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EF09HI01História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Descrever e contextualizar os principais aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos da emergência da República no Brasil.

O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XXExperiências republicanas e práticas autoritárias: as tensões e disputas do mundo contemporâneo A proclamação da República e seus primeiros desdobramentos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, falando da habilidade EF09HI01 da BNCC, ela é uma daquelas que a gente precisa trazer pra realidade dos nossos alunos no 9º Ano. É sobre entender como surgiu a República no Brasil e tudo o que vem junto: questões sociais, culturais, econômicas e políticas. Eles precisam conseguir descrever e contextualizar tudo isso, meio que traçando um panorama do que rolou na época, sabe? Na prática, o aluno tem que ser capaz de olhar pros eventos históricos e dizer: "Olha, isso aconteceu por causa disso aqui e teve tal consequência". É como montar um quebra-cabeça onde as peças são os fatos históricos.

E aí, o que a turma já trouxe do ano anterior ajuda muito. Muitos já têm alguma noção básica da Proclamação da República, principalmente aqueles conceitos mais evidentes, tipo a figura de Dom Pedro II deixando o cenário e os militares entrando em cena. Na série anterior, eles viram mais o contexto do Império e as tensões políticas daquele período. Então, agora a gente precisa mergulhar nos detalhes dessa transição e explorar o impacto disso tudo na sociedade daquela época.

Bom, pra trabalhar essa habilidade de forma prática, eu costumo dividir em pelo menos três atividades principais ao longo do bimestre.

A primeira atividade é bem legal: eu organizo um debate na sala sobre as causas e consequências imediatas da Proclamação da República. Divido a turma em dois grupos e cada um defende um lado da moeda. Um grupo foca nas causas e outro nas consequências. O material? Simples: eles usam pesquisas feitas na internet ou em livros didáticos que já têm à disposição na escola. Dou uns 40 minutos pra eles pesquisarem e se prepararem, depois a gente gasta o restante da aula com o debate. Os alunos costumam se empolgar bastante com essa atividade. Na última vez, o João saiu em defesa das mudanças políticas com uma argumentação tão boa que até surpreendeu a gente. Já a Mariana trouxe um ponto de vista super interessante sobre como as mudanças sociais afetaram as classes menos favorecidas.

Outra atividade que faço é uma análise de fontes primárias. A gente pega alguns documentos ou textos de jornais da época e tenta interpretar juntos na sala. Trago algumas cópias de jornais antigos (tudo impresso mesmo), tipo "O Paiz" ou "Gazeta de Notícias", e distribuímos em grupos menores pra galera analisar. Dou uns 30 minutos pros grupos discutirem entre si e depois pedimos pra cada grupo compartilhar suas análises com a turma toda. Essa atividade ajuda muito eles a entenderem como as pessoas pensavam na época e como isso se refletia na mídia. Na última vez que fizemos isso, a Luana ficou chocada ao ver como algumas ideias preconceituosas eram publicadas sem nenhum filtro naquela época.

A terceira atividade é mais criativa: peço pros alunos criarem uma linha do tempo interativa dos primeiros anos da República usando cartolina e canetinhas coloridas. Aí eles precisam destacar os principais eventos políticos, sociais e culturais que aconteceram logo após 1889. Essa atividade leva cerca de duas aulas completas porque envolve pesquisa e criação artística. E olha que os meninos adoram! O último trabalho que fizeram ficou incrível, com direito até a ilustrações feitas pela Ana Clara (ela manda muito bem no desenho). O Gustavo estava responsável por explicar algumas datas específicas durante a apresentação final, e ele fez isso com tanto entusiasmo que dava pra ver que eles estavam realmente envolvidos.

São práticas que têm dado certo aqui na sala porque envolvem os alunos ativamente no aprendizado. E o legal é ver como cada um vai encontrando seu jeito de entender e explicar os eventos históricos. O desafio maior é sempre manter todos interessados durante todo o processo, mas quando eles sentem que o assunto tem ligação com coisas reais — tipo vendo essas fontes primárias ou participando dos debates — percebo que se engajam mais.

