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EF08CO01Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Construir soluções de problemas usando a técnica de recursão e automatizar tais soluções usando uma linguagem de programação. Construir e analisar soluções computacionais de problemas de diferentes áreas do conhecimento, de forma individual ou colaborativa, selecionando as estruturas de dados adequadas (registros, matrizes, listas e grafos), aperfeiçoando e articulando saberes escolares.

Pensamento computacionalProgramação - Programação com listas e recursão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi pessoal, tudo bem? Olha, essa habilidade EF08CO01 da BNCC, que fala sobre recursão e programação, é um daqueles desafios interessantes que a gente enfrenta no 8º ano. A ideia é fazer os meninos entenderem como usar a técnica de recursão pra resolver problemas e depois automatizar isso numa linguagem de programação. Parece complicado, né? Mas, na prática, a gente tenta simplificar as coisas.

Recursão é como aquela ideia de que pra resolver um problema grande, a gente quebra ele em problemas menores e vai resolvendo um de cada vez. Dá pra pensar tipo num dominó: empurra uma peça e ela derruba a outra, formando uma sequência. No computador, a gente cria funções que chamam elas mesmas até resolver o problema. Por exemplo, calcular o fatorial de um número ou a sequência de Fibonacci são exemplos clássicos de recursão que os alunos acabam entendendo melhor depois que veem funcionando.

Agora, conectar isso com o que eles já sabem da série anterior é essencial. No 7º ano eles já começaram a mexer com algoritmos simples e estruturas de repetição, tipo loops. Então agora é dar aquele passo adiante. Mostro que recursão é como um loop mais elegante e poderoso. E também começamos a introduzir listas e grafos como estruturas pra organizar dados. Vamos combinar, a molecada desse ano tá cada vez mais esperta com tecnologia, então é só pegar o embalo.

Vou contar pra vocês três atividades que gosto de fazer na sala pra essa habilidade rolar de verdade.

Primeira coisa que faço é a atividade com papel e caneta mesmo, antes de levar pro computador. Chamo "Dominó Recursivo". Os meninos pegam papel quadriculado e desenham uma sequência de dominós caindo, onde cada peça representa uma etapa do problema até chegar à solução final. Aí, eles têm que escrever num papel como seria essa sequência em termos de passos lógicos. A turma é dividida em duplas ou trios pra discutir e desenhar juntos. Normalmente leva uns 40 minutos essa parte. Na última vez que fiz isso, o João ficou meio perdido no começo, mas aí o Lucas explicou pra ele comparando com aquele jogo Jenga (de tirar blocos) e fez todo sentido! Ver os alunos se ajudando assim é ótimo.

Depois dessa parte manual, passo pra programação no computador. A gente usa uma ferramenta online chamada Scratch porque é visual e ajuda muito a entender conceitos abstratos como a recursão sem esquentar tanto a cabeça com sintaxe complicada. Faço eles reproduzirem o exercício do "Dominó Recursivo" usando comandos de blocos no Scratch. Essa parte leva mais uns 50 minutos e cada dupla tem seu próprio computador ou tablet pra trabalhar. A galera geralmente curte ver seus desenhos ganhando vida na tela. Na última vez a Ana e a Marina conseguiram fazer uma animação super legal da sequência recursiva delas, e ficaram todas felizes mostrando pros colegas.

Por fim, quando percebo que eles já estão se sentindo mais seguros com esses conceitos básicos, lanço um desafio maior: criar um pequeno jogo onde precisem usar recursão e listas pra gerenciar os dados do jogo. Pode ser algo simples tipo um labirinto onde o jogador precisa encontrar o caminho certo saindo de um ponto A até B. Divido a turma em grupos maiores dessa vez, de 4 ou 5 alunos, e dou uns dois dias (duas aulas) pra planejarem e programarem isso no Scratch ou até mesmo em Python se já tiverem se aventurado por lá. Na prática eles acabam não só revisando o que aprenderam como também desenvolvendo trabalho em equipe.

