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EF09HI06História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e discutir o papel do trabalhismo como força política, social e cultural no Brasil, em diferentes escalas (nacional, regional, cidade, comunidade).

O nascimento da República no Brasil e os processos históricos até a metade do século XXO período varguista e suas contradições A emergência da vida urbana e a segregação espacial O trabalhismo e seu protagonismo político
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF09HI06 com a galera do 9º ano é um desafio, mas também é uma daquelas coisas que deixa o professor com aquele sentimento de missão cumprida. A ideia dessa habilidade é que os alunos consigam entender o trabalhismo como uma força política, social e cultural no Brasil. Não é só falar sobre o Vargas e pronto. Eles têm que identificar como o trabalhismo influenciou o país em diferentes níveis: o nacional, lá em Brasília; o regional, tipo como isso afetou Goiás; e até na própria cidade deles, no bairro onde moram. A gente quer que os meninos entendam que o trabalhismo não era só política de gabinete, mas algo vivido no dia a dia das pessoas.

Antes de chegar nessa habilidade, eles já viram no 8º ano toda aquela parte sobre a República Velha, a crise do café-com-leite, e começaram a entender melhor a formação política do país. Então, quando chegam no 9º ano, já têm uma base de como as estruturas políticas do Brasil se formaram e se transformaram ao longo do tempo. O negócio é fazer essa ponte entre o que eles já sabem e essa nova fase da história do Brasil.

Bom, aí como é que eu faço isso na prática? Tenho algumas atividades que são minhas queridinhas pra essa habilidade. Vou contar três delas aqui pra vocês.

A primeira atividade que eu gosto de fazer é usar um documentário sobre Getúlio Vargas e o trabalhismo. Tem um bem bacana disponível no YouTube, que dura uns 45 minutos. Eu primo por exibir coisas que se conectem com eles de maneira visual e auditiva porque prende mais a atenção da turma. Enfim, começo passando o vídeo pra eles numa aula e depois divido a turma em grupos pra debaterem os pontos principais do documentário. Peço pra identificarem como cada aspecto falado no vídeo pode ser visto na sociedade atual: leis trabalhistas, sindicatos, essas coisas. Na última vez que fiz isso, o João levantou uma questão sobre como a CLT ainda impacta o emprego dos pais dele hoje. Isso abriu uma baita discussão sobre o que mudou da época de Vargas pra cá.

Outra atividade que eu faço é um jogo de simulação. Aí a coisa fica animada! Eu dou papéis diferentes pros alunos: trabalhadores urbanos da década de 30, políticos da época e empresários. Usamos as salas de aula ou mesmo o pátio da escola pra fazer essa simulação. Eu organizo a turma de modo que cada grupo defenda seus interesses: os trabalhadores querem melhores condições de trabalho, os empresários estão preocupados com os lucros e os políticos estão ali tentando apaziguar as coisas enquanto promovem suas próprias agendas. Isso leva umas duas aulas pra dar tempo de todo mundo falar e discutir suas ideias. Uma vez a Maria estava tão empenhada em defender os direitos dos trabalhadores que quase convenceu todo mundo a mudar de lado! E olha que convencer aluno nessa idade não é fácil.

A terceira atividade envolve um trabalho de campo simples mas eficaz. Levamos a turma até um bairro mais antigo da cidade, onde há evidências de construções e histórias do período varguista. Antes disso, claro, a gente pesquisa bastante sobre a história local na sala mesmo – jornais antigos, fotos, entrevistas com moradores mais velhos se possível. Quando voltamos dessa visita, cada aluno precisa escrever um relato sobre como aquele lugar foi influenciado pelo período varguista e pela política trabalhista. Na última vez que fiz isso, o Pedro ficou super empolgado porque descobriu que o seu bisavô tinha participado das primeiras associações sindicais na cidade. Ver essa conexão pessoal dá outro sentido pro aprendizado.

