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EF06GE07Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Explicar as mudanças na interação humana com a natureza a partir do surgimento das cidades.

Mundo do trabalhoTransformação das paisagens naturais e antrópicas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu pego pra trabalhar a habilidade EF06GE07 da BNCC com meus alunos do 6º Ano, eu penso assim: temos que mostrar pra eles como as interações entre humanos e a natureza mudaram quando as cidades surgiram e cresceram. Não é só falar que antes viviam na roça e agora estão na cidade, é fazer eles entenderem como isso mudou tudo — tipo, o jeito que a gente usa a terra, os recursos, onde a gente mora e trabalha. E claro, sempre ligar isso com o que eles já conhecem.

A galera chega no 6º Ano já sabendo um pouco sobre como as paisagens naturais mudam, porque no 5º Ano eles começam a ver isso. Eles têm uma noção de que a pessoa interfere na natureza. Só que agora a gente vai aprofundar e mostrar como essa intervenção é mais complexa quando falamos em cidades. Tipo, o aluno precisa conseguir explicar que a construção de uma cidade levou à transformação de uma floresta num lugar cheio de ruas e prédios, e como isso impacta o meio ambiente e a vida das pessoas.

Aí eu sempre começo com uma atividade prática. Gosto de usar imagens e mapas porque são visuais e ajudam muito. Separo umas imagens antigas e recentes de Goiânia, por exemplo. Olha, é impressionante ver como o lugar era cheio de árvores há algumas décadas atrás e agora tá tudo urbanizado. Divido a turma em grupos — máximo de cinco alunos pra não virar bagunça — e dou uns 20 minutos pra eles analisarem essas imagens e mapas. Eles comparam as épocas, discutem entre eles e depois apresentam o que acharam pro resto da turma. Da última vez, o João ficou impressionado com como tinha pouca gente nas fotos antigas e comentou "Parece cidade fantasma". A atividade toda leva uma aula de 50 minutos porque as discussões são boas e ninguém quer parar.

Agora deixa eu contar outra atividade que faço: uma visita virtual. Não dá sempre pra levar a turma pra sair da escola, então usamos a internet mesmo. Mostro vídeos curtos sobre o crescimento das cidades no Brasil, tipo aqueles de time-lapse que mostram uma cidade crescendo rápido. Aí, depois disso, peço pra eles fazerem um desenho ou criar um cartaz (pra quem gosta mais de arte) mostrando como o espaço de onde moram deve ter mudado ao longo do tempo. Eles têm uma semana pra fazer isso em casa — geralmente dá tempo nos horários de Arte também — e aí trazem pra apresentar. Lembro da Maria Clara que fez um desenho lindo do bairro dela crescendo ao longo dos anos. Ela detalhou até os parquinhos que tinham virado estacionamento.

Pra fechar esse tema, faço um debate em sala sobre os impactos positivos e negativos das cidades nas nossas vidas. Pra isso, não precisa de material além de papel e caneta pros alunos anotarem ideias antes de começar a discutir. Divido a classe em dois grupos: um defende que o crescimento das cidades foi bom, outro argumenta que foi ruim por causa das consequências ambientais. Deixo eles se prepararem por uns 20 minutos e depois cada grupo tem seu tempo pra argumentar. Na última vez que fiz isso, o Pedro estava todo empolgado defendendo a natureza enquanto a Ana Clara trouxe argumentos fortes sobre as oportunidades de emprego nas cidades. Eles ficam muito envolvidos, sabe? A aula passa voando!

O legal dessas atividades é ver como os meninos vão articulando melhor suas ideias ao longo do tempo, juntando o que aprenderam antes com o que descobrem agora. E é interessante porque você vê um crescimento neles mesmo fora da geografia — como na hora de pesquisar algo ou trabalhar em equipe.

Bom, esse jeito de trabalhar pode não ser perfeito mas tá dando certo por aqui. E você acaba aprendendo junto com eles sobre essas mudanças todas que acontecem quando cidade e natureza se misturam. É isso aí! Até a próxima!