Nessa atividade do jogo sempre rola umas situações engraçadas. Uma vez o Pedro ficou todo empolgado querendo fazer uma coisa super complicada tipo um RPG dentro do Scratch (imagina só), mas aí foi legal ver ele ajustando as expectativas e aprendendo sobre limites técnicos junto com o Mateus falando "calma cara, vamos começar pequeno". É aprendizado na vida real!

Enfim, essa habilidade EF08CO01 é uma daquelas que exige criatividade tanto dos professores quanto dos alunos. Mas quando você vê os olhos deles brilhando ao ver suas ideias virarem realidade na tela do computador, percebe que vale cada esforço. Acho que é isso por hoje pessoal! Se alguém tiver dicas ou quiser trocar experiências tô aqui pra ajudar!

Então, galera, falando em como eu percebo que os alunos estão realmente aprendendo esse lance de recursão e programação, é quase como uma mágica do dia a dia. Tipo assim, eu ando pela sala durante as atividades e fico com um olho no gato e outro no peixe, sabe? Quando eles começam a discutir sobre as soluções e um vira pro outro e fala “Mas se a gente fizer desse jeito aqui, será que resolve mais rápido?”, aí eu já vejo que eles estão pegando a ideia de quebrar problemas em pedacinhos menores. Uma vez, o João tava tentando explicar pro Lucas enquanto os dois mexiam no computador: “Cara, se a gente repetir esse passo aqui até atingir tal condição, vai dar certo!” Na hora eu pensei “Nossa, o João pegou até a lógica da parada”.

Outro momento massa foi quando a Maria, que costuma ser mais quieta, levantou a mão e pediu desculpas por interromper a explicação do colega. Ela simplesmente tinha percebido um erro no código que o grupo tava desenvolvendo. Disse algo tipo “Gente, acho que tem que voltar essa função aqui porque tá faltando uma condição de parada”. Olha, bicho, eu saí de lá com um sorriso no rosto.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns que vejo são bem típicos quando se aprende programação. Por exemplo, o Carlos vive esquecendo a tal da condição de parada nas funções recursivas. Teve uma vez que ele ficou encarando a tela do computador por uns 10 minutos até perceber que o programa estava em loop infinito. Aí ele levantou aquele braço meio tímido e disse: “Professor, não sei por que isso aqui não para de rodar...”. Aproveitei pra explicar que sem uma condição clara de parada, ele tava só empurrando o problema sem fim. E é bem comum confundir recursão com iteração normal também. A Mariana sempre tenta resolver tudo com 'for' e 'while', aí preciso lembrar ela que recursão é outra pegada.

Sobre nossos alunos com TDAH e TEA, o Matheus e a Clara demandam um carinho especial. Pro Matheus, que tem TDAH, eu procurei adaptar a duração das atividades. Em vez de deixar ele ali por uma hora direto na frente do computador, faço pausas frequentes pra ele poder levantar e dar uma volta. Além disso, eu uso jogos interativos pra segurar a atenção dele. Uma vez implementei um joguinho de quebra-cabeça onde cada peça encaixava ao resolver uma parte do problema maior. Funcionou bem porque ele conseguia ver progresso imediato.

Já com a Clara, que tem TEA, o negócio é mais sobre ajustar a comunicação. Eu percebo que ela responde melhor quando as instruções são super claras e visuais. Desenhos ou fluxogramas ajudam pacas! Tipo aquele dia em que estávamos trabalhando num projeto em grupo e ela ficou meio perdida com as instruções verbais rápidas. Aí fizemos um cronograma visual com etapas bem definidas colado na parede. Ela adorou e depois até ajudou os colegas a seguirem o esquema.

Por outro lado, já tentei usar umas ferramentas digitais muito coloridas com eles dois e não deu certo. O excesso de estímulo visual deixou os dois agitados e confusos. Então o segredo é tentar sempre simplificar.

Enfim, é isso pessoal! Tem sido um aprendizado constante pra mim também nessa jornada. Cada turma tem suas peculiaridades e descobrir maneiras diferentes de ensinar é um desafio gratificante. Abração a todos aí! Se tiverem dicas ou histórias parecidas pra compartilhar, tô aqui pra ouvir!

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