mais!

...usar essas listas pra vida. Bom, mas como é que eu sei que eles pegaram a ideia sem aquela prova formal?

Olha, tem várias maneiras. Quando tô circulando pela sala, sempre tô de olho e ouvido afiado. Às vezes, só de ouvir um aluno explicando pro outro, já dá pra sacar que o entendimento tá rolando. Tipo, teve um dia que o Pedro tava ajudando a Ana a organizar uma lista de compras pro projeto deles. Ele explicou que era melhor colocar as frutas juntas e depois os produtos de limpeza, em vez de misturar tudo. Aí eu pensei: "Ah, o Pedro entendeu a importância da hierarquia e classificação nos itens". Essas sacadas vêm muito das conversas que eles têm entre si.

Outro momento que é muito revelador é durante as atividades em grupo. Quando vejo a Júlia questionando por que a lista de tarefas do grupo dela tá tão bagunçada e propondo uma nova ordem, percebo que ela tá aplicando o que discutimos. E às vezes são nos detalhes que você percebe. O Lucas, por exemplo, um dia me chamou e disse: "Professor, se eu colocar isso aqui primeiro, faz mais sentido?" Ele tava reorganizando uma sequência de eventos num histórico do projeto de história. Aí é bingo!

Mas nem tudo são flores. Tem uns errinhos comuns que os meninos cometem. A Letícia, por exemplo, sempre começa suas listas sem pensar bem na lógica por trás delas. Outro dia ela fez uma lista de materiais pra uma maquete e misturou tinta com palito de sorvete e papelão sem pensar na ordem de uso. Ela só foi se dar conta quando começou a trabalhar no projeto e percebeu que tava tudo fora de ordem. Isso acontece porque às vezes eles tão com tanta pressa de começar que não param pra planejar direito antes.

E aí entra o nosso papel de professor: mostrar pra eles como planejar e revisar pode fazer toda a diferença. Quando pego esses erros na hora, gosto de puxar a conversa com eles: "Letícia, pensa comigo: essa lista vai te ajudar a construir se não estiver organizada pela ordem que você vai usar os materiais?" Só essa perguntinha já faz um clic na cabeça deles.

Agora sobre o Matheus e a Clara, cada um tem suas necessidades específicas e isso exige adaptações nas atividades. Com o Matheus, que tem TDAH, eu preciso ser bem estratégico com o tempo. Atividades longas acabam perdendo ele no meio do caminho, então prefiro dividir em partes menores com intervalos pra ele dar aquela pausa e respirar. Material visual também ajuda muito — cartazes coloridos com as etapas das listas costumam mantê-lo mais focado.

Já a Clara, que tem TEA, tem uma percepção diferente das rotinas e listas ajudam muito nisso. Mas ela precisa de instruções super claras e concretas. Com ela, uso muito esquemas visuais e pictogramas pra ajudar na compreensão dos passos. Lembro uma vez que usamos figuras com as etapas do processo de fazer um sanduíche: pão, manteiga, presunto... E foi incrível ver como ela conseguiu seguir cada passo direitinho.

O que não funcionou? Bom, já tentei usar muito texto escrito com o Matheus achando que ia ajudar na concentração. Grande erro! Ele ficou ainda mais disperso. Com a Clara, um material muito abstrato ou aberto demais trazia mais confusão do que clareza.

No fim das contas é isso: cada aluno tem seu jeitinho particular de aprender e cabe a nós ajustar a rota quando necessário. Nada como estar atento à dinâmica da turma e ser flexível nas estratégias!

Espero que essas histórias ajudem vocês aí nas salas também. E se tiverem mais dicas ou experiências diferentes com os alunos de vocês, tô sempre aqui pra trocar ideia! Abraço!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF05CO01 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.