E aí, galera, continuando aqui com a habilidade EF06GE07, quando a gente fala sobre como perceber se o aluno aprendeu sem precisar daquela prova formal, eu vou te contar: a sala de aula vira um termômetro, sabe? Tipo, enquanto eu tô circulando pela sala, dá pra sentir quando a conversa tá fluindo. Outro dia, por exemplo, tava passando entre as mesas e ouvi o Pedro explicando pro Lucas como as cidades impactam o uso da terra. O Pedro falou algo assim: "Sabe quando a gente vê aquelas plantações enormes nas fotos antigas? Então, agora é tudo prédio e asfalto porque precisa de espaço pras pessoas morarem e trabalharem". Olha, ali eu vi que ele tava pegando a ideia do conteúdo. E isso é um sinal claro de que ele entendeu o impacto das cidades.

Outro exemplo foi com a Ana e a Mariana. Elas estavam trabalhando juntas num projeto sobre mudanças na paisagem urbana. A Ana virou pra Mariana e explicou que antigamente as pessoas tinham que andar muito pra conseguir água, mas que agora tem encanamento e tudo mais. Eu fiquei só ouvindo e pensando: "Essa aí entendeu direitinho como as interações melhoraram com o tempo". Quando um aluno consegue explicar com exemplos do dia a dia ou relacionando com o que já viu, é show de bola.

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, tem algumas coisas que sempre aparecem. Tipo, o Joãozinho. Ele sempre confunde os conceitos de urbanização com industrialização. Uma vez ele tava apresentando um trabalho e começou a falar que as indústrias eram responsáveis pela construção das casas nas cidades, misturou tudo. Esses erros vêm porque às vezes eles recebem muita informação de uma vez só e acabam misturando conceitos parecidos. Nessas horas, eu costumo puxar uma conversa paralela com eles, faço perguntas simples pra guiá-los de volta ao caminho certo. Tipo: "Joãozinho, vamos pensar um pouco: quem mora na cidade hoje precisa realmente trabalhar na indústria? Não pode ser em outro lugar?"

Outra confusão comum é sobre os impactos negativos da urbanização. A Marina uma vez achou que toda construção em cidade era ruim pro meio ambiente. Ela dizia que tudo era poluição e problema. Aí eu trouxe exemplos de parques urbanos que ajudam a melhorar a qualidade de vida e até ensinei sobre telhados verdes. Isso aí foi na prática mesmo: levamos a turma até um parque local e discutimos como aquele espaço verde ajuda no controle do clima urbano.

E aí tem o Matheus com TDAH e a Clara com TEA na minha turma. Com o Matheus, eu preciso ser bem flexível no tempo das atividades. Ele se distrai fácil mas é muito curioso! Pra ele, eu sempre tenho algumas atividades práticas extras, coisas que ele pode tocar ou montar, tipo maquetes simples ou jogos de tabuleiro relacionados ao tema. Lembrei que uma vez fizemos um jogo de tabuleiro de cidade sustentável e ele adorou! Agora, uma coisa que não funcionou foi pedir pra ele ficar quieto por muito tempo numa leitura mais densa sem pausas.

Já com a Clara, ela tem o TEA e é super visual. Eu adapto muito material usando imagens grandes e diagramas coloridos pra ajudá-la a entender os conceitos. Ela também se dá bem com rotinas bem claras; então eu tento manter o cronograma das aulas bem organizadinho pra ela saber o que esperar em cada etapa. Um dia fizemos um mural colaborativo e ela ajudou no planejamento visual dele — ficou lindo! O desafio com a Clara é sempre garantir que ela tenha espaço pra se expressar no tempo dela sem pressa.

Bom, é assim que eu vou ajustando conforme as necessidades da turma. Nem sempre acerto de primeira — teve uma vez que achei que montar um quebra-cabeça seria legal pro Matheus e ele ficou frustrado porque era complicado demais — mas aí a gente vai aprendendo junto.

Enfim, cada dia na sala de aula é um aprendizado tanto pra mim quanto pros meninos. E é isso aí, pessoal! Espero que essas histórias ajudem vocês também nas suas aventuras pedagógicas! Até mais!

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