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EF03HI02História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Selecionar, por meio da consulta de fontes de diferentes naturezas, e registrar acontecimentos ocorridos ao longo do tempo na cidade ou região em que vive.

As pessoas e os grupos que compõem a cidade e o municípioO “Eu”, o “Outro” e os diferentes grupos sociais e étnicos que compõem a cidade e os municípios: os desafios sociais, culturais e ambientais do lugar onde vive
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF03HI02 da BNCC com a turma do 3º Ano é bem interessante porque a gente consegue conectar o que eles já sabem com algo mais concreto. Essa habilidade é basicamente fazer os meninos entenderem que a história da cidade ou região deles não é só um monte de datas e fatos chatos, mas sim histórias de verdade que estão presentes no dia a dia deles. Eles têm que ser capazes de procurar informações em diferentes lugares, tipo livros, internet, conversas com pessoas mais velhas, e aí registrar isso de uma forma que faça sentido, seja numa redação, num desenho ou até numa apresentação oral.

Na prática, o que eles precisam conseguir fazer é encontrar informações sobre acontecimentos importantes da cidade ou região onde vivem e saber transformar essa informação em algo que eles consigam contar pros outros. Eles precisam saber quem são os grupos sociais e étnicos que fazem parte dessa história toda e como isso impacta na vida deles hoje. Antes de chegar nesse ponto, no 2º Ano, eles já tiveram algum contato com a ideia de identidade e comunidade mais restrita, tipo o bairro deles ou a escola. Agora é expandir esse olhar.

Bom, vou te contar como isso funciona na minha sala. A primeira atividade que eu sempre faço é levar a turma pra uma roda de conversa na biblioteca da escola. Lá a gente usa livros simples sobre a história da cidade de Goiânia, que geralmente têm muitas imagens e textos curtos. Eu também levo recortes de jornais antigos que falam sobre eventos marcantes daqui. A turma fica em grupos pequenos, de 4 ou 5 alunos, pra todo mundo poder ver os materiais direitinho. Essa atividade costuma levar uns dois períodos de aula, porque eu dou bastante tempo pra eles olharem tudo com calma e conversarem entre si.

Na última vez que fizemos isso, o Gustavo ficou super empolgado quando encontrou uma foto antiga da construção da nossa praça preferida aqui do bairro. Ele não parava de comentar como era diferente na época dos avós dele e até levou o recorte pra casa pra mostrar pra família. É bacana ver como esses momentos geram discussões entre os alunos e ligam o passado com o presente.

A segunda atividade é uma pesquisa de campo bem simples: visitar um lugar histórico aqui da cidade. Normalmente escolhemos algum lugar que esteja relacionado com algo que vimos na biblioteca. Isso pode ser feito numa manhã ou tarde, dependendo do lugar escolhido. A escola geralmente ajuda no transporte e eu peço para as crianças anotarem tudo o que acharem interessante lá. A ideia é que eles façam perguntas aos guias ou responsáveis pelo local sobre como era aquele lugar em diferentes épocas.

Na última visita que fizemos ao Museu Pedro Ludovico, a Ana ficou encantada com as coisas antigas nas exposições e fez um monte de perguntas sobre como as pessoas se vestiam naquela época. O João, por outro lado, estava mais curioso sobre como era viver sem internet e televisão. Essas visitas sempre geram um burburinho legal entre eles.

Por fim, depois dessas etapas de pesquisa e visitação, a terceira atividade é um projeto final onde cada grupo escolhe um dos acontecimentos que descobriram pra fazer uma apresentação pros colegas. Pode ser uma peça curta, um cartaz explicativo ou até mesmo um vídeo simples feito com celulares (com supervisão, claro). Eles têm uma semana pra preparar isso durante as aulas e depois apresentam pra turma.

Na última vez que fizemos esse projeto final, o grupo da Lara resolveu dramatizar uma cena do tempo em que Goiânia ainda estava sendo construída. Eles usaram lençóis velhos como roupas de época e cartolina pra imitar ferramentas antigas. O Pedro até arriscou uma fala mais formal imitando como ele achava que as pessoas falavam antigamente. Foi uma risada só! E ao mesmo tempo uma baita lição sobre expressividade e pesquisa histórica.

