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EF08GE18Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Elaborar mapas ou outras formas de representação cartográfica para analisar as redes e as dinâmicas urbanas e rurais, ordenamento territorial, contextos culturais, modo de vida e usos e ocupação de solos da África e América.

Formas de representação e pensamento espacialCartografia: anamorfose, croquis e mapas temáticos da América e África
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF08GE18 da BNCC, a ideia é que os meninos consigam criar mapas ou outras formas de representação pra entender melhor como as coisas funcionam nas cidades e no campo, tanto na África quanto na América. Não é só desenhar um mapa, não. A questão é eles conseguirem analisar as redes, as dinâmicas, o ordenamento do espaço, essas coisas todas. Na prática, eles precisam saber olhar pras áreas urbanas e rurais e perceber como o espaço é usado e ocupado, entender os contextos culturais, modos de vida, tudo isso. É como se essas representações ajudassem a galera a enxergar o mundo de uma forma mais organizada.

Aí, olha só, no 7º ano os alunos já têm uma noção básica de cartografia, sabem ler mapas simples e interpretar algumas informações. Então quando chegam no 8º ano, a ideia é que eles deem um passo à frente: em vez de só ler os mapas, eles começam a criar suas próprias representações e a refletir sobre o que cada escolha significa - tipo, por que escolher representar tal coisa de tal maneira. Eles já vêm com um certo conhecimento sobre coordenadas geográficas e escalas, então dá pra trabalhar nessa coisa de representação espacial com mais profundidade.

Agora vou contar umas atividades que faço aqui com minha turma. A primeira, que é bem legal e engaja bastante os meninos, é uma atividade de construção de croquis. Primeiro eu explico pra eles o que é um croqui: basicamente um esboço ou um rascunho de um mapa. Nada muito detalhado ou técnico. A gente usa papel kraft e canetas coloridas, materiais bem simples mesmo que não pesam no bolso da escola ou dos alunos. Eu divido a galera em grupos de quatro ou cinco alunos pra que possam trocar ideias uns com os outros. Dou uns 40 minutos pra eles fazerem isso.

Cada grupo escolhe uma região ou cidade da África ou América pra retratar e tem que pensar nos principais pontos — tipo rios, montanhas, áreas urbanas e rurais. Da última vez que fizemos isso, o grupo do João inventou de representar uma cidadezinha imaginária na África onde todos os prédios eram feitos de pedra. Foi interessante porque eles começaram a discutir como seria viver num lugar assim e quais seriam os desafios diários.

Outra atividade que sempre rende boas conversas é a criação de mapas temáticos. Aqui eu trago uns atlas velhos e revistas antigas pra turma recortar figuras e colar num papelão formando um mapa temático sobre algum aspecto específico da região escolhida — pode ser econômico, cultural ou ambiental. Organizo a turma em duplas pra facilitar o trabalho e permitir que todos se expressem. Essa é mais demorada, leva uma aula inteira de 50 minutos.

Teve uma vez que a dupla da Mariana e do Carlos criou um mapa mostrando a diversidade cultural numa parte específica da América Central. Eles colaram fotos de pessoas vestidas com trajes típicos, imagens de festas locais e até comidas tradicionais. Isso gerou um debate interessante entre eles sobre como a cultura influencia o modo de vida das pessoas.

E aí tem também uma atividade prática bem bacana onde levamos os meninos pro pátio da escola pra fazer uma representação do terreno usando cordas e giz colorido. Eles dividem o espaço em áreas urbanas, rurais e desenham rios e montanhas com o giz no chão. Dura uns 30 minutos e dá pra ver como eles interagem com o espaço físico enquanto discutem entre si como representar melhor cada elemento. E as cordas ajudam eles a perceber questões como limites territoriais e zonas de transição.

Na última vez que fizemos essa dinâmica, o Pedro sugeriu criar uma área de preservação ambiental imaginária dentro do pátio escolar e isso levou toda a turma a discutir sobre sustentabilidade em áreas urbanas versus rurais. Foi muito legal ver como essa atividade simples despertou tantas reflexões.

E assim eu vou tentando alinhar essa habilidade com o dia a dia dos alunos, fazendo eles pensarem fora da caixinha mas sem deixar de se divertir no processo. É legal vê-los se empolgando com as atividades práticas e trazendo reflexões bacanas sobre o espaço geográfico.

