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EF08GE14Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar os processos de desconcentração, descentralização e recentralização das atividades econômicas a partir do capital estadunidense e chinês em diferentes regiões no mundo, com destaque para o Brasil.

Mundo do trabalhoOs diferentes contextos e os meios técnico e tecnológico na produção
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF08GE14 da BNCC é um papo cabeça, viu? Mas é super importante pra galera entender como o mundo todo tá meio que conectado. Na prática, o que isso quer dizer? Bom, os meninos e meninas precisam conseguir olhar pro cenário econômico global e sacar como a influência dos Estados Unidos e da China mexe com tudo, inclusive aqui no Brasil. Tipo assim, eles têm que perceber como as empresas, fábricas e até mesmo empregos vêm ou vão de um lugar pro outro dependendo de onde tá o investimento desses países gigantes. Aí, a gente precisa mostrar como as coisas mudaram ao longo dos anos, com empresas saindo de centros urbanos grandes pra localidades menores, ou o contrário, dependendo de onde o pessoal acha mais vantajoso investir.

Na série anterior, eles já tinham dado uma olhada em algumas mudanças do mundo do trabalho, né? Coisa como revolução industrial e como o pessoal foi saindo do campo pra cidade atrás de emprego e tal. Então, agora é continuar essa ideia só que de um jeito mais global. É importante que eles consigam ver essas mudanças no Brasil da mesma forma que rolam em outros lugares.

Agora, vou contar como eu trabalho isso na sala de aula. Um dos jeitos é usando mapas econômicos mundiais e gráficos simples que mostrem a presença econômica dos EUA e da China em diferentes regiões. Eu pego mapas impressos mesmo, nada muito chique. A turma é dividida em grupos de 4 ou 5 alunos pra eles discutirem e marcarem nos mapas onde acham que há maior influência desses países com base nos dados. Dura uma aula inteira, umas 50 minutos. E olha, é sempre bacana ver os olhos da galera brilhando quando percebem que aquele celular que eles amam tanto é montado na China por causa do custo mais baixo.

Teve um dia que fizemos isso e a Maria Clara ficou impressionada ao descobrir que a soja brasileira vai parar direto na China pra virar ração animal. E ela comentou: "Professor, nunca imaginei que um grãozinho daqui tava fazendo parte do franguinho lá na China!". É esse tipo de descoberta que eu acho genial.

Outra atividade que a gente faz é um debate sobre o impacto das multinacionais no Brasil. Eu trago alguns recortes de jornal ou sites confiáveis mostrando notícias recentes sobre empresas americanas ou chinesas investindo ou fechando fábricas por aqui. A sala é dividida em dois grupos: um defende os prós e o outro os contras dessa presença no Brasil. Esse debate geralmente leva duas aulas, assim eles têm tempo pra se preparar e depois expor suas ideias na aula seguinte. É interessante porque quando a discussão esquenta, dá pra ver quem tá realmente entendendo a parada ou quem só copiou argumentos da internet.

Tive uma situação engraçada dessa vez com o João Pedro. Ele tava defendendo as multinacionais com unhas e dentes porque o pai dele trabalha numa delas. E aí a Mariana rebateu dizendo que essas empresas muitas vezes pagam menos impostos graças a incentivos fiscais e isso prejudica a saúde pública. Eles ficaram numa troca tão boa de argumentos que quando vi já tava na hora do recreio!

Por fim, gosto de trabalhar com estudos de caso bem práticos. A gente escolhe uma empresa conhecida - tipo uma marca de fast food ou de tecnologia - e traça sua trajetória no mercado brasileiro, analisando porque ela se instalou aqui, se expandiu ou mesmo se fechou operações em algum momento. O material é simples: algumas folhas de papel com histórico da empresa e dados econômicos em tabelas bem diretas. Os alunos fazem uma linha do tempo com as informações coletadas em dupla.

