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EF09GE02Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar a atuação das corporações internacionais e das organizações econômicas mundiais na vida da população em relação ao consumo, à cultura e à mobilidade.

O sujeito e seu lugar no mundoCorporações e organismos internacionais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF09GE02 da BNCC, eu vejo como um jeito dos meninos entenderem como essas grandes empresas e organizações do mundo todo influenciam o nosso dia a dia, sabe? Tipo, não é só sobre saber o nome das corporações ou das organizações econômicas, mas perceber como elas afetam o que consumimos, a nossa cultura e até como nos deslocamos de um lugar pra outro. No 8º ano, a galera já tinha uma noção básica de globalização e como o mundo tá interconectado. Aí, com essa habilidade no 9º ano, a ideia é aprofundar mais ainda, tipo fazer o aluno refletir sobre como essas relações globais refletem na vida dele aqui no Brasil.

Por exemplo, quando a gente fala de consumo, é sobre os alunos perceberem que aquele celular novo que eles querem é fruto de um mercado global inteiro. Ou então, pensar em como as músicas que escutam todo dia são influenciadas por uma cultura que vem de fora e acaba se misturando com a nossa. E quando falamos de mobilidade, é olhar pra como as empresas aéreas internacionais ou mesmo companhias de aplicativos de transporte mudaram a forma como as pessoas se deslocam.

Agora vou te contar umas atividades que eu faço com os meninos na sala. Bom, uma coisa que sempre dá certo é dividir a turma em grupos pequenos pra discutir temas específicos. Tem uma atividade que gosto muito de fazer que é a "Rota do Consumo". Pra essa atividade, eu trago embalagens de produtos comuns que os alunos usam no dia a dia. Pode ser embalagem de alimentos importados, eletrônicos ou até roupas. Cada grupo escolhe um produto e pesquisa de onde ele vem, quais empresas estão envolvidas na produção e distribuição e como isso impacta o consumo local. Essa atividade dura umas duas aulas de 50 minutos cada. A galera fica empolgada porque eles acabam descobrindo coisas que nem imaginavam. Na última vez que fizemos, a Ana Clara ficou espantada ao descobrir que aquela marca famosa de chocolate que ela adora tem fábrica em vários países e isso influencia até no preço aqui no Brasil.

Outra atividade bacana é o debate sobre cultura globalizada. Eu passo uns vídeos curtos mostrando influências culturais de diferentes partes do mundo e depois a gente faz um círculo na sala pra discutir o que eles acharam. Dou uns 20 minutos pros vídeos e depois mais uns 30 para discussão. Isso tudo numa aula só. A galera costuma ter opiniões bem fortes sobre isso. Lembro do Lucas todo empolgado argumentando como o K-pop influenciou o jeito dele se vestir e até os interesses dele em aprender coreano. É legal ver como eles realmente se identificam e refletem sobre essas questões.

E por último, tem o "Desafio da Mobilidade". Nessa atividade, cada aluno escolhe uma cidade do mundo para pesquisar como é o sistema de transporte local, quais são as principais empresas operando lá e como isso se compara com o Brasil. Eles têm uma semana pra fazer isso em casa e depois apresentam em sala. As apresentações geralmente ocupam umas duas aulas porque a turma gosta de perguntar e discutir depois de cada apresentação. Na última vez, o João trouxe umas informações super interessantes sobre Tóquio e como as linhas de trem lá são mega eficientes. Isso abriu espaço pra gente discutir porque esse modelo não funciona tão bem em cidades daqui.

O mais legal disso tudo é ver a evolução dos alunos ao longo do processo. No início, muitos deles acham esses temas meio distantes da realidade deles. Mas à medida que vamos avançando nas atividades, eles começam a fazer conexões entre o que estamos estudando e as próprias vidas. No fim das contas, acho que quando eles conseguem ver esse impacto direto, a aprendizagem acontece de verdade.

