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EF04GE11Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

Natureza, ambientes e qualidade de vidaConservação e degradação da natureza
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF04GE11 da BNCC que a gente tem que trabalhar no 4º ano é uma parada muito importante. Na prática, o que eu entendo é que os alunos precisam reconhecer e diferenciar o que é natural e o que é feito pelo homem no ambiente onde eles vivem. Eles têm que perceber como o relevo, as árvores, os rios, tudo isso aí, pode ser alterado pelas nossas ações. E isso se liga muito com temas de conservação e degradação. Pra mim, é fazer o aluno olhar em volta e entender que a paisagem não tá ali parada pra sempre; ela muda e a gente tem responsabilidade nessas mudanças.

Na série anterior, os meninos já ouviram falar de algumas coisas básicas, tipo tipos de solo ou o que é poluição. Mas agora, no 4º ano, a ideia é aprofundar um pouco mais. Eles devem conseguir não só identificar essas características do ambiente, mas também discutir o impacto da ação humana. Por exemplo, se tem uma área verde que virou um loteamento, eles devem ser capazes de falar sobre isso e entender as consequências.

Pra trabalhar essa habilidade, eu gosto de fazer algumas atividades práticas que ajudem a galera a assimilar melhor o conteúdo. Vou contar três delas que sempre funcionaram bem aqui na minha sala.

A primeira atividade que faço é a famosa "Saída de campo". A gente não vai muito longe não, normalmente é só nos arredores da escola mesmo. É simples: peço pro pessoal trazer uma prancheta ou caderno e a gente sai andando pelo bairro por cerca de uma hora. Antes de sair, explico o objetivo: observar e anotar as diferenças entre o que é natural e o que foi construído. Eles andam em grupos pequenos, uns 4 ou 5, e vão parando pra discutir entre eles. Da última vez que fizemos isso, o Lucas percebeu um córrego perto da escola que tava bem sujo, com lixo boiando. Ele ficou impressionado porque nunca tinha reparado antes. A gente discutiu ali mesmo sobre como o lixo pode afetar a vida dos peixes e das plantas ao redor.

Outra atividade que eu gosto muito é o "Mapa da memória". Nela, eu uso papel kraft grande e canetinhas coloridas. Cada aluno desenha um mapa do bairro do jeito que ele lembra, incluindo rios, parques, prédios importantes e até onde moram amigos ou parentes. Em seguida, eles sentam em duplas pra comparar os mapas e discutir as diferenças e semelhanças nas memórias deles sobre o ambiente. Isso leva uma aula inteira, uns 50 minutos. O bacana é que eles sempre ficam surpresos com quanto cada um lembra coisas diferentes do mesmo lugar. Na última vez que fizemos isso, a Ana Clara colocou um parque no mapa dela que já não existe mais porque virou um estacionamento. Foi interessante porque gerou uma discussão sobre como essas mudanças aconteceram na infância deles mesmos.

Por fim, faço muito uso de "Imagens comparativas". Trago fotos antigas do bairro ou da cidade e comparo com imagens mais atuais. Isso pode ser feito em sala mesmo, usando um projetor ou até impressões simples em preto e branco. A turma se divide em grupos pra analisar as imagens e apontar mudanças na paisagem ao longo do tempo. Eles têm uns 30 minutos pra fazer isso e depois cada grupo apresenta suas conclusões pro resto da sala. Na última vez que fizemos isso, teve uma foto antiga de uma praça famosa daqui de Goiânia onde hoje tem um shopping enorme. O João Pedro ficou chocado ao ver como era cheio de árvores antes e começou a perguntar por que cortaram tantas árvores pra construir o shopping. Foi um gancho perfeito pra discutir as questões de urbanização versus preservação ambiental.

Essas atividades ajudam demais os alunos a internalizar a habilidade EF04GE11 porque são práticas e conectam diretamente com o lugar onde vivem e convivem todos os dias. Eles passam a ver o bairro deles com outros olhos e começam a desenvolver um senso crítico sobre as transformações ao redor deles. Acho isso fundamental porque não dá pra proteger ou cuidar do meio ambiente sem primeiro conhecê-lo profundamente.

Enfim, espero ter ajudado vocês a entender como trabalhar essa habilidade de maneira prática. Qualquer dúvida ou sugestão tô por aqui!

Na série anterior, os meninos já tinham uma noção básica de Geografia, mas agora a gente se aprofunda um pouco mais. Aí eu fico sempre de olho pra ver como é que a galera tá absorvendo o que a gente discute em sala, sem precisar daquela coisa de prova formal. Tipo, quando eu circulo pela sala e vejo as conversas entre eles, já dá pra sacar o quanto eles entenderam. Às vezes, tô lá passando pelas carteiras e ouço a Juliana, por exemplo, explicando pro João que o rio perto da escola tá mais sujo por causa do lixo que a gente joga. Aí eu penso: "Ah, essa entendeu!".

Outra coisa que uso muito é a hora das perguntas. Quando eu jogo uma questão e vejo a garotada discutindo entre eles, os argumentos que vêm são uma pista boa de como eles tão percebendo o conteúdo. Tipo o dia que o Lucas virou pro Pedro e falou: "Mas se a gente plantar mais árvores aqui no bairro, melhora sim o ar que a gente respira". Eu só fiquei quieto na minha, mas saí de lá sabendo que o Lucas tá ligando os pontos.

Agora sobre os erros comuns... Olha, acontece muito do pessoal confundir o que é natural com o que é feito pelo homem. Teve um dia que a Ana tava certa de que o parque com aqueles brinquedos coloridos tinha crescido ali naturalmente. Aí eu me toquei que precisava voltar e mostrar mais imagens ou mesmo levar a turma lá pra ver de perto, destacando as diferenças entre as partes naturais do parque e aquelas construídas.

Outra confusão comum é sobre as mudanças no relevo, tipo assim: "Professor, mas esse morro já não tava aí desde sempre?". Aí entra nossa responsabilidade de explicar que, mesmo essas formações bem antigas, podem ser alteradas por atividades humanas ao longo do tempo. Nessas horas, uso muito vídeo e imagem pra mostrar exemplos concretos de erosão causada por ação humana.

Sobre o Matheus e a Clara, tenho trabalhado bastante pra adaptar minhas atividades. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento pra conseguir se concentrar melhor. Então, atividades práticas onde ele pode caminhar até mapas grandes colados na parede e marcar coisas com adesivos funcionam bem pra ele. Outra coisa é dar instruções mais curtas e diretas; percebi que se eu falo muito ele se perde. Usar timer também ajuda muito! Já tentei deixar ele por conta própria com fichas pra ler mas isso não rolou bem... ele se distraía demais.

A Clara tem TEA e precisa de previsibilidade. No começo, demorou um pouco até achar um jeito legal de fazer isso, mas agora uso sempre uma agenda visual com ela. Coloco ícones das atividades do dia e a gente vai marcando o que já fez. A Clara também responde super bem a materiais visuais como fotos e vídeos mais curtos. Uma vez tentei usar só áudio em uma explicação e vi que ela não pegou nada; então agora junto texto com imagem sempre.

E no fim do dia, né, tem vezes que chego em casa cansado mas feliz porque sinto que tô ajudando os meninos a verem o mundo com outros olhos. Às vezes é no sorriso deles quando finalmente entendem uma coisa ou nas perguntas cada vez mais complexas sobre nosso bairro e o mundo lá fora.

Bom, essa troca é muito rica e espero ter ajudado aí quem tá nessa jornada também. Até a próxima!

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