A última vez que fizemos isso usei uma marca famosa de tênis esportivo. Foi bem legal ver a Luísa se empolgando com as propagandas antigas dessa marca nos anos 90 enquanto o Lucas ficava pirado com as inovações tecnológicas recentes nos tênis. Eles perceberam que mesmo quando a fábrica fechou aqui no Brasil por um tempo, os produtos continuaram chegando pelas lojas porque outras fábricas estavam produzindo na Ásia.

E assim vamos indo, sempre tentando mostrar pro pessoal como essas megatendências mundiais afetam nosso dia-a-dia aqui no Brasilzão. Fico por aqui esperando qualquer dica ou ideia nova que vocês tiverem! Um abraço pro cês!

Agora, pessoal, eu tava falando sobre essa habilidade EF08GE14 e como é importante ensinar a galera a entender essa conexão global, né? Mas aí vem a grande questão: como a gente percebe se eles realmente pegaram a ideia sem ficar só naquela de aplicar prova formal? Bom, no dia a dia da sala, dá pra sacar bastante coisa.

Tipo, quando eu tô circulando pela sala enquanto eles fazem atividades em grupo ou discutem em duplas, eu fico de olho nas conversas. É ali que as coisas acontecem. Outro dia, o Joãozinho tava explicando pro Pedro sobre por que a fábrica de celulares veio pro Brasil, usando o exemplo das taxas e incentivos fiscais. Ele falou com tanta naturalidade que dava pra ver que ele realmente tinha entendido aquele aspecto do conteúdo. Ou então, quando a Maria começou a questionar a Ana sobre as exportações brasileiras e a Ana rebateu falando da balança comercial, com exemplos reais do Brasil com a China. Aí você pensa: "Ah, essa aí entendeu mesmo."

Também tem aqueles momentos que você só saca pelos comentários soltos. Tipo, ouvi a Gabi comentando na hora do recreio sobre como a situação econômica dos Estados Unidos poderia afetar o preço do que ela compra no shopping. Isso me fez perceber que ela realmente ligou os pontos entre o que a gente fala em aula e o mundo dela. Esses são os momentos que me dão aquele alívio de que o recado tá sendo passado.

Agora, claro, não são só flores, né? Tem uns erros comuns que aparecem bastante. Por exemplo, o Felipe sempre confunde importação com exportação. Já peguei ele umas três vezes falando que "a gente importa aviões pro exterior". Aí eu paro e explico de novo com exemplos do cotidiano dele: tipo a camiseta que ele comprou no AliExpress veio de fora, então foi importada pro Brasil. Confunde porque é muita informação e o vocabulário é parecido.

Outro erro comum é quando a turma acha que todos os investimentos estrangeiros são bons. Uma vez o Lucas disse que "quanto mais fábrica vier pra cá melhor", mas não considerou questões ambientais e sociais. Eu sempre tento mostrar o outro lado da moeda discutindo casos reais onde nem tudo são flores, como aquelas notícias de empresas estrangeiras que vêm pro país mas não respeitam leis trabalhistas.

E tem também o Matheus e a Clara na minha turma. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, então eu adapto algumas coisas pra eles. Com o Matheus, eu comecei a usar mais atividades práticas e menos teóricas. Tipo joguinhos de simulação onde ele pode ver como uma mudança na economia dos EUA afeta o resto do mundo virtualmente. Isso ajuda ele a focar e participar mais ativamente sem se dispersar tanto. Já tentei só texto e slides antes e não funcionou nada bem.

Com a Clara, eu percebi que ela se dá melhor com previsibilidade. Então eu criei um cronograma visual de atividades pra ela saber exatamente o que vai rolar em cada aula, assim ela se sente mais segura pra participar. Além disso, uso materiais visuais bem organizados pra explicar conceitos complexos. Lembro uma vez que tentei uma dinâmica de grupo sem avisar antes e ela ficou super desconfortável, então aprendi minha lição.

Bom, gente, é isso! Ensinar essas habilidades requer paciência e adaptações porque cada turma é diferente, né? E cada aluno aprende no seu tempo. Espero ter ajudado com essas dicas e histórias da sala de aula. Aguardo os comentários de vocês com suas experiências também! Abraço!

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