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EF05ER03Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer funções e mensagens religiosas contidas nos mitos de criação (concepções de mundo, natureza, ser humano, divindades, vida e morte).

Crenças religiosas e filosofias de vidaMitos nas tradições religiosas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Bom, gente, então vamos falar sobre essa habilidade EF05ER03 da BNCC. Na prática, o que a gente tá querendo fazer é mostrar pros meninos que aqueles mitos de criação que existem nas diferentes culturas e religiões não são só histórias bonitas ou esquisitas. Eles têm toda uma função que envolve como essas culturas veem o mundo, a natureza, a vida e morte, as divindades e até a própria humanidade. Basicamente, eles precisam conseguir ouvir ou ler um mito de criação e identificar essas mensagens e funções que tão por trás.

Por exemplo, no 4º ano, a galera já teve um contato inicial com alguns mitos, mas agora no 5º ano, o desafio é ir além da história em si. Eles têm que começar a perceber que, por exemplo, quando uma cultura fala que o mundo foi criado a partir de um ovo gigante, isso não é só uma imagem legal, mas fala muito sobre como aquela cultura entende a origem da vida ou a relação deles com a natureza.

Aí, falando de atividades práticas na sala de aula, eu gosto de usar coisas bem simples e acessíveis. Uma atividade que sempre faço é o "Círculo dos Mitos". Eu pego um monte de almofada (que trago de casa mesmo) e organizo a turma em círculo no chão. A gente lê juntos um mito de criação de uma cultura específica. Na última vez, escolhi o mito do Japão sobre Izanagi e Izanami. Gosto de usar um texto impresso com algumas imagens coloridas que pego na internet — nada muito complicado. Essa leitura e conversa leva uns 30 minutos.

Os alunos costumam reagir com muita curiosidade. Na última vez, quando contamos esse mito japonês, o João fez uma conexão super legal com um anime que ele viu e conseguiu trazer isso pra discussão sobre como diferentes culturas veem as divindades. A Maria perguntou se todos os povos acreditam em mitos assim até hoje, o que gerou outro papo massa sobre tradição e modernidade.

Outra atividade que faço é a "Criação em Foco". Divido eles em grupos pequenos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo recebe um mito de criação diferente — tem do Egito, dos maias, dos nórdicos — e eles precisam criar um pequeno teatro contando essa história pra classe. Dão um jeito nas roupas com lençóis e mantos improvisados pra fazer os deuses e heróis. Isso leva duas aulas de 50 minutos: numa aula eles preparam tudo e na outra apresentam.

Na última vez que fizemos isso, o grupo da Sofia apresentou o mito egípcio com tanto entusiasmo que até as turmas vizinhas pararam pra assistir pela janela! É incrível como eles se dedicam quando precisam apresentar pras colegas. O Lucas acabou se empolgando demais com o personagem dele e caiu no meio da apresentação, mas levantou rindo e continuou como se nada tivesse acontecido. Foi hilário!

Uma terceira atividade é a "Roda de Conversa", onde sentamos em círculo novamente e cada aluno compartilha qual mito mais gostou e porque acha importante pra cultura daquele povo específico. A ideia é desenvolver a capacidade deles de argumentar usando exemplos dos mitos pra sustentar suas opiniões.

Quando fizemos essa roda da última vez, a Ana trouxe um ponto interessante dizendo que o mito aborígine australiano sobre a Serpente Arco-Íris fazia ela pensar sobre a importância da água naqueles povos que vivem em lugares mais áridos. O Pedro contrapôs dizendo que via similaridades entre aquele mito e algumas crenças indígenas brasileiras sobre rios e florestas — uma discussão bem madura pro nível deles.

No geral, essas atividades ajudam bastante os meninos a entenderem os mitos não só como contos folclóricos. Eles começam a ver como essas histórias podem refletir modos de vida e valores importantes pras pessoas daquela cultura. E é sempre bom lembrar: não tem resposta errada nessas discussões! O importante é eles pensarem criticamente sobre essas questões.

