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EF35EF14Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e utilizar estratégias básicas das lutas do contexto comunitário e regional e lutas de matriz indígena e africana experimentadas, respeitando o colega como oponente e as normas de segurança.

LutasLutas do contexto comunitário e regional Lutas de matriz indígena e africana
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF35EF14 da BNCC, eu penso muito na ideia de a galera entender as lutas não só como um monte de golpes ou movimentos, mas como uma prática cultural que tem muito a ensinar sobre respeito, estratégia, e segurança. Na prática, quer dizer que os alunos precisam aprender a planejar e usar estratégias nessas lutas, mas sempre respeitando o colega e garantindo a segurança de todo mundo. É bem mais do que sair por aí dando soco e chute, né?

Por exemplo, o aluno precisa conseguir organizar uma luta respeitando o espaço do outro, entendendo as regras básicas e pensando em como ele pode se posicionar melhor pra fazer a coisa funcionar bem pra todo mundo. Isso aí já começa desde pequenos, lá no 3º ano eles já têm uma noção de como respeitar o colega nas brincadeiras. Agora no 4º ano, a gente pega isso e dá uma aprofundada, trazendo essas lutas que têm uma origem cultural forte, como as de matriz indígena e africana.

Quando eu vou trazer essas lutas pra sala, bom, eu gosto de começar devagar. Uma das atividades que faço é uma apresentação da Capoeira. Uso um vídeo simples que mostra um pouco da história e os movimentos básicos. É coisa rápida, uns 10 minutos apenas pra dar um gostinho. Depois disso, eu coloco os meninos em círculo no pátio e a gente começa com uns movimentos de aquecimento que todo mundo pode fazer. E é engraçado porque sempre tem alguém que já viu ou fez alguma coisa do tipo. Da última vez o Lucas começou a dar o ginga como se fosse profissional! A turma adora e se anima toda vez.

Outra atividade que faço é a simulação de uma luta indígena chamada Huka Huka. Não precisa de muito material, só um espaço amplo onde eles podem rolar no chão e se movimentar à vontade sem esbarrar em nada. Divido a turma em duplas e explico que é mais sobre estratégia do que força. A ideia é derrubar o oponente no chão segurando ele pelo tronco, mas tem toda uma técnica pra isso. Dá uns bons 20 minutos com cada dupla se revezando. E foi hilário ver a Maria tentando derrubar o João Paulo com um sorriso enorme no rosto enquanto gritava “Vai cair!” Os meninos adoram porque parece uma brincadeira.

Agora, quando quero trabalhar mais o respeito entre eles e as normas de segurança, uso uma atividade bem simples com cordas. A ideia é eles simularem as lutas africanas como a Luta Senegalesa de forma adaptada. Uso cordas pra delimitar o espaço do ringue e falo pra eles as regras básicas: nada de puxar cabelo ou empurrar com muita força. Dou uns 15 minutos pra eles entrarem em ação e fico supervisionando pra ver se tá tudo certo. O legal é ver como a turma acaba criando estratégias próprias pra "ganhar" sem machucar ninguém. Lembro da última vez que fizemos isso, o Ricardo inventou uma maneira de cercar a Luana na corda que fez todo mundo rir demais!

O mais interessante dessas atividades é ver como os meninos crescem na percepção do próprio corpo e do corpo do outro, além de entenderem mais sobre culturas diferentes das deles próprias. O respeito vai vendo ali na prática mesmo e não só na teoria.

Essas experiências acabam virando histórias que eles levam pra casa e falam pros pais, pros colegas de outras turmas... E até pros professores! Eles ficam curiosos sobre tudo isso porque envolve muita coisa legal além da parte física. Fora que é divertido demais ver como eles gostam de brincar aprendendo algo novo.

E aí vocês? Como têm trabalhado essa habilidade na sala de vocês?

Bom, continuando a conversa, vou te contar como eu percebo que a galera tá realmente aprendendo essa parada das lutas como prática cultural. Não precisa de prova formal, não. É só ficar esperto e observar os meninos no dia a dia. Quando tô rodando pela sala ou o pátio, fico de olho nas conversas deles. Tipo, quando vejo o João explicando pro Pedro que numa luta de judô tem que respeitar o espaço do outro e cuidar pra não machucar, eu já penso: "Ah, esse aí entendeu". Ou quando a Mariazinha tá lá, treinando e diz pro grupo dela que é importante saber o momento certo pra atacar e defender, é porque já pegou a ideia da estratégia.

E tem também os momentos que eles mostram que entenderam sem nem perceber. Teve uma vez que propus uma atividade em dupla e vi o Lucas e a Ana planejando juntos como iriam fazer os movimentos. Eles estavam ali, sentados no chão, falando sobre como era importante um confiar no outro pra que o negócio desse certo. Nessa hora pensei: "Ótimo, tão sacando o lance do planejamento e da confiança". Isso não tem preço.

Agora, sobre os erros comuns... Ah, isso sempre tem! O Gabriel, por exemplo, é aquele menino que é puro entusiasmo. Ele ficava tão empolgado com os movimentos novos que esquecia de cuidar da segurança do parceiro. Tipo assim, ele saía girando e pulando sem pensar muito no espaço. Isso acontece porque às vezes eles confundem energia com eficiência. O que faço é sempre lembrar de parar tudo e conversar com ele sobre a importância de cada passo e como ele pode ser mais estratégico.

E tem aquela situação clássica também: a Sofia achava que as estratégias eram só pra vencer a luta. Sempre focada em ganhar de qualquer jeito. Isso acontece porque a galera pode tá com a mente nas competições, então eu vou devagarinho mostrando que o mais importante é aprender umas coisas legais no processo.

Agora, vamos falar do Matheus e da Clara. Cada um tem seu jeitinho de aprender, então a gente adapta aqui e ali. O Matheus tem TDAH e muitas vezes perdia o foco rápido na atividade. Então comecei a dividir as tarefas em passos menores pra ele. Tipo, em vez de dizer "faça isso", eu falo "primeiro faz tal movimento", depois "agora tenta esse outro". E olha só, ele se sai bem melhor assim! E quando estou explicando algo pra turma toda, procuro sempre chamar ele pra participar ativamente, fazendo perguntas diretas.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de um pouco mais de previsibilidade nas atividades. Então eu criei uma agenda visual pra ela com os passos da aula e o que vamos fazer em cada momento. Isso ajuda muito! E outra coisa é evitar mudanças bruscas nas atividades. Quando sei que vou precisar mudar algo, tento envolvê-la nesse processo, tipo: "Clara, olha só, hoje vamos tentar esse movimento novo aqui". E ela responde melhor assim.

Claro que nem tudo funciona sempre da mesma forma. Teve uma vez que tentei usar um aplicativo de simulação de lutas no tablet pro Matheus e percebi que ele acabou ficando mais disperso ainda com as distrações digitais. Já com a Clara, uma tentativa de aula ao ar livre não deu muito certo porque ela ficou bastante desconfortável com o som dos carros na rua.

Enfim, o importante é tá sempre testando novas estratégias e ver o que funciona melhor pra eles. Acho que isso vale pra qualquer aluno na verdade, né? A gente nunca para de aprender também.

Bom pessoal, é isso aí! Espero ter ajudado um pouco compartilhando essas experiências. Qualquer pergunta ou ideia nova tô por aqui no fórum. Boa sorte na sala de aula de vocês! Até mais!

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