Voltar para Geografia Ano
EF09GE04Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Relacionar diferenças de paisagens aos modos de viver de diferentes povos na Europa, Ásia e Oceania, valorizando identidades e interculturalidades regionais.

O sujeito e seu lugar no mundoAs manifestações culturais na formação populacional
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09GE04 da BNCC no 9º ano é uma parada muito legal de trabalhar porque envolve conectar o que os alunos já sabem sobre diversidade cultural com a geografia das regiões fora do Brasil. Basicamente, o objetivo é fazer os meninos entenderem como as diferenças nas paisagens ao redor do mundo estão ligadas às formas como as pessoas vivem. É sobre perceber que o jeito de viver na Europa, na Ásia ou na Oceania tem tudo a ver com o clima, o relevo e os recursos naturais desses lugares. Isso está muito ligado ao que eles aprenderam no ano passado sobre as diferentes regiões do Brasil e como as paisagens daqui também influenciam nosso modo de vida. Então, eu costumo dizer pra galera: "Sabe quando a gente fala que o pessoal do Norte come muita mandioca e peixe? É porque lá tem muitos rios e floresta, certo?" Aí eles já começam a sacar que essas coisas não são só daqui.

Agora, como eu ponho isso em prática na minha sala, vou compartilhar três atividades que funcionam muito bem. A primeira é uma pesquisa em grupo sobre um país ou região específica. Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos e dou a cada grupo um país ou região pra pesquisar. Dou um tempinho na sala de informática, geralmente duas aulas de 50 minutos, pra eles buscarem informações sobre a paisagem e como ela influencia o modo de vida local. Eles precisam entender coisas como: se lá faz muito frio, como isso afeta a alimentação? Se tem muitas montanhas, como o pessoal se locomove? E por aí vai. Normalmente, eu vejo muita empolgação porque eles descobrem coisas curiosas. Na última vez, o grupo da Mariana descobriu que na Islândia a galera usa água quente natural pra aquecer as casas no inverno e eles ficaram pirados com isso.

A segunda atividade é um jogo de cartas que eu mesmo criei. Fiz umas cartas com imagens de paisagens (tipo montanhas, desertos, florestas) e outras com modos de vida (tipo pesca, pastoreio, agricultura). Eles têm que combinar as cartas e explicar por que aquele modo de vida é ideal pra aquela paisagem. Por exemplo, se um aluno puxa uma carta de deserto e pesca, ele precisa explicar por que isso não combina ou se combina em algum lugar específico. Aí rola muita discussão e colaboração entre eles. Gasto uns 30 minutos com isso no final da aula, sempre dá certo. Da última vez, o João e a Letícia entraram num debate caloroso sobre como seria possível pescar no deserto se tivesse um oásis. Foi ótimo ver eles pensando fora da caixinha.

E pra fechar com chave de ouro, faço uma apresentação cultural onde cada grupo escolhe uma manifestação cultural típica da região que pesquisou e apresenta pra turma. Pode ser uma dança, uma receita culinária ou mesmo vestir roupas típicas. O material é simples: cartolinas pras pesquisas que eles colam na parede pra apresentação visual e claro, muito improviso na hora da encenação. Essa atividade leva mais tempo, tipo umas duas aulas completas contando o tempo de preparo e apresentação. É incrível ver a criatividade deles. Teve uma vez que o Guilherme decidiu fazer um pudim porque pesquisou sobre Portugal e associou à cultura lusitana! Claro que o pudim foi devorado pela turma depois da apresentação.

Essas atividades são bem simples mas são eficazes pra ajudar a turma a realmente entender essa habilidade EF09GE04. Eu sempre fico impressionado com as associações criativas que eles fazem entre a paisagem e os modos de vida durante as discussões em aula. Fica claro que quando a gente traz esses conceitos abstratos pro dia a dia dos alunos, mostrando exemplos concretos e deixando eles explorarem essas ideias por conta própria, o aprendizado acontece de uma forma mais significativa. E sabe o que é melhor? Eles começam a olhar para o mundo ao redor com outros olhos, percebendo essas conexões também no nosso próprio país.

Bom, espero que essas dicas ajudem vocês aí nas suas salas também! Se tiverem outras ideias ou quiserem compartilhar experiências, manda aqui no fórum. Sempre bom trocar figurinhas com vocês!

Então, gente, pra perceber se os meninos realmente entenderam a EF09GE04 sem aplicar prova, é mais questão de ficar esperto no dia a dia. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala enquanto eles fazem atividades, dá pra sacar quem pegou a ideia. Às vezes, ouvindo as conversas entre eles, você consegue perceber se internalizaram o conteúdo. Um exemplo legal foi um dia que passei perto da mesa do João e da Maria durante uma atividade em grupo. Eles estavam discutindo sobre como em alguns lugares da Ásia o pessoal adaptou a agricultura aos terraços por causa do relevo e como isso muda a paisagem rural. Aí na hora pensei: "Ah, esses dois entenderam direitinho!"

Outra situação bacana de observar é quando um aluno explica pro outro. Lembro do Rodrigo ajudando o Lucas. O Lucas tava meio perdido sobre por que as cidades costeiras na Europa têm tanto valor histórico e o Rodrigo explicou que isso tem a ver com o acesso ao mar e as rotas de comércio antigas. Quando o Lucas respondeu com um “Ahhhh, faz sentido!”, foi tipo um momento “eureca” pra ele e pra mim.

Agora, falando dos erros mais comuns... Olha, eu vejo muito aluno confundindo a ideia de clima com tempo. A Ana, por exemplo, comentou outro dia que "na Europa faz frio porque lá tá sempre chovendo". Aí precisei explicar que tempo é algo temporário e clima é uma tendência mais prolongada. Outra confusão comum é sobre recursos naturais. O Pedro achava que ouro era encontrado em qualquer lugar da África apenas porque era um recurso famoso lá. Na hora, usei um mapinha simples pra mostrar como os recursos naturais são distribuídos de forma desigual no mundo.

Esses erros acontecem porque às vezes eles pegam uma informação meio solta e generalizam sem ver o contexto maior. Quando pego um erro assim na hora, procuro fazer perguntas que levem o aluno a pensar mais profundamente antes de dar a resposta certa. Pergunto: “Mas por que você acha isso?” ou “Como você chegou a essa conclusão?”. Isso faz eles refletirem e ajustarem o raciocínio.

Agora, sobre lidar com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA... Com o Matheus, eu preciso modificar as atividades pra serem mais curtas e diretas. Se é um trabalho em grupo, procuro deixar ele em grupos menores ou com alunos que conseguem ajudá-lo a manter o foco. Uso bastante material visual porque ele responde bem a isso. Uma vez, fizemos uma atividade com mapas interativos online que ele adorou.

Pra Clara, que tem TEA, adapto as instruções das atividades pra serem bem claras e passo-a-passo. Ela gosta muito de rotinas, então avisá-la com antecedência sobre qualquer mudança na aula ajuda bastante. Também deixo ela usar fones de ouvido quando precisa diminuir estímulos externos. Uma vez tentei uma atividade de dramatização sobre imigrações e não funcionou bem pra ela, então agora busco outras formas de representação visual que criem menos ansiedade.

Olha, é um desafio diário adaptar tudo pras necessidades individuais, mas acho que com paciência e observação dá pra fazer todo mundo avançar junto na aprendizagem. No fim das contas, esses ajustes melhoram a aula pra todos. Bom, é isso aí, pessoal! Vamos trocando experiências por aqui porque sempre tem algo novo pra aprender com essas turmas cheias de energia. Até a próxima!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF09GE04 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.