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EF08GE04Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Compreender os fluxos de migração na América Latina (movimentos voluntários e forçados, assim como fatores e áreas de expulsão e atração) e as principais políticas migratórias da região.

O sujeito e seu lugar no mundoDiversidade e dinâmica da população mundial e local
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade EF08GE04 da BNCC com a galera do 8º ano é um negócio bem interessante, viu? A gente tá falando de compreender como rolou e rola a migração na América Latina, tanto os movimentos voluntários quanto os forçados. Isso inclui entender por que algumas áreas expulsam as pessoas e por que outras atraem. E claro, também analisar as principais políticas migratórias por aqui. Eu sempre falo com os alunos que é como entender o que faz uma pessoa arrumar as malas e ir embora ou o que faz outra pessoa querer se mudar pra um lugar novo. É sobre entender o que tá por trás dessas decisões.

Tipo assim, quando a gente fala em migração, não é só pegar um mapa e ver de onde a pessoa saiu e pra onde ela foi. Tem que entender os motivos, sabe? Pode ser que a área de onde saiu tenha problemas econômicos, ou falta de segurança, ou até questões climáticas. E o destino pode ser atrativo por várias razões: emprego, clima melhor, segurança... Por isso, a habilidade é fundamental pra eles se situarem no mundo e entenderem a dinâmica populacional.

Pra eles chegarem preparados nessa habilidade no 8º ano, lá no 7º ano já tinham visto um pouco sobre população em geral. Tipo taxa de natalidade, mortalidade, essas coisas. Então, no 8º ano é só aprofundar e relacionar mais com a América Latina toda.

Aí eu vou contar umas atividades que faço na sala pra trabalhar isso. Primeiro, eu gosto de usar uns mapas bacanas e simples. Então, geralmente começo com uma atividade de mapeamento de rotas migratórias. Pra isso uso um mapa mundi impresso em folha A3 e canetinhas coloridas. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos, porque senão vira bagunça demais. Cada grupo pega uma rota diferente da América Latina e pinta no mapa com as canetinhas. Dou uns 30 minutos pra essa parte. É bem legal porque a galera fica discutindo e trocando ideia do tipo: “Olha, por que será que tem tanta gente indo daqui pra lá?” Da última vez, o João argumentou que uma área tinha muito desemprego enquanto o Lucas achava que era mais por questões políticas.

Depois, tem uma atividade em duplas onde eles têm que fazer uma pesquisa rápida na internet sobre um país da América Latina e suas políticas migratórias atuais. Pra isso, só precisavam do celular mesmo e internet da escola (quando funciona!). Dão uma olhadinha no site de notícias ou acham algum artigo rapidinho. Dou uns vinte minutos pra isso. Aí eles têm que apresentar em uns três minutos o que acharam pro resto da classe. Isso é bacana pra eles entenderem que não é tudo igual nos países aqui do nosso lado. A Júlia uma vez ficou surpresa ao descobrir como o Chile tem políticas super rigorosas comparadas com outros países.

E por fim, lá pro final da aula, gosto de fazer um debate aberto sobre as razões das migrações. Peço pra eles compartilharem histórias pessoais ou de conhecidos sobre migração. Dessa forma, fica bem mais perto da realidade deles. Eu compartilho também sobre como minha tia-avó foi parar na Argentina atrás de oportunidades nos anos 60. O pessoal fica encantado com essas histórias da vida real e sempre aparece alguém com algo interessante pra contar.

Agora deixa eu contar uma situação divertida que aconteceu na última vez que fizemos isso. O Pedro contou sobre o avô dele que veio do Uruguai fugindo de uma situação econômica difícil e trouxe junto duas galinhas na mala! A turma toda riu muito e aí começamos a falar sobre como as pessoas levam coisas simbólicas ou importantes quando migram.