Bom, espero ter ajudado vocês a entenderem um pouco mais de como trabalho essa habilidade por aqui. Se tiverem outras ideias ou quiserem compartilhar experiências também, adoraria ouvir!

Olha, saber se o aluno realmente aprendeu sem aplicar uma prova formal é um desafio, mas um desafio bom. Isso porque dá pra perceber de várias formas no dia a dia da sala. Tipo, quando estou circulando entre as mesas e ouço eles conversando, já dá pra sentir se a ideia pegou ou não. Se o João vira pro Pedro e fala algo tipo "Cara, você viu como aquela empresa tá mudando nossa vida com esse novo app? É bem aquilo que o professor falou", aí eu sei que ele tá começando a sacar a coisa.

E tem aqueles momentos que são quase mágicos, sabe? Tipo quando a Maria explica com toda confiança pro amigo como as corporações influenciam o consumo de água e energia. Dá pra ver que ela entendeu o conceito, porque ela nem gagueja, fala com propriedade. E isso é bem mais valioso do que uma nota de prova. Ver que eles conseguem aplicar o conteúdo no dia a dia e nas conversas entre eles é um baita sinal de aprendizado.

Mas olha, tem uns erros que os meninos cometem direto nesse conteúdo. Tipo o Lucas, que sempre confunde globalização com imperialismo. Toda vez ele acha que é a mesma coisa. E eu entendo, porque as palavras parecem pesadas e podem confundir mesmo. Muitas vezes os materiais didáticos não ajudam muito nesse ponto, então quando pego esse erro na hora, paro e faço uma analogia com coisas do dia a dia deles. Falo algo como "Lucas, pensa na globalização como a internet: ela conecta todo mundo, mas cada um ainda tem sua própria rede social com suas regras, já o imperialismo é como se alguém fizesse todo mundo usar só uma rede social".

Outro erro comum é subestimar o papel das pequenas empresas locais dentro desse cenário maior. A Bianca uma vez disse que achava que só as multinacionais tinham poder de influenciar nossa vida. Aí eu trouxe a questão das feiras livres daqui de Goiânia e como elas resistem e se adaptam mesmo num mundo globalizado. A prática de trazer exemplos locais ajuda muito eles a verem a complexidade do assunto.

Agora, sobre lidar com alunos que têm necessidades especiais tipo o Matheus e a Clara é um aprendizado constante pra mim. O Matheus tem TDAH e ele precisa de atividades bem dinâmicas e variadas pra manter o foco. Uma vez tentei usar só videoaula no computador achando que isso ia segurar a atenção dele, mas não rolou tanto. O que funciona mesmo é alternar entre momentos de explicação curta e atividades práticas onde ele possa se movimentar ou participar de debates rápidos. Uma vez fizemos uma atividade onde ele tinha que criar um pequeno vídeo explicativo sobre as grandes corporações na nossa cidade e isso prendeu bastante o interesse dele.

A Clara, por sua vez, tem TEA e precisa de um ambiente mais previsível e calmo. Com ela, eu sempre faço questão de mandar as atividades organizadas por tópicos bem claros, as informações numa sequência lógica pra ela conseguir acompanhar no tempo dela. O uso de imagens auxilia bastante também. Uma vez imprimi rostos expressivos das personalidades influentes nas organizações econômicas internacionais pra ajudar na compreensão do impacto cultural delas.

E claro, dou tempo extra e espaço pra ela responder da forma que se sentir confortável. Uma coisa interessante aconteceu uma vez quando ela participou de uma roda de conversa sobre as influências das corporações no nosso consumo diário. Ao invés de falar, ela preferiu escrever num papel as ideias dela e ler depois. Funcionou super bem!

Bom, acho que é isso! Compartilhar esses casos sempre me faz refletir também sobre como podemos melhorar nosso jeito de ensinar. Sempre tem algo novo pra aprender na prática de sala de aula, né? Espero que essas experiências ajudem outros professores aí no fórum também.

Abraços a todos vocês e vamos trocando ideia!

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