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EF04GE09Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas.

Formas de representação e pensamento espacialSistema de orientação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa tal habilidade EF04GE09 da BNCC, na prática, a ideia é ensinar os meninos a usarem as direções cardeais, sabe: norte, sul, leste e oeste. É tipo quando eles veem um mapa e precisam entender onde estão as coisas, tanto na cidade quanto no campo. Na prática, eles têm que saber, por exemplo, que o sol nasce no leste e se põe no oeste e usar isso pra se orientar. Isso conecta bastante com o que eles já aprenderam antes, tipo sobre mapas mais básicos lá no 3º ano. Agora a gente aprofunda mais, ajuda eles a olharem pro espaço ao redor deles e pensarem em termos de direção. Porque saber se localizar é útil pra vida toda, né? Sejam andando pela cidade ou entendendo onde uma fazenda fica comparada com outra.

Uma das atividades que eu faço com a turma é o "Jogo das Direções". É bem simples de organizar e sempre gera um engajamento legal dos alunos. Eu uso uma bússola (dessas baratinhas de loja de material escolar) e uns mapas impressos da cidade onde eles moram. Primeiro, eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos pra facilitar a interação e garantir que todos participem. Essa atividade leva cerca de uma aula inteira, uns 50 minutos. Geralmente, os meninos ficam animados porque envolve movimento e exploração.

A última vez que fizemos isso, foi engraçado ver o Pedro tentando provar pro grupo que sabia onde ficava o norte só pela "cara do mapa". Ele tava convicto, mas aí a Júlia pegou a bússola e mostrou pra ele que tava um pouco fora. O legal é que a galera acaba entendendo bem como usar a bússola pra confirmar essas ideias que têm na cabeça. Eles fazem umas discussões saudáveis sobre qual caminho seguir no mapa pra ir de um ponto A até um B usando as direções cardeais.

Outra atividade que gosto bastante é levar a galera pro pátio da escola. Lá dá pra fazer uma parada prática de orientação. A gente usa giz de cera e folhas grandes de papel pra desenhar um mapa do pátio mesmo. Divido eles em duplas, assim um ajuda o outro. Essa leva menos tempo, uns 30 minutos. Eu dou uma breve explicação do que espero e deixo eles soltarem a criatividade.

Da última vez, o Lucas e o Felipe fizeram um mapinha detalhado até demais do pátio. Mostraram até onde ficavam as árvores e as lixeiras! E aí eles começaram a discutir sobre como uma sombra se mexe dependendo da hora do dia por causa do sol. Foi interessante, porque mesmo sem perceberem estavam falando sobre como os pontos cardeais influenciam essas coisas do dia a dia.

Por último, tem uma dinâmica divertida que chamo de "Caça ao Tesouro Cardeal". Uso uns cartões coloridos e pistas que eu escondo ao redor do pátio ou até dentro da sala mesmo. Cada cartão tem uma pista que leva pro próximo ponto usando termos como "vá para o norte" ou "do lado sudeste da árvore grande". Essa atividade é ótima porque além de trabalhar direções cardeais, estimula a leitura e interpretação de textos curtos.

A galera costuma adorar essa atividade! É sempre uma bagunça organizada — claro, sob supervisão — mas no final eles ficam super empolgados quando encontram o "tesouro", que geralmente é algo simbólico como um pequeno certificado de explorador ou um doce. Da última vez, o Gabriel encontrou o tesouro primeiro, mas o legal é ver como ele correu ajudar os outros grupos depois disso. Aí a Helena comentou como era legal aprender enquanto brinca.

Essas atividades todas ajudam a solidificar na cabeça dos meninos como usar as direções cardeais na prática. Eles se envolvem bastante porque são modos diferentes de aprender algo que poderia ser só teórico demais. E olha, no final das contas, você vê eles começando a usar esse conhecimento fora da sala também — seja falando sobre onde fica tal lugar na cidade ou mesmo discutindo entre si durante o intervalo sobre onde o sol está no céu.

