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EF05CO04Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Criar e simular algoritmos representados em linguagem oral, escrita ou pictográfica, que incluam sequências, repetições e seleções condicionais para resolver problemas de forma independente e em colaboração.

Pensamento computacionalAlgoritmos com seleção condicional
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de ensinar essa habilidade EF05CO04 da BNCC, a ideia é fazer os meninos criarem algoritmos, mas não precisa ser nada muito complicado, daqueles que a gente vê em cursos de programação. Eles precisam entender que um algoritmo é como uma receita de bolo: você tem uma sequência de passos que precisa seguir pra chegar no resultado final. A diferença é que aqui eles precisam pensar em como essas sequências podem ter repetições e condições, tipo: "Se a massa estiver líquida, mexa mais; se não, coloque no forno". Isso é super útil pra desenvolver o raciocínio lógico deles.

Então, o que eu faço é ajudar a turma a pensar em problemas do dia-a-dia que precisam de soluções passo-a-passo. E a gente já vem trabalhando isso desde a série anterior, quando começamos com sequências mais simples, sem tanta repetição ou condição. Agora, a ideia é eles conseguirem pensar em caminhos alternativos: se isso acontecer, faça aquilo; se não, faça outra coisa.

Uma das atividades que faço é o famoso "Robô Humano". É bem simples, mas os meninos adoram. Eu levo umas faixas de papel e canetas coloridas. Antes da aula, já deixo tudo separado. Divido a turma em duplas: um vai ser o “robô” e o outro o “programador”. O programador precisa criar um algoritmo usando as faixas de papel pra guiar o robô até um ponto específico da sala. A ideia é usar poucas instruções pra chegar lá. E aí vem o desafio: eles têm que incluir alguma condição no meio do caminho. Por exemplo: “Se tiver uma cadeira na frente, desvie para a esquerda”. Essa atividade dura uns 40 minutos e a sala vira uma festa! Semana passada, o João e a Ana estavam nessa atividade e o João programou tão bem que a Ana chegou rapidinho ao destino. Ele ficou todo orgulhoso!

Outra atividade que funciona bem é o "Algoritmo do Sanduíche". Cada aluno traz seu próprio pão e recheios de casa (ou uso uns ingredientes básicos que trago quando alguém esquece). Faço isso em grupos de quatro ou cinco alunos pra incentivar mais discussão. Peço pra eles escreverem um passo-a-passo de como fazer um sanduíche usando sequências e condições: “Se tiver tomate, adicione; se não tiver, coloque pepino”. Eles têm uns 30 minutos pra pensar e apresentar a sequência pra turma. É engraçado ver como cada grupo pensa diferente! Da última vez, o Luís estava num grupo com a Karina e eles criaram um sanduíche quase impossível de comer, com várias condições esquisitas, mas se divertiram muito.

Por fim, jogo com eles um “Jogo do Labirinto” no papel. Desenho um labirinto simples no quadro (ou imprimo umas versões pequenas quando tô inspirado) e dou pra cada aluno tentar sair dele seguindo instruções de algoritmos básicos. A regra é que eles têm que incluir pelo menos duas condições: “Se tiver parede à direita, vire à esquerda”. Isso leva uns 20 minutos. Na última vez que fizemos isso, a Mariana estava meio perdida no começo, mas com ajuda do Felipe ela conseguiu perceber onde estava errando e saiu do labirinto direitinho.

Os meninos geralmente reagem muito bem a essas atividades porque são participativas e tiram eles da rotina de só ficar ouvindo ou escrevendo. Eles interagem bastante entre si e comigo também. Quando alguém erra na lógica ou deixa passar uma condição importante, sempre tem outro colega pronto pra dar uma dica ou ajudar a corrigir. E isso é legal porque cria um ambiente de colaboração super bacana na sala.

E aí é isso. Acho que trabalhar algoritmos desse jeito prático ajuda muito mais do que só explicar teoria. Eles aprendem brincando e nem percebem que tão desenvolvendo uma habilidade tão importante pro futuro deles. Às vezes pode ser meio bagunçado (principalmente quando fazemos o Robô Humano), mas no fim das contas todo mundo sai ganhando e aprendendo juntos. Vamos trocando ideia por aqui!