Bom, por hoje é isso galera! Espero que essas ideias possam ajudar vocês aí nas suas salas também. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar como trabalha essa habilidade aí na sua escola, vou adorar ler! Um abraço!

Então, pessoal, pra saber se o aluno realmente pegou o jeito da coisa sem precisar de uma prova formal, é só ficar de olho no dia a dia da sala. Quando tô circulando por ali, dá pra perceber quem tá entendendo só pelo jeito que eles falam entre si. Um dos sinais é quando eles começam a usar os termos certinhos do conteúdo nas conversas do dia a dia. É tipo assim: se eles tão discutindo entre eles sobre o que aconteceu na Proclamação da República, e um vira pro outro e diz “Mas você lembra que o Marechal Deodoro tava meio pressionado pelos militares?”, aí eu penso “Opa, esse moleque tá por dentro!”.

E tem umas situações engraçadas, tipo um dia que eu ouvi a Júlia explicando pro Pedro: “Cara, não é só tirar o rei e pronto, sabe? Tinha toda uma treta política por trás”. Isso aí é música pros meus ouvidos! Significa que eles não tão só decorando, mas entendendo o contexto.

Agora, claro que nem tudo são flores e tem os erros comuns. Por exemplo, o João sempre confundia quem apoiava a República e quem era contra. Ele misturava tudo, falava que os cafeicultores eram a favor da monarquia. Isso acontece porque às vezes eles tentam simplificar demais na cabeça deles e acabam trocando os papéis dos grupos sociais na época. Quando eu noto esse tipo de erro, geralmente durante as discussões em grupo ou quando eles preparam apresentações rápidas, eu dou uma pausa. Falo: “João, peraí! Os cafeicultores queriam mais poder e estavam de olho na República pra isso, lembra?”. E aí refaço o caminho com eles pra clarear as ideias.

Com o Matheus que tem TDAH, a coisa é um pouco diferente. Ele tem dificuldade em manter o foco por muito tempo. Então eu preciso fazer algumas adaptações nas atividades. Por exemplo, em vez de deixar ele num grupo grande onde ele pode se perder nas conversas paralelas, eu coloco ele em duplas. Funciona melhor porque ele pode se concentrar mais na conversa com uma pessoa só. E eu também dou materiais visuais pra ele, tipo linhas do tempo coloridas e mapas mentais. Ajuda demais ele a conectar as ideias!

Já com a Clara, que tem TEA, a abordagem é diferente. A Clara tem uma memória incrível pros detalhes, mas às vezes falta ela entender o quadro geral das coisas. Então eu uso muitos esquemas visuais pra ela também. Outra coisa que funciona bem são as rotinas bem estabelecidas. Ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer na aula, então eu sempre anoto no quadro o roteiro do dia. E uma vez fiz uma atividade que ela adorou: criar um pequeno vídeo explicando a Proclamação da República com figuras de papelão e ela arrasou! Fez uma narrativa super legal.

O que não funcionou muito bem foi quando tentei usar um jogo de tabuleiro com toda a turma pra revisar o conteúdo. O Matheus ficou agitado demais e acabou perdendo o foco total. E a Clara ficou meio perdida nas regras do jogo, porque era muita informação nova de uma vez só. Aprendi que às vezes é melhor manter as coisas mais simples e diretas com eles.

Bom, acho que é isso! A habilidade EF09HI01 é desafiadora, mas quando a gente consegue despertar neles essa curiosidade histórica e vê-los conectando os pontos sozinhos, vale todo o esforço. Cada aluno tem seu ritmo e jeito de aprender e a gente vai ajustando conforme precisa. E aí na sala de aula... ah, é um aprendizado contínuo pra todo mundo!

Vou ficando por aqui então. Espero que essas histórias ajudem alguém por aí ou pelo menos rendam uma boa troca de ideias! Abraço!

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