Acho que esse tipo de ensino mais concreto é essencial e faz toda diferença no aprendizado deles. E é isso, sempre busco adaptar as atividades conforme vejo o interesse e as necessidades da turma. Cada grupo tem seu ritmo e suas particularidades, né? Enfim, espero ter ajudado com essas ideias! Como vocês têm trabalhado essa habilidade aí nas suas turmas?

E aí, beleza? Então, continuando a conversa sobre essa habilidade EF04GE09, sabe aquele momento mágico quando você percebe que a criança realmente aprendeu algo? Não é só na hora de aplicar prova formal que a gente vê isso, não. É mais na interação do dia a dia mesmo. Tipo, eu tô circulando pela sala e vejo o Joãozinho ajudando a Maria com o mapa e ele manda: "Olha, Maria, o sol sempre nasce daquele lado ali, no leste, então se nossa casa tá pro outro, é oeste." Aí eu penso: "Ahá, esse pegou a ideia!"

Outra coisa é quando eu escuto as conversas deles na hora do intervalo ou no meio de um exercício em grupo. Às vezes eles estão debatendo sobre qual direção seguir num mapa que a gente tá usando pra uma atividade de geografia. Quando ouço alguém explicando pro coleguinha: "Mas se aqui é norte, então a escola tá pro sul", aí eu sei que o conteúdo tá fazendo sentido pra eles. Pode parecer bobo, mas esses momentos mostram que eles estão realmente pensando e aplicando o que aprenderam.

Agora, falando dos erros mais comuns. O Pedro vive confundindo leste com oeste. Ele sempre aponta pro lado errado e diz: "Profe, o sol tá nascendo ali!", quando na verdade é o outro lado. Isso acontece porque, olha, pra muitos deles ainda é difícil visualizar essas direções sem um ponto de referência claro. E a Ana, coitada, às vezes esquece completamente das direções cardeais e diz coisas como: "A escola fica em cima do mapa", sem se ligar nas direções. Esses erros são comuns porque muitos alunos ainda estão desenvolvendo essa habilidade espacial e também porque, convenhamos, é muita informação nova pra eles processarem.

Quando eu pego esse tipo de erro na hora, tento corrigir suavemente. Eu chego perto do aluno e faço ele pensar por si mesmo: "Tá, se o sol tá nascendo ali, onde ele vai se pôr?" E aí eu vou guiando até que ele chegue à conclusão certa. É importante não desanimar os alunos com os erros, mas sim usá-los como um trampolim pro aprendizado.

Agora, sobre adaptar as atividades pro Matheus e pra Clara, que têm necessidades diferentes. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos mais visuais e físicos pra manter o foco. Então eu costumo usar mapas maiores que ele pode manipular fisicamente. Tipo aqueles mapas que você pode girar ou montar como quebra-cabeça. E também faço pausas frequentes nas atividades pra ele dar uma voltinha pela sala ou mesmo beber uma água.

Já com a Clara, que tem TEA, eu preciso ser um pouco mais cuidadoso com as instruções e os materiais usados. Eu tento usar cores mais suaves nos mapas e dou instruções bem claras e curtas. A Clara se dá bem com rotinas previsíveis, então sempre começo a aula com uma estrutura que ela já conhece. Se vou fazer algo diferente, dou um aviso antes pra ela se preparar.

Uma vez eu tentei usar um aplicativo de mapa digital no tablet na expectativa de engajar mais o Matheus e a Clara. Mas não rolou muito bem porque tinha muita informação visual piscando na tela e isso acabou distraindo em vez de ajudar. Então voltei pros mapas físicos e pros cartões coloridos que posso controlar melhor.

Enfim, é sempre um desafio adaptar essas atividades pra diferentes necessidades, mas quando a gente vê que cada aluno tá conseguindo acompanhar ao seu modo, vale muito a pena. E aí vamos indo assim na sala de aula: aprendendo juntos e descobrindo o que funciona melhor pro desenvolvimento de cada um.

Bom, galera, acho que por hoje é isso! Espero ter ajudado alguém aí com essas dicas. Se tiverem mais sugestões ou histórias pra compartilhar também, vou adorar ler! Um abraço a todos e até a próxima!

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