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EF08CO04Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Construir soluções computacionais de problemas de diferentes áreas do conhecimento, de forma individual e colaborativa, selecionando as estruturas de dados e técnicas adequadas, aperfeiçoando e articulando saberes escolares. Construir e analisar soluções computacionais de problemas de diferentes áreas do conhecimento, de forma individual ou colaborativa, selecionando as estruturas de dados adequadas (registros, matrizes, listas e grafos), aperfeiçoando e articulando saberes escolares.

Pensamento computacionalProgramação - Projetos com programação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF08CO04 da BNCC, do jeito que eu entendo, é sobre ensinar os alunos a resolverem problemas usando programação de maneira prática e aplicada. Na prática, isso quer dizer que os meninos têm que conseguir pegar um problema de qualquer área, tipo matemática, ciências ou até algo do dia a dia, e pensar em como resolver isso usando programação. Eles têm que saber escolher a melhor forma de organizar os dados e usar as ferramentas certas para chegar numa solução, seja sozinhos ou trabalhando em grupo.

Por exemplo, se o problema for calcular a média de notas de uma turma, o aluno precisa entender se vai usar uma lista ou uma matriz pra organizar esses dados. E mais, ele precisa conseguir explicar por que escolheu aquele jeito e como resolveu o problema. Isso é legal porque conecta com coisas que eles já viram antes, tipo nas séries anteriores onde aprenderam o básico de lógica de programação e começaram a entender como funcionam as estruturas de repetição e condição.

Agora, vou contar um pouco sobre algumas atividades que faço na sala para trabalhar essa habilidade. A primeira atividade que faço é chamada "Organizando o Mercado". Uso materiais bem simples: papel e caneta para rascunho e depois eles passam tudo para o computador. Divido a turma em grupos de quatro, é importante para que trabalhem colaborativamente. Dou a eles um problema: criar um algoritmo que organize uma lista de produtos com preços para uma barraquinha de feira.

Essa atividade costuma levar umas duas aulas pra terminar. Na primeira aula eles discutem entre eles como vão organizar esses produtos e começam a esboçar o algoritmo no papel. Na segunda aula, eles passam pro computador e testam. A reação dos alunos é sempre bacana, porque eles se empolgam em pensar num negócio como se fosse real. Da última vez que fiz essa atividade, o João veio com uma ideia ótima de criar categorias pros produtos na lista, o que facilitou muito na hora da ordenação.

Outra atividade que gosto de fazer é "Mapa do Bairro". Aqui os alunos têm que trabalhar com grafos sem mesmo perceberem que estão usando essa estrutura complexa. Cada grupo recebe um papel grande com um mapa simplificado do bairro ao redor da escola. A ideia é programar um percurso otimizado entre dois pontos do mapa, pensando em como economizar tempo ou distância.

Nessa atividade, além do papel do mapa, usamos computadores com acesso a um software básico de programação visual. Normalmente leva umas três aulas pra eles terminarem. Eles começam desenhando possíveis rotas no papel e depois passam pro computador pra programar isso. Aulas práticas assim deixam os alunos animados, porque conseguem ver aplicação real do que estão aprendendo. Lembro do dia em que a Amanda conseguiu criar o trajeto mais curto entre a escola e a padaria usando uma lógica super engenhosa no computador. Ela ficou super orgulhosa!

A terceira atividade é "Jogo da Memória com Listas". Aqui cada aluno trabalha individualmente e precisa criar um jogo da memória simples usando listas. O material que usamos é só o computador com acesso ao ambiente de programação Scratch, que é bem intuitivo pros meninos. Essa atividade é mais rápida, geralmente termina em uma aula só.

O legal dessa atividade é ver como cada aluno personaliza o jogo do seu jeito. Teve uma vez que o Pedro fez um jogo da memória todo sobre animais extintos; foi super interessante ver como ele organizou as informações em listas diferentes pra cada tipo de animal. Ele ficou todo empolgado mostrando pros colegas!

