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EF09HI04História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir a importância da participação da população negra na formação econômica, política e social do Brasil.

O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XXA questão da inserção dos negros no período republicano do pós-abolição Os movimentos sociais e a imprensa negra; a cultura afro-brasileira como elemento de resistência e superação das discriminações
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09HI04 é um negócio que parece meio complicado de cara, mas na prática é bem mais simples do que parece. A ideia aqui é fazer os meninos entenderem a importância da população negra na história do Brasil, mas não só como vítimas de um período horroroso que foi a escravidão. A gente quer mostrar que eles foram e são fundamentais na formação econômica, política e social do país. Isso envolve discutir desde as contribuições econômicas e culturais até as lutas e resistências desses grupos. Então, o aluno precisa conseguir enxergar a presença e a importância do negro em diferentes momentos históricos do Brasil, principalmente no período republicano pós-abolição.

A turma já vem com uma base sobre a escravidão lá do 8º ano, quando estudaram o Brasil Império, o tráfico negreiro, essas coisas. Então, eles têm uma noção de como as coisas eram antes da República. O nosso desafio agora é mostrar como esses mesmos negros que estavam nas fazendas de café, por exemplo, passam a ocupar outros espaços (ou lutam por isso) após a abolição. Essa conexão com o passado ajuda muito porque eles já entram sabendo um pouco do contexto.

Agora, vou contar como essa teoria toda rola na prática. Costumo fazer três atividades que os meninos gostam bastante.

A primeira é um debate que eu organizo sobre a importância da população negra na economia pós-abolição. Uso textos curtos e vídeos curtos também, coisa de 10 minutos cada, que mostram os negros nos centros urbanos, nos pequenos comércios e até nos movimentos sindicais que começam a pipocar. Divido a galera em dois grupos: um que traz argumentos sobre o impacto econômico negativo da marginalização dos negros e outro sobre as conquistas e resistências econômicas dos mesmos. Damos uns 30 minutos pra eles se prepararem e depois mandam ver no debate. Da última vez que fizemos isso, o Pedro ficou super empolgado defendendo o ponto sobre como o samba se transformou em uma indústria cultural forte durante esse período. O debate dura umas boas duas aulas, porque a gente faz questão de ouvir todo mundo.

Outra atividade bacana é uma análise de jornais antigos. Eu levo algumas cópias de jornais da imprensa negra da época e faço uma apresentação rápida sobre o contexto desses jornais. Aí deixo a turma em grupos de quatro ou cinco alunos para analisarem as manchetes e artigos por uns 40 minutos. Eles precisam identificar temas recorrentes como racismo, direitos civis e cultura afro-brasileira. Na última vez que rolou essa atividade, a Maria Clara ficou impressionada com o jeito sofisticado com que alguns artigos eram escritos, mesmo numa época tão desafiadora. A gente fecha a atividade com uma roda de conversa pra eles compartilharem as descobertas.

Por fim, tem uma atividade mais criativa que a galera adora: criar um jornalzinho da sala com temas relacionados à presença e contribuição dos negros na cultura brasileira. Pra isso, usamos cartolinas, canetas coloridas e imagens impressas da internet sobre personalidades negras importantes da época republicana. Cada grupo escolhe um tema: música, religião afro-brasileira, culinária... Eles têm três aulas pra pesquisar e montar tudo bonitinho. No fim das contas, colamos os jornalzinhos nas paredes da sala pra todo mundo ver. Lembro que o Lucca e sua turma fizeram um trabalho incrível sobre o papel das mulheres negras no candomblé. Eles trouxeram detalhes muito interessantes sobre a resistência cultural através das religiões afro-brasileiras.

Os alunos reagem super bem a essas atividades porque saem da mesmice da leitura de livros didáticos e conseguem ver a história de forma mais viva e relevante pro dia a dia deles. Sem contar que essas discussões ajudam muito pra formar cidadãos mais conscientes do papel que todos têm na sociedade.

Bom, acho que é isso pessoal! Espero que essas ideias ajudem vocês também aí na sala com os alunos! Se tiverem outras atividades ou quiserem trocar figurinha sobre como abordar esse tema tão importante e atual, tô por aqui! Abraço!

Continuando aqui sobre a habilidade EF09HI04, fico pensando em como a gente percebe que os alunos realmente pegaram o conteúdo sem precisar de uma prova formal. É aquele momento do "ahá!", sabe? Tipo quando tô circulando pela sala e escuto a conversa entre eles, ou quando um explica pro outro. Um dia desses, vi a Ana Clara explicando pro João como o samba veio lá dos escravos africanos e se tornou parte da identidade brasileira. Ela falava com tanto entusiasmo e clareza que dava pra ver que ela tinha entendido a importância cultural que os negros tiveram e ainda têm no país.

Também, quando tô ouvindo eles conversarem em grupo, tem aqueles momentos que um solta um comentário ou faz uma ligação que você nem esperava. Outro dia, o Lucas tava falando sobre como a resistência dos quilombos era uma forma de luta e resiliência, comparando com algumas lutas sociais atuais. Aí você vê que ele não só decorou as datas e fatos, mas entendeu o espírito da coisa, sabe? É lindo de ver!

Sobre os erros comuns... Ah, acontece direto. A galera às vezes simplifica demais ou generaliza as coisas. Teve uma vez que o Pedro disse que a abolição da escravidão resolveu todos os problemas dos negros no Brasil. Olha, dá vontade de rir e chorar ao mesmo tempo! Eu entendo de onde vem isso. Eles acabam ouvindo por aí essa história meio romantizada. Aí, quando acontece, eu paro tudo e puxo uma conversa, perguntando: "Vocês acham mesmo que foi assim tão simples?" E a gente começa a discutir o racismo estrutural, a desigualdade social atual. Gosto de deixar eles refletirem sobre o que significa realmente "resolver" um problema tão complexo.

Agora, falando do Matheus com TDAH e da Clara com TEA, olha... é sempre um desafio, mas um desafio bom! Pro Matheus, que tem muita energia e se distrai fácil, faço umas adaptações no tempo das atividades. Por exemplo, em atividades que exigem leitura mais longa ou escrita demorada, eu divido em etapas mais curtas e dou pausas pra ele se movimentar um pouco. Uso também materiais visuais mais coloridos e com menos texto por página pra ajudar na concentração. Ele gosta bastante de mapas mentais também... ajuda a organizar as ideias dele.

Já com a Clara, é tudo sobre rotina e previsibilidade. Ela gosta de saber o que vai acontecer e quando. Então deixo as atividades bem estruturadas e aviso sempre as transições entre atividades. Uso muito material visual com ela também, tipo quadros e gráficos que ajudam na compreensão do conteúdo. Às vezes ela fica meio sobrecarregada com barulhos ou mudanças bruscas na sala, então procuro ter sempre um canto mais calmo pra ela ir se precisar. Ah, uma coisa legal foi usar fone de ouvido com música tranquila enquanto ela trabalha... ajudou bastante!

Nem tudo dá certo logo de cara. Tentei uma vez fazer um debate mais espontâneo na sala contando que ela fosse participar do jeito dela, mas isso acabou deixando ela ansiosa demais. Então agora eu preparo melhor essas participações com ela antes, pra ter certeza de que ela se sente segura.

Bom, galera, é isso! Ensinar é uma troca constante. A gente aprende tanto quanto ensina. Espero ter ajudado vocês aí com essas experiências. E qualquer dúvida ou dica sobre essas questões do dia a dia em sala de aula, é só gritar aqui no fórum! Abraço a todos!

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