Essa abordagem ajuda muito porque mistura teoria e prática: você vê na sala, debate em grupo, simula situações e depois vai pro campo ver aquilo de verdade ou algo próximo disso.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade não é só sobre passar conteúdo mas despertar nos meninos a consciência crítica sobre como o passado molda nosso presente. Quando eles conseguem ligar essas coisas – ah! – é gratificante demais.

Bom pessoal, é isso! Espero que essas dicas possam ajudar vocês também com suas turmas! Se tiverem outras ideias ou quiserem discutir mais alguma coisa comigo por aqui ou pessoalmente depois das reuniões pedagógicas, tô sempre aberto pra troca. Valeu!

Aí, galera, eu percebo que os alunos tão entendendo o trabalhismo quando eu circulo pela sala e vejo eles trocando ideia entre si. Tipo assim, se tô andando pela sala e ouço o Pedro explicando pro Lucas que o Vargas não era só aquele cara bonzinho que deu direitos trabalhistas, mas que tinha um jogo político por trás, já sei que ele pegou a essência da coisa. Ou então, quando a Maria tá debatendo com a Sofia sobre como as políticas trabalhistas influenciaram a vida dos avós dela no interior, e como isso ainda reflete nas condições de trabalho dos pais dela hoje, é sinal de que a Maria tá ligando os pontos.

Outro dia, tava rolando uma atividade em grupo, e a Ana começou a falar sobre como as leis trabalhistas ajudaram a melhorar a vida das pessoas na cidade dela na década de 50. Aí o João interrompeu e falou: "Mas olha só, Ana, ao mesmo tempo, isso ajudou um monte de político a se eleger pegando carona nas promessas de mais empregos". Nesse momento eu pensei: "Então, João tá sacando que tem sempre dois lados da moeda."

Agora, falando dos erros mais comuns que os alunos cometem nesse conteúdo, tem um que aparece direto: eles tendem a ver o trabalhismo só pelo lado romântico da coisa. Tipo assim, acham que Vargas foi um herói sem falhas. O Gabriel outro dia tava falando como o trabalhismo trouxe só melhorias e não via nada além disso. Aí eu perguntei: "Mas e as estratégias políticas? E o controle que ele fez dos sindicatos? Já pensou nisso?" Isso acontece porque eles têm uma visão meio simplificada das coisas. É normal, porque a narrativa histórica às vezes é assim mesmo.

Quando eu vejo isso acontecendo na hora, procuro trazer umas histórias pra abrir mais o leque. Falo do lado controvérsio, trago exemplos das estratégias políticas que ele usou. Ou até coloco eles pra discutir em grupos com papéis divididos: uns defendendo as vantagens do trabalhismo e outros criticando as limitações. Dá uma boa bagunçada nas ideias deles!

E sobre lidar com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, sempre tento adaptar as atividades. Pro Matheus, funciona muito bem quando eu divido as tarefas em partes menores. Se tiver uma leitura longa pra fazer, dou pra ele parágrafos curtos e peço pra fazer anotações ou desenhos sobre cada pedaço que leu. E uso bastante vídeos também, porque prende mais a atenção dele do que ficar só no texto.

Já com a Clara, que tem TEA, preciso ser bem claro nas instruções e oferecer um pouco mais de previsibilidade nas atividades. Pra ela, usar gráficos ou mapas ajuda muito. Fiz uma atividade um dia em que ela tinha que mapear as cidades onde o trabalhismo teve impacto forte e ela adorou! Outra coisa é dar tempo extra pra ela processar as informações antes de participar das discussões. Uma coisa que não funcionou foi tentar fazer muita atividade em grupo com ela logo de cara sem uma introdução mais devagar. Ela precisa daquele tempo pra se ambientar.

E é isso aí! A gente vai se ajustando conforme conhece mais cada aluno e suas necessidades. No fim do dia, ver eles fazendo conexões ou explicando uns pros outros o trabalhismo me dá uma satisfação danada. Porque aí sei que fui além do conteúdo decorado e ajudei eles a realmente entenderem como parte da nossa história se relaciona com o presente.

Bom, vou ficando por aqui. Espero ter dado umas boas ideias e insights pra vocês também! Até a próxima galera!

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