Essas atividades são bacanas porque realmente conectam conceitos abstratos com coisas práticas do dia a dia deles. Tipo assim, eles não só aprendem programação por aprender; eles veem aplicação concreta disso no mundo real, seja organizando dados numa barraca de feira ou criando jogos divertidos no Scratch.

Acho que aí tá o segredo: fazer com que percebam que programação não é só código complicado num computador, mas sim uma ferramenta poderosa pra resolver problemas concretos e criativos.

Bom, por hoje é isso! Espero ter ajudado vocês a entenderem melhor como trabalhar essa habilidade na sala de aula. Qualquer dúvida ou dica nova é só falar!

pode pensar em como estruturar isso usando um programa, escolhendo a melhor forma de armazenar esses dados, como um array ou uma lista, e depois aplicar uma fórmula simples de média. Mas o interessante mesmo é quando eles conseguem pensar além, tipo, o que fazer se a turma tem alunos diferentes fazendo matérias diferentes, aí já começa a ficar mais complexo e desafiador.

Bom, como percebo que os meninos entenderam mesmo sem aplicar prova formal? Olha, tem várias maneiras. Quando tô ali circulando pela sala e vejo a expressão deles mudar de confusa pra aquela cara de 'eureca!', já é um bom sinal. Outro ponto é quando eles começam a conversar entre si sobre as soluções. Por exemplo, já vi o João explicando pro Pedro como ele organizou as informações dele num programa pra resolver um problema de ciências, e aí eu percebo que o João realmente entendeu o conceito porque ele tá ensinando pro colega com confiança. São esses momentos que não têm preço! Também quando vejo eles discutindo entre si sobre o melhor jeito de otimizar um código ou quando um aluno sugere uma melhoria na solução do grupo. Essas situações mostram que eles não só entenderam o básico, mas também tão pensando criticamente.

Os erros mais comuns? Ah, tem alguns que são clássicos. A Júlia, por exemplo, sempre confunde a ordem das operações. Ela escreve o código pensando no que quer que aconteça primeiro na lógica dela, mas às vezes esquece de como o computador lê as instruções. E isso acontece porque ela tá tão focada no resultado final que esquece do processo. Aí eu sempre dou aquele toque: "Júlia, lembra que o computador faz tudo ao pé da letra". E tem também o Lucas, que é bom em lógica mas vive esquecendo de fechar parênteses ou colchetes no código. Ele fica desesperado quando o troço não roda! Dou uma dica de revisar passo a passo até achar onde tá faltando alguma coisa.

Com relação ao Matheus e à Clara, eu tento adaptar as atividades pra dar mais espaço pras necessidades deles. O Matheus tem TDAH e precisa de pausas frequentes. Então, eu divido as atividades em blocos menores que ele pode ir completando aos poucos. Já percebi que ele se dá melhor com tarefas práticas e visuais, então uso bastante programação visual com ele antes de passar pras linhas de código propriamente ditas. Funciona bem quando posso sentar com ele e revisar os passos juntos; ele se mantém focado por mais tempo assim.

A Clara, por ter TEA, responde bem a rotinas bem definidas e previsíveis. Eu sempre tento começar a aula com um roteiro claro do que vamos fazer naquele dia. Ela também adora trabalhar com gráficos e imagens pra entender os conceitos antes de codificar algo. E olha, ela se sai muito bem quando pode trabalhar individualmente antes de entrar em projetos em grupo. Já tentei colocá-la direto em discussões de grupo no começo e vi que ela ficava desconfortável. Hoje, dou um tempo pra ela processar as informações do jeito dela primeiro, antes de socializar as ideias.

No fim das contas, a grande questão é perceber onde cada aluno brilha e onde precisa de mais suporte. Ajustar isso é um trabalho contínuo mas super compensador! Cada dia na sala é um aprendizado também pra mim. Bom, é isso aí pessoal! Vou nessa agora porque ainda preciso preparar umas atividades pro pessoal do nono ano amanhã.

Abraços e até mais!

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