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EF07HI05História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e relacionar as vinculações entre as reformas religiosas e os processos culturais e sociais do período moderno na Europa e na América.

Humanismos, Renascimentos e o Novo MundoReformas religiosas: a cristandade fragmentada
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF07HI05 da BNCC, que fala sobre identificar e relacionar as reformas religiosas com processos culturais e sociais no período moderno, é um baita desafio, mas dá pra fazer de um jeito interessante, viu? Na prática, o que a gente quer é que os meninos consigam olhar pras reformas, tipo a Reforma Protestante, e perceber como isso mudou a sociedade e a cultura na época. Não é só falar que o Lutero pregou as 95 teses e pronto. A turma precisa entender que essas mudanças religiosas influenciaram na política, nas artes, na economia... Enfim, em tudo!

Ano passado, por exemplo, quando estavam no 6º ano, eles aprenderam sobre a Idade Média, feudalismo e aquele rolo todo de igreja no poder. Então agora no 7º ano, a gente tem que mostrar pra eles como esse poder da igreja começou a ser questionado e como isso impactou tudo ao redor. É meio que abrir o olho deles pra ver que as coisas não mudavam só na religião, mas a vida das pessoas comuns também era afetada.

Agora vou te contar algumas atividades que faço daqui da minha sala pra trabalhar essa habilidade. A primeira coisa que gosto de fazer é uma espécie de teatro ou dramatização. É moleza e os materiais são simples: dá pra usar roupa velha ou qualquer coisa que os alunos trouxerem de casa. A ideia é cada grupinho ficar responsável por encenar uma parte dessa história das reformas. Um grupo faz um diálogo entre Lutero e a igreja, outro pode mostrar uma família comum da época discutindo as mudanças... Coisas assim. Organizo a sala em grupos de 4 ou 5 alunos e dou uns 40 minutos pra prepararem tudo e depois mais uns 20 minutos pra apresentações. Da última vez, o Pedro fez um papel de Lutero tão engraçado que até quem não tava participando prestou atenção rindo. Foi ótimo porque mesmo quem estava com vergonha acabou se soltando.

Outra atividade que faço é uma espécie de debate. Para isso, uso só o quadro e alguns textos impressos sobre as reformas religiosas e suas consequências sociais. Divido a turma em duas equipes e cada lado defende um ponto de vista: um defende o lado conservador da Igreja Católica na época e o outro defende o ponto de vista dos reformadores protestantes. O legal é ver como eles se empolgam com os argumentos! A Raquel teve uma sacada genial falando sobre as mudanças econômicas causadas pelas reformas religiosas e eu fiquei muito orgulhoso porque foi espontâneo. Essa atividade costuma durar uma aula inteira porque sempre rola muita discussão.

Finalmente, curto fazer um trabalho mais mão na massa que envolve pesquisa e criatividade. Peço pros alunos criarem uma linha do tempo das reformas religiosas até o século XVII. Dou umas folhas grandes de papel pardo, canetinhas coloridas e textos impressos com informações variadas sobre o tema. Eles pesquisam, recortam imagens de revistas velhas ou imprimem coisas em casa mesmo pra montar isso juntos na folha pardo. Organizamos a turma em duplas ou trios e deixo cerca de três aulas pra completarem tudo, porque precisa de tempo mesmo. Na última vez que fizemos essa atividade, o Lucas e a Ana me impressionaram criando conexões entre eventos históricos que eu nem pedi! Eles conseguiram relacionar a invenção da prensa de Gutemberg com a disseminação rápida das ideias reformistas. Foi show!

Então assim, trabalhando dessa forma mais dinâmica e com atividades variadas, eu sinto que os meninos realmente começam a perceber essas relações complexas entre religião, sociedade e cultura no período moderno. Não digo que é fácil — às vezes os debates ficam acalorados demais ou eles se perdem na linha do tempo — mas é gratificante ver quando eles fazem aquelas conexões legais sozinhos. E isso tudo só reforça como é importante misturar teoria com prática na educação.

É assim que vou levando as aulas sobre esse tema aqui em Goiânia! Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar experiências também, tamo junto na missão!

ndo comecei a perceber que tava dando certo foi na hora em que eu circulava pela sala e ouvia as conversas entre eles. Quando um aluno tá explicando pro outro é um sinal claro de que ele captou a ideia. Uma vez, durante uma atividade em grupos, escutei a Júlia falando pro Pedro: "Olha, pensa assim, se não fosse a Reforma lá do Lutero, talvez a gente ainda estivesse pagando aquelas indulgências doidas hoje em dia. Isso mudou tudo, né?". Aí eu pensei: "Essa pegou o espírito da coisa".

Outro dia, enquanto eles faziam uma atividade de debate, o Lucas sacou que as reformas não foram só umas briguinhas religiosas. Ele disse: "Galera, imagina só como isso mexeu nas artes! O pessoal começou a pintar e escrever de outro jeito, com outras ideias!". Na hora eu dei um sorriso e fiquei só de butuca nas conversas deles.

Mas claro que nem tudo são flores. Os erros são comuns e frequentes. Um erro que rola bastante é quando eles acham que a Reforma Protestante foi uma coisa isolada, tipo um evento único e pronto. A Ana outro dia disse: "Professor, então foi só o Lutero lá e acabou?". Aí eu tive que voltar e explicar que não, que isso foi só o começo de um movimento maior e mais complexo. Muita gente tem essa visão simplificada porque a história é contada assim às vezes nos livros, né?

Tem também o pessoal que confunde as reformas, tipo o Matheus que acha que a Reforma Protestante e a Reforma Católica são a mesma coisa. Ele disse: "Professor, mas a Reforma não foi só uma coisa geral? Todo mundo se reformou?". Então eu paro e dou exemplos bem práticos, tipo: "Olha, é como se você tivesse dois times jogando um contra o outro. Um time queria mudar radicalmente (reforma protestante) e o outro queria ajustar algumas regras pra continuar jogando (reforma católica)."

Agora falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA... Bom, com o Matheus eu preciso ser bem direto e prático. Já percebi que ele se perde fácil nas explicações mais longas, então procuro quebrar as atividades em partes menores. Por exemplo, ao invés de pedir pra ele ler um texto grande sobre as reformas, dou pequenos parágrafos e peço pra ele fazer anotações curtas sobre cada parte. Esse tipo de coisa ajuda demais ele a manter o foco.

Com a Clara, a questão é mais sobre rotina e previsibilidade. Eu sempre aviso ela antes de qualquer mudança de atividade. Quando vamos fazer um debate ou uma atividade diferente, já deixo ela ciente do que vai acontecer. Além disso, eu uso muitos materiais visuais com ela. Mapas, imagens da arte renascentista... Isso ajuda a Clara a conectar as informações de maneira mais concreta.

Uma coisa que não funcionou com o Matheus foi tentar fazer ele copiar muita coisa da lousa. Ele se perdia totalmente. Em vez de copiar, ele trabalha melhor quando dou folhas impressas com os pontos principais. Já com a Clara, percebo que atividades com muita interação social podem deixar ela desconfortável. Então adapto isso criando duplas ao invés de grupos grandes ou até atividades individuais quando vejo que ela prefere assim.

Bom, acho que é isso por hoje! É sempre um desafio adaptar as aulas pra todo mundo entender direitinho. Cada aluno tem seu jeitinho e suas necessidades, né? Mas quando vejo eles entendendo e explicando uns pros outros dá uma baita satisfação. Se alguém tiver mais dicas ou quiser trocar ideia sobre isso, tô por aqui! Até mais!

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