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EF07HI17História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir as razões da passagem do mercantilismo para o capitalismo.

Lógicas comerciais e mercantis da modernidadeA emergência do capitalismo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF07HI17 da BNCC, estamos falando de entender como e por que o mundo foi mudando lá do mercantilismo pro capitalismo. Parece complicado, né? Mas é algo que dá pra fazer de um jeito bem prático e pé no chão com os meninos do 7º ano. Basicamente, o aluno precisa conseguir perceber como as trocas comerciais mudaram ao longo do tempo e quais foram os impactos disso na sociedade. Eles vêm do 6º ano já sabendo um pouco sobre grandes navegações e a tal das especiarias, então dá pra puxar esse fio e continuar a história.

Pra entender essa mudança do mercantilismo pro capitalismo, eu explico pros alunos que vamos falar dos motivos por trás dessas mudanças econômicas. Tipo assim: por que os reis e os países decidiram que não dava mais pra ser tudo controlado só por eles? Por que começaram a aparecer mais empresas privadas? O aluno precisa conseguir discutir essas coisas com exemplos concretos, entender que antes era tudo mais fechado com as colônias, metrópoles sugando tudo, e depois foi abrindo mais espaço pro comércio livre.

Uma atividade que eu faço pra trabalhar isso é o jogo de simulação de comércio. É bem legal e os meninos adoram. Eu uso materiais simples: papéis coloridos, moedas de brinquedo e algumas fichas com produtos (como ouro, especiarias, tecidos). Divido a turma em grupos pequenos de 4 ou 5 alunos. Cada grupo representa um país europeu do século XVI e recebe uma "riqueza" inicial, que são essas moedas de brinquedo. Aí eles têm que negociar entre si pra conseguir o máximo de riqueza possível até o final da aula. Essa atividade leva uma aula inteira, tipo uns 50 minutos.

Na última vez que fiz essa atividade, o Pedro ficou responsável pelo grupo da Espanha e tava todo empolgado tentando monopolizar as especiarias. Ele acabou aprendendo na prática sobre a dinâmica do monopólio e como isso influenciava a economia daquela época. Já a Ana, representando Portugal, tentou diversificar seus produtos, mas percebeu que não era tão vantajoso quanto ela pensou. No final da aula, todo mundo tava discutindo animadamente sobre quem fez as melhores negociações e por quê.

Outra atividade bacana é assistir um documentário curtinho sobre a Revolução Industrial e depois debater. Tem um documentário de uns 20 minutos no YouTube que eu sempre uso, é bem didático e direto. Primeiro eu mostro o vídeo pra turma toda na sala mesmo com o projetor. Depois divido eles em duplas pra discutirem o que assistiram. A ideia é eles pensarem como a Revolução Industrial tá ligada à transição pro capitalismo.

Na última vez que fizemos isso, o João comentou como achava incrível o surgimento das fábricas e como isso mudou tudo na vida das pessoas. A Maria trouxe um ponto interessante sobre as condições de trabalho naquela época e como isso ainda reflete hoje nas discussões sobre direitos trabalhistas. Eles acabam se envolvendo bastante nessas discussões porque trazem pro presente algo que começou lá atrás.

A terceira atividade é uma pesquisa em sala sobre o comércio atual comparado ao daquela época. É tipo um trabalho em grupo onde cada grupo pesquisa um aspecto específico: transporte, tecnologia, relações comerciais entre países, etc. Deixo eles usarem os celulares pra acessar a internet (com cuidado pra não desviar muito), e depois eles apresentam pro resto da turma o que descobriram. Essa atividade leva duas aulas: uma pra pesquisa e outra pras apresentações.

Uma situação curiosa foi quando a Júlia descobriu sobre as rotas comerciais modernas e trouxe um gráfico mostrando como a China hoje é tipo uma nova "metrópole". Ela comparou isso com o papel de Portugal naquela época das navegações e foi super elogiada pela turma. Achei legal também quando o Lucas percebeu que muitas das tecnologias atuais nasceram dessa necessidade de melhorar as trocas comerciais.

O que eu acho interessante nessas atividades é ver como os meninos conseguem fazer essas conexões entre passado e presente. Eles saem daquelas aulas não só sabendo mais sobre história, mas pensando em como tudo isso ainda influencia nosso mundo hoje. E é isso que eu acho que essa habilidade da BNCC quer: eles perceberem as razões por trás das mudanças históricas e entenderem que elas ainda têm impacto no nosso dia a dia.

