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EF03HI01História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar os grupos populacionais que formam a cidade, o município e a região, as relações estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc.

As pessoas e os grupos que compõem a cidade e o municípioO “Eu”, o “Outro” e os diferentes grupos sociais e étnicos que compõem a cidade e os municípios: os desafios sociais, culturais e ambientais do lugar onde vive
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, esse negócio de identificar grupos populacionais e as relações e eventos que formam a cidade pode parecer meio complicado à primeira vista, ainda mais pros meninos do 3º ano. Mas quando a gente quebra isso em pedaços menores e mais próximos da realidade deles, fica tudo mais claro. Na prática, essa habilidade é sobre os alunos entenderem quem são as pessoas que vivem na cidade deles, no município, e como todas essas pessoas se relacionam e influenciam o lugar onde moram. Eles precisam conseguir olhar pro bairro ou comunidade deles e reconhecer, por exemplo, que tem gente que veio de outros lugares, que algumas famílias estão lá há gerações, que tem mudanças acontecendo por causa de novas empresas chegando ou áreas sendo desmatadas.

Então, se os meninos do ano passado aprenderam sobre como é viver em diferentes lugares (tipo campo e cidade), agora é hora de eles ampliarem isso e começarem a reconhecer as interações entre esses grupos e eventos que mudam a cara da cidade. É ver como os migrantes, as empresas, o crescimento urbano todo estão conectados e afetando a vida deles. É um jeito de eles começarem a entender o que faz o lugar onde vivem ser o que é hoje.

Bom, vou contar como eu faço isso lá na minha turma. Primeira atividade: mapa das origens. Eu explico pra eles que cada um de nós veio de algum lugar ou tem família que veio de outro canto do Brasil ou até de fora. Aí a gente faz um mapa na parede da sala usando cartolina. Cada aluno recebe uma ficha e pergunta em casa de onde a família veio. No dia seguinte, eles colocam alfinetes no mapa marcando esses lugares e escrevem o nome da cidade num post-it. Demora uma aula inteira pra montar tudo e às vezes um pouquinho da outra pra todo mundo colocar suas informações. É legal porque eles ficam super empolgados pra descobrir se tem alguém com família do mesmo lugar. A última vez que fizemos isso, o Pedro descobriu que ele e a Ana têm avós do mesmo interior na Bahia, isso gerou uma amizade instantânea entre os dois!

Outra coisa que gosto de fazer é uma entrevista com moradores antigos do bairro. Isso é um projeto maior, leva algumas semanas. Primeiro preparamos perguntas na sala sobre como era a vida no bairro antigamente, quem eram os primeiros moradores, o que mudou com o tempo - coisas simples e diretas pras crianças conseguirem perguntar sem dificuldade. Depois, organizo em duplas ou trios pra irem em casa entrevistar alguém mais velho da família ou vizinhos. Eles gravam no celular (com supervisão dos pais) ou anotam num caderninho. Quando voltam, cada grupo compartilha suas descobertas com a turma. A última vez saiu cada história engraçada! O João descobriu que onde hoje tem uma pizzaria famosa era uma fazenda antigamente! Eles ficam impressionados em perceber como o tempo transforma as coisas.

A última atividade é um debate sobre os desafios atuais do bairro ou da cidade. Isso é legal porque além de aprenderem sobre o passado, ajuda a pensar no presente e futuro deles também. Divido a turma em pequenos grupos e cada grupo recebe uma "questão", tipo desmatamento, chegada de novas empresas ou transporte público precário. Eles têm um tempo pra discutir entre eles (uns 15 minutos) e depois apresentamos pro resto da turma as ideias que tiveram sobre como resolver ou lidar com esses problemas. Da última vez que fizemos isso, a Mariana sugeriu plantar árvores na praça perto da escola pra melhorar o ar e sombra - olha que ideia boa dela! As crianças costumam se envolver bastante porque falamos de coisas que afetam diretamente o dia a dia delas.