Essas atividades dão um trabalhinho mas são super recompensadoras! Consigo ver nos olhos dos alunos o brilho de quem tá entendendo a importância disso tudo no mundo deles hoje. E outra coisa legal é ver como algumas opiniões mudam depois desses exercícios práticos e debates. Vários deles voltam nas aulas seguintes ainda comentando alguma notícia ou fato novo que descobriram sobre imigração.

Bom, é assim que eu trabalho essa habilidade na prática! Espero ter ajudado alguém aí! Se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar experiências também, tô sempre aberto pra trocar! Vamos juntos nessa missão de ensinar geografia pros meninos nesse mundão cheio das mudanças! Até a próxima!

de uma decisão dessas. E quando eu percebo que eles tão pegando o jeito da coisa, sabe como é? É no dia a dia da sala de aula mesmo, quando tô circulando entre as mesas. A galera começa a conversar entre si sobre as atividades e, olha, dá pra ver direitinho quando eles realmente entenderam o conteúdo.

Por exemplo, outro dia eu tava passando entre as mesas e ouvi a Júlia explicando pro Gabriel por que algumas pessoas do interior acabam se mudando pra cidade grande. Ela falou algo tipo: "É porque lá tem mais emprego e serviços melhores, mas aí também tem a questão do custo de vida que é mais alto". Aí eu pensei: "Poxa, agora ela tá ligando os pontos!". Não precisei de prova nenhuma pra saber que ela entendeu essa parte do assunto.

E tem também aquelas vezes em que um aluno faz uma analogia da própria vida. O Pedro uma vez comparou com a história da tia dele que saiu de uma cidadezinha pra vir pra capital em busca de oportunidades. Quando eles começam a fazer essas conexões com a realidade deles ou da família, aí eu sei que o aprendizado tá acontecendo de verdade.

Mas olha, nem tudo são flores. Tem uns errinhos comuns que sempre aparecem por aí. Um dos erros mais frequentes é achar que migração é só sair de um país pra outro. Lembro do Tiago, por exemplo. Ele tava insistindo que só era migrante quem ia morar fora do Brasil. Aí eu tive que parar e explicar que migração interna também conta, tipo quando alguém muda de estado ou até de cidade dentro do mesmo estado.

Outro erro que rola bastante é misturar os motivos econômicos com os políticos. Teve uma vez o caso da Ana, que achava que todo mundo saía do país só por causa da economia ruim. Eu tive que sentar e mostrar como questões políticas às vezes pesam tanto quanto ou até mais em algumas situações. Quando pego esses erros no ato, gosto de trazer exemplos concretos, como a situação dos venezuelanos nos últimos anos. Isso ajuda eles a verem como essas coisas se misturam.

Agora, falar do Matheus e da Clara é um capítulo à parte. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades onde ele consiga se mover um pouco mais, sabe? Então sempre tento incluir coisas mais dinâmicas, tipo debates ou jogos pedagógicos onde ele possa se levantar e participar ativamente. Uma vez fizemos um tipo de jogo da memória gigante no pátio sobre países e capitais latino-americanas, e ele adorou! Mas não dá muito certo quando o deixo só copiar texto ou fazer atividade mais parada por muito tempo.

Com a Clara, que tem TEA, é diferente. Ela precisa de um pouco mais de rotina e previsibilidade nas atividades. Gosto de usar bastante recurso visual com ela – mapas grandes na parede ou infográficos coloridos ajudam demais. E também deixo alguns minutos a mais caso ela precise terminar as atividades no tempo dela. Uma vez tentei usar um aplicativo no tablet com ela pra trabalhar mapas interativos, mas não foi tão legal quanto eu esperava. Ela parecia ficar mais ansiosa com aquilo...

E assim a gente vai indo, ajustando daqui e dali pra dar conta das individualidades de cada um na sala. Cada dia é um aprendizado novo tanto pra eles quanto pra mim.

Bom pessoal, é isso aí! Espero ter conseguido passar um pouco do como é trabalhar essa habilidade com meus alunos e como eu percebo o aprendizado deles no dia a dia sem depender só de provas formais. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra trocar ideia! Valeu!

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