Bom gente, qualquer dúvida ou sugestão pode falar! Adoro trocar ideias por aqui!

E aí, pessoal! Continuando a conversa sobre a habilidade EF08GE18, vou contar como eu percebo que os meninos realmente aprenderam, sem precisar aplicar uma prova formal. Isso é algo que a gente, professor, vai pegando com o tempo. Primeiro de tudo, quando tô circulando pela sala e vejo os alunos discutindo entre si sobre o trabalho, já dá pra sacar quem tá entendendo o assunto. Tipo, se o João e a Paula estão ali debatendo se determinada área do mapa que eles fizeram é mais urbana do que rural e eles começam a usar exemplos concretos que trabalhamos em aula, como a ocupação de uma cidade na África em comparação com uma do Brasil, eu já penso: “Ah, esses entenderam!”

Outra coisa que vejo muito é quando um aluno explica para o outro. Teve um dia que a Ana tava meio perdida sobre como interpretar as legendas de um mapa de uso do solo e o Pedro começou a explicar pra ela usando exemplos da nossa cidade. Ele mandou assim: “Olha, Ana, aqui é tipo aquela região nossa da Vila Nova, lembra? Onde tem mais casas do que prédios? Então, no mapa é essa parte aqui.” E quando eles conseguem fazer essa ligação direta com o que conhecem na vida real, é um baita sinal de que captaram a mensagem.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem uns que aparecem direto. Um clássico é confundir os conceitos de áreas urbanas e rurais só pela quantidade de prédios ou casas. O Lucas, por exemplo, sempre achava que só porque tinha menos prédios numa área do mapa, já era rural. Aí eu tenho que lembrar ele de olhar também outros fatores como infraestrutura e atividades econômicas. Isso acontece porque eles estão acostumados a ver cidade como sinônimo de prédios altos e campo como lugar só de plantações. Quando pego esse erro na hora, corro até o grupo e falo: “Lucas, repara aqui também nos outros detalhes do mapa. A cidade não é só feita de prédios altos!”

Outro erro comum é na hora de representar as legendas nos mapas. A Mariana vivia trocando os símbolos e cores nos mapas temáticos. Já era quase certo que ela ia usar verde pra indicar área industrial, sei lá por quê! Aí quando vejo isso acontecendo, paro tudo e falo: “Mariana, vamos pensar juntos. Que cor faria mais sentido pro industrial?” E daí vamos ajustando juntos. Acho que esses erros vêm muito da pressa ou da falta de atenção aos detalhes pequenos.

Agora deixa eu contar pra vocês como é lidar com o Matheus e a Clara na turma. Matheus tem TDAH e Clara tem TEA, então eu preciso adaptar um pouco as coisas pra eles se sentirem confortáveis e conseguirem acompanhar a turma. Com o Matheus, percebi que ele funciona melhor com atividades mais curtas e intervalos frequentes pra ele dar uma levantada da cadeira e se mexer um pouco. Então eu divido as tarefas em partes menores pra ele não ficar sobrecarregado e posso até combinar com ele tipo um “sinal” quando ele tá começando a dispersar muito.

Pra Clara, que tem TEA, faço algumas adaptações visuais nas atividades. Descobri que materiais mais visuais funcionam super bem pra ela. Tipo assim, em vez de só textos explicativos ou mapas cheios de informação jogada, eu crio cartazes com imagens grandes e setas indicando as relações entre as áreas urbanas e rurais. Uma vez fiz um mapa 3D com ela usando massinha pra representar montanhas e rios, ela adorou! Ah, também tento manter uma rotina fixa na sala porque ela se sente mais segura sabendo o que vai acontecer em seguida.

Claro que nem tudo sempre funciona 100%, né? Já teve atividade que pensei ser super legal pras adaptações deles e foi um fiasco. Tipo um jogo online com mapas interativos que travou o computador do Matheus justo na vez dele jogar... Ele ficou frustrado na hora! Mas faz parte aprender com esses imprevistos.

Bom pessoal, acho que deu pra dividir bastante coisa hoje sobre como observo os meninos aprendendo sem precisar daquela prova chata e sobre as adaptações pro Matheus e a Clara darem conta do recado. Espero ter ajudado vocês aí do fórum! Vou nessa por agora mas a gente se fala nos próximos posts!

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