Bom, espero que tenha ajudado vocês a pensar em formas de trabalhar esse conteúdo aí também nas suas turmas! Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar experiências também, tô sempre aqui pra trocar umas figurinhas!

mo pro capitalismo, eu gosto de fazer umas atividades bem práticas, tipo simular trocas comerciais entre os alunos. Eles viram mercadores, escolhem produtos pra negociar, e a gente monta um "mercado" na sala. É divertido e ajuda a galera a entender essa mudança de uma forma mais concreta.

Agora, como é que eu sei que eles aprenderam? Olha, não precisa de prova formal pra perceber isso não. Muito do que a gente vê no dia a dia já dá pistas. Por exemplo, quando tô circulando pela sala enquanto eles fazem essas atividades, vou escutando as conversas. Se vejo o João explicando pra Maria que "o mercantilismo focava em acumular metais preciosos e no capitalismo é mais sobre investir e crescer", sei que ele tá pegando a ideia. Outra situação é quando eles começam a fazer perguntas que mostram que tão pensando além do que a gente discutiu em sala. Tipo o Lucas perguntando "Professor, e se outro país quisesse competir, o que mudava nessa história toda?". Aí eu penso "Ah, esse aí tá ligando os pontos!". E quando um aluno tem coragem de levantar a mão e corrigir uma explicação errada de um colega, como aconteceu com a Letícia na semana passada, é um sinal forte de que ela tá entendendo bem o conteúdo.

Agora, os erros comuns são parte do processo. Um erro frequente é confundir mercantilismo com capitalismo, achando que são quase a mesma coisa só com nomes diferentes. A Larissa, por exemplo, tava apresentando um trabalho e começou a falar que "no capitalismo eles só queriam acumular metais preciosos". Aí eu percebi que ela ainda não tinha sacado bem a diferença. Normalmente, isso acontece porque a base de informações ainda tá meio misturada na cabeça deles. Quando noto esse tipo de confusão, paro tudo e puxo uma conversa pra reforçar essa diferença básica. Tipo: "Gente, quem lembra aqui qual era o foco do mercantilismo?". Isso ajuda eles mesmos a se corrigirem e entenderem melhor.

Com o Matheus e a Clara o desafio é um pouco diferente. O Matheus tem TDAH e precisa de estímulos constantes pra manter o foco. Então, eu procuro variar bastante as atividades pra ele não perder o interesse. Durante as simulações de troca comercial, por exemplo, dou funções específicas pra ele, como ser o negociador principal ou o cronometrista do tempo das trocas. Isso mantém ele engajado e ajuda na concentração. A Clara tem TEA e às vezes não gosta muito de atividades em grupo porque as conversas rápidas podem confundir ela. Pra ajudá-la, eu sempre dou um material visual extra que ela pode consultar antes das atividades começarem e deixo ela escolher se quer participar diretamente ou observar primeiro. Muitas vezes, ela prefere começar observando até se sentir segura pra participar.

Uma coisa que tentei e não deu muito certo foi usar vídeos muito rápidos ou cheios de cortes bruscos pra explicar os conceitos mais complexos. Com eles dois foi uma mistura complicada: Matheus ficava ainda mais agitado tentando acompanhar tudo ao mesmo tempo e Clara se fechava porque não conseguia processar tanta informação assim de uma vez só. Aprendi com isso que preciso optar por vídeos mais pausados ou usar imagens estáticas e ir explicando uma por uma.

Pra terminar aqui nossa prosa sobre essa habilidade EF07HI17, eu diria que o segredo é observar muito mais do que os resultados de provas formais. O dia a dia deles na sala diz muito sobre como tão avançando no entendimento do conteúdo. E cada aluno é único nessa jornada: os erros fazem parte do aprendizado e adaptar métodos pras necessidades especiais faz toda diferença pro Matheus e pra Clara se sentirem incluídos e aprenderem no seu próprio ritmo.

Espero ter ajudado aí quem tá na luta diária da sala de aula! Se alguém tiver dicas também ou quiser compartilhar experiências, tô sempre aberto pra aprender mais! Abraço!

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