As reações das crianças são sempre muito positivas porque elas não só aprendem sobre história mas também se divertem no processo. E é incrível ver como elas se apropriam desses conhecimentos e realmente começam a entender sua própria identidade dentro desse contexto histórico maior.

E é isso aí! Trabalhar essa habilidade é um desafio mas também uma delícia porque dá pra ver a galera desenvolvendo um olhar crítico sobre o lugar onde vivem enquanto se conectam com suas raízes de um jeito muito mais significativo do que só lendo livro didático.

Espero que esse relato tenha te dado algumas ideias legais pra aplicar por aí também!

Aí, sabe quando você tá ali circulando pela sala e vê que um aluno realmente pegou a ideia? É um momento que vale ouro. Tipo, esses dias mesmo, tava ali durante uma atividade de roda de conversa sobre histórias do bairro, e vi a Sofia explicando pro Arthur como a praça central mudou ao longo dos anos por causa das reformas e as festas que acontecem lá. Ela tava usando exemplos que a avó contou e ligando isso com umas fotos antigas. Na hora pensei: "Ufa, essa entendeu!". É sempre nessas trocas que você saca se a criança internalizou o conceito.

Outro dia, escutei o Pedro comentando com o Lucas que antes não tinha shopping no nosso bairro e que tudo começou com uma pequena lojinha que o pai conhecia. Ele tava ligando relatos orais com o que leu num livrinho da biblioteca. Tipo assim, esses momentos são ouro! Não é só sobre datas ou eventos grandes, mas sim sobre como perceber as mudanças e continuidades ao redor deles.

Agora, falando dos erros mais comuns... rapaz, tem uns clássicos. A Luana, por exemplo, sempre confunde a ordem cronológica. Ela tava contando pra turma que a escola foi construída antes do mercado central, mas na verdade foi o contrário. Isso acontece porque às vezes eles pegam pedaços de informações de diferentes fontes e não conseguem organizar na linha do tempo direito. Nessas horas, eu sempre paro e peço pra eles organizarem as informações em sequência com um desenho ou linha do tempo. Ajuda bem!

Outra coisa comum é a galera esquecer de relacionar as mudanças históricas com suas causas e consequências. O João falou pra turma que o bairro cresceu porque "do nada" apareceu um monte de casa nova. Aí já entro perguntando: "Tá, mas por que essas casas surgiram? Foi por quê?" Daí ele lembra de falar sobre a chegada da fábrica na região e como isso atraiu mais trabalhadores.

E olha, com o Matheus, que tem TDAH, eu sempre faço umas adaptações. O negócio é não deixar ele se perder no meio de tanta informação. Então uso bastante material visual tipo mapas e imagens antigas do bairro pra ajudar a fixar atenção. Também faço questão de dividir as atividades em partes menores e dou pausas frequentes pra ele poder dar uma volta rápida ou tomar água. Isso ajuda demais pra ele conseguir processar tudo sem se sentir sobrecarregado.

Agora com a Clara, que tem TEA, eu me esforço pra criar uma rotina previsível durante as atividades. Começo com instruções bem claras e simples e uso sinais visuais pra indicar mudanças na atividade. A gente também usa muito material sensorial – ela adora aquelas lousinhas mágicas onde pode desenhar as ideias dela antes de passar pro papel definitivo. Uma coisa que funcionou bem foi criar uma espécie de quadro de "antes e depois" com imagens pra ela visualizar melhor as transformações históricas do bairro.

Claro que nem tudo sai perfeito. Teve uma vez que tentei usar um aplicativo no tablet pra mostrar uma linha do tempo interativa e foi um desastre: trava daqui, trava dali, os meninos mais distraídos perderam o foco completamente. Aprendi rápido que menos é mais quando o assunto é tecnologia descomplicada em sala.

Bom, gente, é isso aí! Cada turma tem suas particularidades e desafios, mas ver os meninos entendendo um pouco mais de onde vêm e como isso os conecta ao mundo é sensacional. A gente vai fazendo os ajustes no caminho e aprendendo junto com eles.

Qualquer coisa tô por aqui pra trocar ideia ou ouvir dicas também! Abraço pro cês!

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