Acho que o mais legal disso tudo é ver como cada aluno reage diferente às atividades. Uns gostam mais da parte teatral, outros da discussão, mas todos acabam aprendendo muito sobre diversidade cultural e respeito às diferentes crenças.

Enfim, essas são algumas maneiras práticas de trabalhar essa habilidade lá na escola. Espero que tenha ajudado ou inspirado vocês aí também! Fiquem à vontade pra compartilhar outras ideias ou experiências! Abraço!

Aí, continuando sobre como perceber que os alunos aprenderam sem ter que fazer aquela prova padrão, sabe? Olha, eu sempre falo que o segredo tá nos pequenos detalhes. Tipo quando eu circulo pela sala e vejo o Pedro explicando pro Lucas que o mito de criação da cultura indígena Guarani ensina sobre a relação respeitosa com a natureza. Ele fala assim, todo empolgado, e o Lucas balança a cabeça, meio que entendendo tudo. Esse é o tipo de momento que você pensa "ah, esse aí entendeu!"

Mas também tem aquelas horas que tô só de canto ouvindo as conversas. Tipo, a Mariana e a Sofia trocando ideia sobre o mito grego de Prometeu e discutindo como ele representa a busca do conhecimento e os limites impostos pelos deuses. Quando uma explica direitinho pro outro, é sinal de que as coisas tão fazendo sentido pra eles. E a melhor parte é quando eles começam a puxar paralelos com outras histórias ou situações da vida deles. Dá pra ver que internalizaram mesmo.

Agora, claro, nem tudo são flores. Os erros mais comuns também aparecem e fazem parte do processo. Uma vez, o João tava meio perdido e achou que todos os mitos de criação eram literalmente verdadeiros ou tinham acontecido de fato em algum lugar. Ele falava com convicção que na verdade os deuses do Egito construíram o mundo assim como tá escrito no mito. Acho que esse tipo de confusão vem porque eles ainda tão naquela fase de diferenciar fato de ficção e a gente tem que ter paciência pra explicar. Quando vejo esses enganos, tento puxar uma conversa em grupo e fazer perguntas que levem eles mesmos a perceberem onde tá o erro.

Aí também não posso deixar de falar do Matheus e da Clara, dois alunos que me ensinam todo dia a ser um professor melhor. O Matheus tem TDAH e precisa sempre de um pouco mais de movimento e mudança pra conseguir se concentrar nas atividades. O que faço com ele é quebrar as tarefas em pedaços menores e dar pausas frequentes. Criei um sistema de cartões coloridos pra ele marcar cada etapa concluída do trabalho, tipo um jogo, e isso tem funcionado bem.

Já com a Clara, que tem TEA, eu já aprendi que preparação visual faz toda diferença. Então uso muitos pictogramas e rotinas visuais nas aulas. Ela fica mais confortável quando sabe exatamente o que vem depois sem surpresas. Teve uma vez que tentei introduzir uma atividade em grupo sem muito aviso prévio e não rolou, ela ficou bem desconfortável. Desde então, asseguro sempre contar antes como vamos fazer tudo.

Mas assim, nada é à prova de falhas, né? Teve tentativas que não deram certo também. Tentei usar vídeos com o Matheus achando que ia prender atenção dele mas ele ficou mais agitado ainda com tanto estímulo visual e sonoro ao mesmo tempo. Aprendi que ele precisa de coisas mais calmas e menos barulhentas.

No fim das contas, cada dia é uma descoberta nova, tanto pros meninos quanto pra mim. E eu vou aprendendo a ser flexível, a escutar mais do que falo às vezes e claro, sempre buscar maneiras novas de tornar esse conteúdo relevante e acessível pra eles.

Por hoje é isso aí galera. Vou dar aula agora mas depois volto pra ler o que vocês têm feito aí nas salas de aula Brasil afora! Abraço!

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