Enfim, é assim que vou trabalhando essa habilidade com a galera. Eles acabam entendendo melhor não só de onde vêm e quem são as pessoas ao redor deles, mas também como tudo isso se conecta com o presente e até com o futuro do lugar onde vivem. E o melhor: aprendem se divertindo, criando laços uns com os outros e com a própria cidade! É sempre bom ver quando eles começam a perceber essas conexões e começam a pensar mais sobre o mundo ao redor deles. Bom, espero ter ajudado aí quem está começando nessa aventura de ensinar história pros pequenos!

E olha, uma das coisas mais legais de perceber se o aluno aprendeu, sem apelar praquelas provas formais, é simplesmente estar atento na sala de aula. Eu sempre fico de olho quando a galera tá conversando entre eles. Às vezes, tô lá circulando pela sala e escuto um deles dizendo pro colega "Mas você lembra que a Dona Maria contou que chegou aqui antes do bairro ter asfalto?". Aí eu penso: "Ah, esse entendeu o lance das origens das pessoas na comunidade". Ou quando outro aluno chama a atenção numa atividade e fala "Ah, é igual quando o Seu José plantava naquelas terras bem ali onde tem o shopping agora". Esse tipo de comentário mostra que eles tão ligando as histórias que ouvimos das pessoas mais velhas com o desenvolvimento do lugar onde vivem.

Teve uma vez que a Ana, super tímida, tava explicando pro Pedro sobre como a feira do bairro era diferente antigamente. Ela conta que "era menor, mas a gente conhecia todo mundo, era tipo uma família", e isso me deixou com um sorriso de orelha a orelha. Quando eles conseguem conectar essas histórias pessoais com o que a gente aprende em aula, é sinal de que tão captando a essência da coisa.

Agora, erros comuns, isso sempre rola, né? Por exemplo, o Joãozinho, tadinho, às vezes confunde o tempo das coisas. Ele diz que "o shopping chegou antes da primeira escola do bairro" porque ouviu alguém falando isso e não questionou. Essas confusões acontecem porque os meninos ainda tão pegando as noções de tempo e sequência dos eventos. E olha, quando percebo esses erros na hora, eu paro tudo e uso aquele erro como um gancho. Pergunto pra sala se eles concordam ou se alguém lembra de uma história diferente. Aí a gente investiga juntos. Isso ajuda a desfazer a confusão e trabalhar o senso crítico da galera.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, cada dia é um aprendizado, viu? Com o Matheus, eu percebo que ele se envolve melhor quando tem atividades mais dinâmicas. Por exemplo, em vez de só falar sobre os grupos populacionais do bairro, eu organizo uma "caça ao tesouro" com pistas espalhadas pela sala ou mesmo no pátio. Ele adora isso! A gente coloca pistas sobre as diferentes épocas e origens das pessoas que moram na nossa comunidade. É incrível como ele se concentra e participa ativamente.

Já a Clara com TEA precisa de uma abordagem mais visual. Eu uso muitos mapas coloridos e fotos antigas pra ela conseguir visualizar melhor as mudanças no bairro. Tipo assim, montamos murais com fotos da comunidade antigamente e agora, e ela adora ficar olhando essas imagens enquanto conversamos sobre as transformações. Outra coisa que funciona bem é dar mais tempo pra ela processar as informações. Quando eu explico algo novo, dou uns minutinhos pra ela refletir antes de pedir pra ela compartilhar suas ideias.

Claro que às vezes rola um tombo nas estratégias. Já tentei usar jogos digitais achando que ia ajudar o Matheus, mas ele acabou se distraindo com outras funções do tablet. E com a Clara, já percebi que ambientes muito barulhentos ou atividades em grupo podem deixá-la ansiosa demais. Aí ajustei as atividades pra serem mais individualizadas pra ela.

Bom, cada dia é um aprendizado e nenhuma turma é igual à outra. O importante é estar sempre aberto pra ouvir os alunos e ajustar nossas estratégias conforme eles precisam. Espero que essas histórias possam ajudar vocês aí também! Grande abraço!

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