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EF05ER04Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Reconhecer a importância da tradição oral para preservar memórias e acontecimentos religiosos.

Crenças religiosas e filosofias de vidaAncestralidade e tradição oral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05ER04 da BNCC é uma daquelas que a gente realmente tem que se empenhar pra fazer a galera entender de verdade, sabe? Eu entendo essa habilidade mais como um jeito da gente mostrar pros meninos como as histórias que são passadas de avô pra pai, de pai pra filho, e assim por diante, têm um papel super importante na preservação da cultura e da memória religiosa. Pra mim, o ponto é fazer os alunos perceberem que nem tudo tá escrito nos livros; muita coisa é passada pelo falar, pelo ouvir, pelas histórias contadas ao redor de uma fogueira ou numa roda de conversa. E eles precisam sacar que, quando eles ouvem uma história contada por alguém mais velho, eles estão entrando em contato com um pedaço da história e da cultura das pessoas.

Aí você pode até pensar: mas os moleques sabem isso? Bom, eu diria que não começam sabendo não. Mas eles têm já algumas noções. Tipo no 4º Ano, eles já ouviram falar de lendas e mitos na aula de História, então eles têm uma ideia de que essas histórias têm um peso cultural. O nosso trabalho é ampliar isso mostrando como essas histórias também carregam valores religiosos e filosóficos.

Agora deixa eu te contar como faço isso na prática com eles. Uma das atividades que gosto bastante é "A Roda de Histórias". Não precisa de muito: só umas almofadas e disposição. Primeiro, eu peço pra eles trazerem uma história que ouviram dos avós ou pais sobre alguma tradição familiar que tenha a ver com religião. Organizamos a turma em círculo no chão da sala, pra dar aquele clima de roda mesmo, sabe? Normalmente leva uma aula inteira de 50 minutos.

Agora vou te contar sobre a última vez que a gente fez. Ah, foi demais! A Ana trouxe uma história que o avô dela sempre contava sobre como a família deles faz uma promessa todo ano durante a Festa do Divino. Foi lindo ver os outros meninos perguntando pra ela sobre detalhes e querendo saber mais. Eles ficam super curiosos e interessados nas histórias dos colegas.

Outra atividade legal é o "Mapa das Tradições". Essa precisa de papel A3 e canetinhas coloridas. A ideia é cada aluno desenhar como é uma celebração religiosa na sua família – seja Natal, Páscoa, Festa Junina ou outra qualquer –, colocando tudo num mapa visual: quem participa, o que comem, quais músicas tocam... Deixo isso como tarefa de casa e na aula seguinte eles apresentam pros colegas. Leva umas duas aulas tudo isso aí.

Uma vez o Lucas fez um mapa super detalhado do culto da Igreja Evangélica que ele frequenta com a mãe e o pai. Ele até desenhou os instrumentos musicais e descreveu como cada pessoa contribui pra celebração acontecer. Os outros ficaram fascinados! O João até comentou que não sabia como era parecido com a missa que ele vai com a avó todo domingo.

Pra fechar com chave de ouro faço "O Contador do Dia". É bem simples: cada aula um aluno traz alguma história ou lenda que tenha ouvido e conta pros colegas. Pode ser algo religioso ou não, mas tem que ser passado oralmente por alguém da família ou comunidade deles. Uso só a voz mesmo; sem apoio visual dessa vez pra enfatizar o storytelling oral. Isso aí vira quase um evento – eles adoram! Certa vez foi a vez do Matheus, ele trouxe uma história indígena sobre o surgimento do mundo segundo os anciãos da aldeia onde mora o primo dele. Foi sensacional ver os olhos dos colegas arregalados enquanto ele contava cheio de entusiasmo!

Então, é isso aí... Essas atividades ajudam muito a conectar os alunos com suas raízes e entenderem a importância das tradições orais na preservação cultural e religiosa. E olha só: quando você vê os olhos deles brilhando numa dessas atividades, é aí que você percebe que tá fazendo diferença na formação deles. E o mais legal é ver como cada um contribui com algo único e precioso dessa diversidade cultural maravilhosa que temos aqui nesse Brasilzão nosso.

E aí vão algumas ideias do que tem funcionado comigo. Se tiverem outras experiências ou dicas aí pra compartilhar também, manda ver! Tamo junto nessa missão educacional!

Então, gente, continuando aqui sobre essa habilidade EF05ER04 e como a gente percebe que os alunos aprenderam sem precisar daquela prova tradicional. Olha, o dia a dia na sala de aula é um laboratório incrível. Quando eu tô circulando pela sala, eu fico atento às conversas informais dos meninos. Às vezes, é na hora que eles tão fazendo uma atividade em grupo que você percebe aquele "clique", sabe? Tipo, teve uma vez que a Mariana tava contando pro Pedro sobre uma história que a avó dela contou. E não era só repetir a história, ela tava explicando o significado por trás daquilo. Aí você vê que ela entendeu que tem algo mais nas palavras do que só as palavras, tem uma tradição ali.

Outra situação é quando um aluno explica pro outro. Tem um dia que o João tava meio perdido, aí o Felipe começou a explicar pra ele como essas histórias podem se perder se a gente não prestar atenção nelas. Achei isso demais! Era uma explicação simples, mas cheia de sentido. E quando eles fazem essas ligações, tipo "ah, isso é igual àquela história que meu tio me contou", você vê que eles tão conectando os pontos.

Mas claro, nem sempre é perfeito assim. Os erros mais comuns que vejo são os meninos achando que uma história só vale se tiver num livro ou se for de alguém famoso. Tipo a Ana, que às vezes dizia "ah, mas minha mãe só inventou essa história". Aí vai eu lá explicar que não importa se não tá no livro ou se não é de alguém famoso; o mais importante é o quanto aquela história significa pra gente e pra nossa comunidade. Esses erros acontecem porque eles tão muito acostumados com a ideia de que o conhecimento válido é só aquele formal, registrado. Eu tento sempre desacelerar e mostrar exemplos concretos de histórias importantes da nossa cultura que vieram desse jeito oral.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Olha, cada aluno tem seu jeito e suas necessidades, né? O Matheus tem TDAH e precisa de um ambiente onde ele possa se mover um pouco mais. Então, pra ele, eu adapto as atividades fazendo rotinas mais curtas e pausas estratégicas. Por exemplo, enquanto a turma toda tá fazendo uma atividade escrita por 20 minutos, eu deixo ele começar com 10 minutos de escrita e depois dou uma atividade prática onde ele pode levantar e interagir com materiais diferentes. Uma vez usei cartazes onde ele podia colar figuras relacionadas às histórias e aí voltar pra escrita depois.

Já a Clara tem TEA e funciona melhor com previsibilidade. Pra ela, é fundamental ter um cronograma visível do que vai acontecer. Eu sempre deixo claro tudo que vamos fazer naquele dia e uso cartões visuais pras atividades. Também dou tempo extra quando necessário e procuro reduzir estímulos visuais e sonoros ao redor dela pra ajudar na concentração.

Uma coisa que não funcionou foi tentar fazer atividades em grupos muito grandes com os dois ao mesmo tempo. Eles ficam meio perdidos e isso causa mais ansiedade do que aprendizado. Com o Matheus, grupos menores ajudam ele a focar; já com a Clara, atividades mais individualizadas ou em pares são melhores.

Bom, acho que é isso por hoje. Ensinar é esse constante aprendizado também pra gente entender nossos alunos e suas necessidades únicas. Cada dia descubro algo novo com eles e acho isso fascinante! Abraços aí pra todos vocês e até a próxima!

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