Bom, aí você pode me perguntar: "Carlos, como você sabe que eles entenderam sem fazer uma prova?" E eu já te digo que é meio que um sexto sentido, sabe? A gente vai percebendo no dia a dia, nas pequenas coisas. Quando eu circulo pela sala, dou uma espiada nos exercícios, vejo quem tá travado e quem tá deslanchando. É engraçado como às vezes um aluno tá lá quietinho no canto dele, mas quando você chega perto e pergunta sobre o que ele tá fazendo, ele te dá uma explicação tão redondinha que na hora você pensa: "Ah, esse aí pegou a ideia certinho".

Teve um dia que eu tava andando pela sala e ouvi o Pedro explicando pra Maria como funcionava aquele esquema de "se isso, então aquilo" nos algoritmos. Ele tava comparando com o jogo de tabuleiro preferido deles, dizendo algo do tipo: "Maria, pensa que se você tirar 6 no dado, você vai direto pro final, mas se não tirar, vai devagarzinho". Achei ótimo porque ele puxou uma referência que fazia sentido pra eles. Nessa hora deu pra sacar que ele tinha entendido o conceito de condições.

Outro momento bacana é quando eles começam a usar o vocabulário certo nas conversas entre eles. A Sofia tava comentando com a Ana que "o loop do exercício era gigante". Aí eu pensei: "Pronto, já entenderam o básico de repetição". E quando um aluno consegue usar essas palavras sem tropeçar ou sem errar o contexto, é sinal de que a coisa entrou na cabeça.

Agora, sobre os erros comuns que aparecem nessa habilidade, olha... tem de monte! Um erro clássico é esquecer uma condição. O Lucas é craque nisso. Ele sempre faz uns algoritmos até bem bolados, mas às vezes esquece de testar todas as possibilidades. Tipo, ele pensa na parte do "se isso", mas o "senão aquilo" acaba ficando de lado. Isso acontece muito porque eles ainda não têm a prática de pensar em todas as variáveis do problema. Aí, quando eu pego esse tipo de erro na hora, tento mostrar na prática o que falta. Geralmente faço umas perguntas do tipo: "E se acontecesse tal coisa? O que seu algoritmo faria?" Assim vou ajudando eles a perceberem esses detalhes.

Sobre o Matheus e a Clara... olha, é um aprendizado diário também lidar com as necessidades deles. O Matheus tem TDAH e precisa de um ambiente mais estruturado pra conseguir focar. Eu tento sempre manter as instruções bem claras e passo a passo pra ele. Faço mais pausas durante as explicações e dou pequenas tarefas de cada vez. Já testei várias coisas e percebi que variar entre atividades mais curtas e momentos de movimento ajuda ele a manter o foco sem ficar tão agitado.

Com a Clara, que tem TEA, o jeito é bem diferente. Ela precisa de mais previsibilidade e rotinas fixas. Então sempre que vamos fazer uma atividade nova ou mudar alguma coisa na rotina, eu aviso com antecedência. Um recurso visual como cronogramas ou passos ilustrados funciona bem pra ela. Teve um dia que eu trouxe umas cartinhas com imagens das etapas do algoritmo e isso ajudou muito ela a entender a ordem das coisas.

Claro que nem tudo funciona sempre do jeito esperado. Já tentei fazer um jogo em dupla pensando que ia ajudar eles a trabalhar juntos e foi um caos pra Clara porque ela não tava confortável em lidar com as surpresas do colega no jogo. Então aprendi que é melhor ela ter um tempo maior pra se adaptar à atividade antes de introduzir esse tipo de dinâmica.

E assim a gente vai levando... Todo dia é um desafio diferente, mas também uma oportunidade nova de aprender com esses meninos e meninas incríveis. E aí cê vê que ensinar é muito mais do que só passar conhecimento; é também aprender com cada história e cada jeito único de viver o mundo.

Bom, gente, acho que já falei demais por hoje! Vou ficar por aqui e volto depois com mais histórias da sala de aula. Valeu por ler até aqui! Até a próxima!

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