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EF06GE06Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar as características das paisagens transformadas pelo trabalho humano a partir do desenvolvimento da agropecuária e do processo de industrialização.

Mundo do trabalhoTransformação das paisagens naturais e antrópicas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, vou te contar um pouco de como eu trabalho a habilidade EF06GE06 com a galera do 6º Ano. Primeiro, deixa eu te explicar como eu entendo essa habilidade. A ideia é que os alunos consigam olhar para uma paisagem e entender o que foi mudado ali por causa do trabalho humano. Tipo, eles têm que olhar para um campo de soja ou uma fábrica e perceber como essas coisas transformam o ambiente original. Aí, a gente entra no papo de agropecuária e industrialização. Eles precisam se ligar que antes de ter aquele campo de soja, por exemplo, tinha outro tipo de vegetação ali, e a fábrica transformou o lugar em algo bem diferente do que era quando era tudo natureza pura.

Os meninos já vêm do 5º Ano com uma noção básica do que é paisagem natural e antrópica, mas agora a gente precisa aprofundar e mostrar como o trabalho do homem muda esses espaços. Por exemplo, eles já sabem que uma cidade é diferente de uma floresta, mas agora precisam entender o porquê das coisas terem ficado assim e qual foi o papel da agricultura e das indústrias nisso.

Bom, agora vou contar três atividades que costumo fazer pra trabalhar isso na prática. Primeira atividade: a gente faz um "antes e depois" usando imagens impressas. Eu pego umas fotos antigas e recentes de lugares conhecidos aqui na região de Goiás. Não precisa ser nada complicado, só imprimir em papel mesmo. A galera se divide em duplas ou trios e cada grupo fica com um par de imagens. Eles têm uns 20 minutos pra observar e discutir entre eles as diferenças visíveis entre as fotos antigas e as mais novas. Aí a gente faz uma roda de conversa pra compartilhar o que notaram.

Na última vez que fiz essa atividade, o Pedro e a Júlia estavam juntos e acharam umas imagens do centro da cidade bem interessantes. Eles conseguiram perceber que onde hoje tem asfalto e prédios antes era tudo mato e terra batida. O legal foi ver como ficaram impressionados com a mudança e começaram a fazer perguntas sobre como isso afetou as pessoas que moravam ali antes. Isso sempre leva a discussões ótimas sobre as vantagens e desvantagens dessas transformações.

A segunda atividade é um mini-projeto de pesquisa sobre produtos regionais. Eu peço pra turma escolher algum produto agropecuário bem típico daqui de Goiás, tipo o milho ou a cana-de-açúcar. Eles têm que pesquisar como esses produtos são cultivados, onde geralmente são plantados e como esses processos modificam as paisagens originais. Pra isso, eles usam internet, livros da biblioteca da escola (tem uns bons!) e até entrevistas com quem mora na área rural se conseguirem.

Organizo grupos de quatro ou cinco alunos pra eles trocarem ideias entre si e não ficar pesado pra ninguém. Damos cerca de duas semanas pra todo o processo de pesquisa, montagem do mural explicativo e apresentação pros colegas. Na última vez que fizemos isso, o grupo da Rafaela escolheu falar sobre a soja. Eles descobriram várias coisas sobre o impacto da monocultura no solo e na biodiversidade local. A apresentação deles foi ótima! Trouxeram até amostras de solo diferente pra ilustrar o ponto deles.

Por último, gosto muito de levar os alunos pra fora da sala, fazer uma caminhada pelo bairro ao redor da escola (quando possível). A ideia é observar in loco as transformações ao nosso redor. É tipo um safári urbano! Antes de sair, dou uma breve explicação do que vão procurar: marcas da industrialização, tipos de vegetação modificada pela ação humana etc.

A cada parada durante a caminhada, eu explico alguma coisa sobre aquele ponto específico: "Vejam essa fábrica aqui; antes era uma área rural", ou então "Olhem ali aquele campo; antes tinha mata nativa". Isso dura cerca de uma hora, dependendo do trajeto. Quando voltamos pra sala, sempre sobra tempo pros meninos anotarem suas observações num diário de bordo (um caderno normal mesmo) e depois discutirem entre eles o que acharam mais interessante.

