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EF05CO09Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Usar informações considerando aplicações e limites dos direitos autorais em diferentes mídias digitais.

Cultura digitalSegurança e responsabilidade no uso da tecnologia
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala sobre essa habilidade EF05CO09, é algo que pode parecer complicado à primeira vista, mas na prática não é tanto assim. O que a gente quer que os meninos do 5º ano entendam é o seguinte: eles precisam saber que, quando usam a internet, tem muita coisa ali que é de alguém, tipo uma música, uma imagem, um texto. E eles têm que saber respeitar isso. A ideia é que eles consigam perceber quando podem usar essas coisas e quando não podem. Isso tudo se conecta com o que eles já começaram a aprender na série anterior sobre respeitar o coleguinha e não pegar algo emprestado sem pedir. Aqui, no digital, é meio parecido, mas tem uns detalhezinhos a mais.

Os meninos precisam entender que não dá pra sair pegando uma imagem do Google e colocar no trabalho como se fosse deles. Eles têm que aprender a dar o devido crédito ou procurar por coisas que sejam de uso livre. Tem um conceito de domínio público e tal, mas, olha, na prática, eu digo pra eles: imagina que você fez um desenho massa e alguém pegou e disse que era dele. Como você se sentiria? É por aí.

Agora, sobre as atividades. A primeira coisa que sempre faço é uma discussão em roda com a turma. Pra isso, uso só um datashow e um computador conectado à internet. Mostro alguns exemplos de sites de imagens gratuitas e outros pagos, e aí pergunto pra eles o que acham disso. Essa roda de conversa leva uns 40 minutos. Os meninos ficam animados e começam a falar ao mesmo tempo. Uma vez o Pedro comentou assim: "Professor, mas se tá no Google é de todo mundo, né?" Aí a gente vai desmistificando tudo isso juntos.

A segunda atividade é prática. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo recebe um pequeno projeto: pode ser montar um cartaz virtual sobre algum tema que a gente tá estudando ou até criar uma pequena apresentação. Dou 2 aulas pra isso. Eles têm que buscar imagens ou músicas pros projetos e anotar de onde tiraram essas informações. O legal é ver como eles reagem quando percebem que algumas coisas não podem ser usadas livremente. A Ana Clara uma vez ficou brava porque queria usar uma música famosa e não podia. Foi um ótimo gancho pra explicar mais sobre direitos autorais.

A terceira atividade é uma espécie de quiz game sobre direitos autorais online. Eu monto umas perguntas bem básicas usando sites simples de criar quizzes online e a gente faz em sala mesmo com toda a turma participando. Isso leva uma aula inteira porque vamos discutindo as respostas e tirando dúvidas à medida que surgem. O legal é que, embora seja um jogo, eles levam a sério porque querem acertar mais do que erram. Lembro do Miguel gritando "Eu sabia!" quando acertou uma pergunta difícil sobre Creative Commons.

Essas atividades são bem simples em termos de material: basicamente computador e internet. O mais importante mesmo é como a gente discute depois. Os meninos ficam surpresos ao descobrir como as coisas funcionam de verdade na internet, fora do senso comum deles.

E olha só, esse tipo de assunto gera discussões interessantes em casa também. A mãe da Júlia veio falar comigo outro dia no portão da escola dizendo que a filha tava ensinando pra ela sobre direitos autorais porque ela mesma não sabia dessas coisas todas.

Finalizando aqui, acho importante dizer que esses momentos são valiosos porque ajudam os meninos a serem mais responsáveis com as coisas dos outros e também mais criativos ao pensar no próprio conteúdo. Eles já saem da escola com outra noção do que podem ou não fazer com o material digital por aí.

Bom, espero ter ajudado com essas ideias! São coisas simples mas que fazem diferença no dia a dia da sala de aula e na formação digital dos nossos alunos. A gente segue junto nessa missão!

E aí, pessoal, continuando sobre como noto que os meninos realmente entenderam essa habilidade de computação, é tudo bem no dia a dia mesmo, sabe? Na sala, eu tô sempre de olho e escuto muito o que eles tão conversando entre si. Por exemplo, teve uma vez que a Sofia tava mexendo no computador e o Lucas chegou pra ela perguntando se podia usar uma imagem que ele achou na internet pra um trabalho. A Sofia, do nada, começou a explicar pra ele sobre os direitos autorais, falando que precisava ver se era permitido usar aquela imagem ou se tinha que dar crédito pro autor. Na hora, eu pensei "Ah, essa pegou a ideia!"

Outra situação foi com o Felipe e a Mariana. Eles estavam fazendo um projeto juntos e o Felipe comentou algo como "Vamos só pegar esse texto aqui e pronto?", e aí a Mariana virou e disse "Mas tem que ver se dá pra usar, né? Senão, melhor escrever com as nossas palavras". Assim eu vejo que eles tão entendendo o respeito pela criação dos outros, que é o que a habilidade EF05CO09 quer transmitir.

Agora, claro que nem tudo são flores. Os erros comuns acontecem. Olha, tem vezes que os alunos esquecem de dar crédito às fontes. Tipo o João, ele tava empolgado com um trabalho sobre animais e acabou copiando umas partes de um site sem mencionar de onde tirou. Isso rola porque eles às vezes acham que é só pegar e usar. Quando percebo isso, chamo o aluno e mostro como é importante valorizar o trabalho de quem criou aquele conteúdo. Às vezes faço uma analogia simples: "Imagina se alguém pegasse um desenho seu e dissesse que foi ela que fez? É ruim, né?" Assim eles vão entendendo.

Tem também aquela situação clássica do aluno achar que tudo na internet é gratuito e sem dono. A Júlia perguntou uma vez se podia baixar qualquer música porque "tá na internet". Foi um bom momento pra explicar sobre os direitos digitais. Quando pego esses erros na hora, tento corrigir ali mesmo. Faço perguntas pra eles pensarem: "Você acha que essa música tem alguém por trás? Alguém que trabalhou nela?"

Agora falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e sempre precisa de algo mais dinâmico pra manter o foco. Com ele funciona bem quebrar as atividades em partes menores e fazer pausas frequentes. Deixo ele participar mais ativamente das partes práticas. Tipo assim: enquanto a galera tá discutindo algo em grupo, dou uma função específica pra ele, como buscar informações ou montar uma apresentação simples.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso adaptar mais ainda. Ela reage melhor a rotinas bem definidas, então sempre aviso antes qualquer mudança na atividade ou no cronograma do dia. Com ela uso materiais visuais bem claros e objetivos porque ajuda muito a manter a atenção dela no que é importante. Teve uma atividade que não deu certo quando envolveu muito estímulo sonoro junto com visual porque ela ficou desconfortável. Então agora tento separar essas coisas.

Ah! E outra coisa que faço bastante é ter sempre à mão alguns recursos digitais com legendas ou textos descritivos pras atividades visuais da Clara. Parece detalhe pequeno, mas faz diferença.

Bom gente, acho que é isso por hoje. Espero ter ajudado quem tá lidando com essas questões aí do outro lado da tela. Se alguém tiver dica ou quiser trocar ideia sobre experiências parecidas, é só chamar aqui no fórum! Abraço!

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