Uma situação engraçada foi quando saímos numa dessas caminhadas e tinha uma construção nova começando ali perto da escola. O Lucas ficou fascinado com as máquinas trabalhando na terraplanagem e começou a imaginar como seria o prédio depois de pronto. Ele até disse "Um dia quero trabalhar construindo coisas assim". Foi bem legal ver esse tipo de estímulo surgindo nessa atividade.

E é isso aí! Essas são algumas maneiras que eu encontro pra tornar essa habilidade mais palpável pros alunos, sempre tentando conectar com o nosso entorno imediato e mostrando a importância desses temas pro nosso dia a dia. Espero que tenha ajudado!

Então, continuando a conversa sobre a habilidade EF06GE06, é interessante como a gente percebe que os meninos aprenderam de verdade sem precisar de uma prova formal. Esses momentos acontecem quando tô circulando pela sala e escuto eles conversando entre si. Às vezes, num simples comentário que alguém solta, já dá pra perceber. Tipo assim, teve um dia que eu tava observando o Gustavo e o João discutindo sobre uma imagem de satélite que a gente tava analisando. O Gustavo virou pro João e disse: "Olha só, antes isso aqui devia ser uma floresta, porque dá pra ver pelos rios que foram desviados." Aí eu pensei: "Opa, esse pegou a ideia."

Outra situação foi com a Ana. Ela tava explicando pra Laura que numa área com bastante indústria, a poluição do ar é mais comum e que isso muda até a vegetação ao redor. Fiquei ali só espiando, né? E é nessas horas que a gente percebe que os meninos internalizaram o aprendizado. Quando um aluno explica pro outro, é batata, é porque entendeu mesmo.

Agora, falando dos erros comuns, ó, tem várias situações engraçadas até. Um erro típico é quando confundem o que é natural com o que é antrópico. Por exemplo, o Lucas uma vez apontou pra uma foto de uma plantação bem organizada e disse: "Olha, natureza pura!" Aí tive que puxar o fio e explicar de novo como a monocultura é uma modificação humana, não algo natural. Eles também costumam pensar que toda intervenção humana é ruim. Lembro do Pedro dizendo que “toda fábrica só destrói”. Tive que sentar e mostrar como algumas indústrias podem trazer benefícios econômicos para as cidades.

Geralmente esses erros acontecem porque eles têm uma visão meio polarizada das coisas ou às vezes confundem os termos. Aí o que eu faço é voltar na explicação, trago mais exemplos concretos e tento relacionar com coisas do cotidiano deles. Tipo assim: "Sabe aquele parque novo perto da escola? Antes era um terreno baldio cheio de mato, lembra?" Aí fica mais fácil pra eles entenderem.

Agora, deixar eu falar do Matheus e da Clara, que têm seus desafios específicos. O Matheus tem TDAH e, olha, manter ele focado é complicado. O que eu faço? Deixo ele se movimentar mais durante a aula. Enquanto os outros tão fazendo atividade sentados, deixo ele ir pro fundo da sala responder as questões em pé ou até mesmo quando estou explicando alguma coisa no quadro, eu deixo ele ajudar segurando alguma coisa pra mim ou marcando algo no mapa. Isso dá certo porque ele se sente parte ativa da aula.

Com a Clara, que está no espectro autista (TEA), eu adoto uma abordagem um pouco diferente. O visual ajuda muito. Faço uso de cartazes com imagens grandes e coloridas e procuro dar sempre um roteiro do dia pra ela saber o que esperar. Em vez de muita falação, uso desenhos ou mapas simplificados pra explicar conceitos complexos. Ah, e um detalhe: barulho em excesso atrapalha ela bastante, então tento manter o ambiente mais tranquilo ou providenciar fones com cancelamento de ruído nos dias em que sei que vou trabalhar com vídeos ou sons.

Não vou mentir, às vezes as estratégias não funcionam de primeira. Teve uma vez que tentei usar um aplicativo no tablet pro Matheus fazer atividades interativas achando que ele ia adorar e se concentrar melhor, mas acabou dispersando ele ainda mais porque ele se perdeu nas funcionalidades do app. Aprendi rápido que menos é mais com ele.

Bom, pessoal, é isso aí! Espero ter contribuído um pouco com as minhas experiências aí na sala de aula. Cada dia é uma descoberta e cada aluno é único. A gente vai ajustando aqui, mudando ali e todo mundo vai aprendendo junto. E vocês aí? Como têm lidado com essas questões na prática? Vamos trocando as figurinhas! Um abraço!

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