Olha, trabalhar a habilidade EF09HI13 da BNCC com o pessoal do 9º ano é um baita desafio, mas também é muito necessário. Essa habilidade é sobre entender como surgiram o fascismo e o nazismo, como esses regimes se consolidaram e todas as práticas terríveis que eles implementaram, tipo o holocausto. Na prática, isso significa que o aluno precisa conseguir descrever esses processos históricos e também conseguir contextualizar, ou seja, entender o que levou a isso tudo e como essas ideias influenciaram o mundo naquela época e até hoje.
Quando a gente fala de descrever e contextualizar, não é só pedir pra eles decorarem datas e eventos. Os meninos precisam entender que o fascismo e o nazismo não surgiram do nada. Eles têm que pegar os conhecimentos que já vêm trazendo dos anos anteriores sobre a Primeira Guerra Mundial, a crise econômica de 1929, toda aquela instabilidade política que tava rolando na Europa... e aí juntar isso tudo como se fosse um quebra-cabeça. Queremos que eles consigam ver como todas essas peças se conectam pra formar um cenário onde ideologias extremas conseguiam se enraizar. No fim das contas, o objetivo é que eles consigam entender as consequências disso tudo, aprender com os erros do passado e discutir como esses temas ainda são relevantes hoje.
Bom, agora sobre as atividades que eu faço na minha turma pra trabalhar isso aí. Uma das coisas que gosto de fazer é usar documentários. Eu pego uns trechos de uns documentários bons sobre o nazismo e o holocausto. Normalmente escolho uns vídeos que têm depoimentos de pessoas que viveram na época ou de historiadores que sabem explicar as coisas de um jeito mais acessível. O material não precisa ser extenso, geralmente uns 20 minutos já dão conta. Passo isso em sala de aula, divido os alunos em grupos pra discutir depois. Eles têm uns 15 minutos pra conversar entre eles e levantar questões ou reflexões sobre o que viram. Na última vez que fizemos isso, o João Pedro perguntou por que as pessoas seguiam líderes tão violentos assim, o que gerou uma discussão bem boa sobre propaganda política e manipulação das massas.
Uma outra atividade prática que faço é a análise de discursos da época. Eu trago alguns trechos de discursos famosos do Mussolini ou do Hitler (traduzidos e adaptados pra ficar mais fácil deles entenderem) e a gente faz uma análise em conjunto. A ideia aqui é identificar quais eram as principais ideias desses discursos, quais eram as promessas feitas ao povo, e principalmente ver como eles usavam as palavras pra convencer as pessoas a seguirem suas ideologias. Isso geralmente leva uma aula inteira, porque além de ler os textos, discutimos nos grupos pequenos antes de trazer pro debate geral com toda a sala. Na última vez que fiz essa atividade, a Ana Clara comentou como algumas dessas ideias ainda são vistas em discursos políticos atualmente, puxando uma discussão sobre como podemos ser críticos em relação ao que ouvimos dos nossos governantes hoje.
A terceira atividade é uma espécie de simulação histórica. Os alunos são divididos em grupos e cada grupo representa um país europeu nos anos 30. A tarefa deles é lidar com uma crise política ou econômica específica daquele tempo (baseado em situações reais) e decidir como o país vai reagir. Eles têm um tempo pra apresentar suas decisões pro restante da turma. Isso leva umas duas aulas: na primeira eles pesquisam e se preparam, na segunda fazem as apresentações. Na última vez que fizemos isso, o Marcos ficou responsável pelo grupo da Alemanha e acabou propondo soluções muito criativas que não envolviam guerra nem violência, mostrando que mesmo naquela época havia opções diferentes das adotadas pelos líderes totalitários.
Essas atividades todas servem pra ir além do livro didático, fazer a galera pensar criticamente sobre esses temas pesados e complexos. Eles reagem bem quando percebem que podem expressar suas próprias ideias e conectar os assuntos com coisas que conhecem ou até veem nos noticiários. Acredito muito no potencial desses meninos de entenderem essas questões e serem cidadãos mais críticos no futuro.
É isso aí, pessoal! Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar suas experiências também, tô sempre aberto pra conversar sobre como podemos melhorar ainda mais nosso trabalho em sala de aula!
sobre repetir o que tá no livro, né? É realmente entender os porquês e os comos de tudo isso. Pra ensinar essa habilidade, eu gosto de usar diferentes abordagens, para ajudar cada aluno a encontrar o seu jeito de aprender. Tem dias que a gente faz debates em sala, em outros peço pra eles criarem apresentações em grupo ou até mesmo encenações. E, claro, sempre tem aquele momento de reflexão individual, onde eles escrevem sobre o que aprenderam.
Agora, sobre como percebo que os meninos realmente entenderam o conteúdo sem aplicar uma prova formal... Bom, eu observo muito as conversas informais entre eles. Quando tô circulando pela sala durante uma atividade em grupo, percebo que aqueles alunos que entenderam estão mais envolvidos na discussão e ajudam a tirar dúvidas dos colegas. Tipo o João, que outro dia estava explicando pro Pedro como as políticas expansionistas da Alemanha nazista contribuíram para o início da Segunda Guerra Mundial. O Pedro tava com uma cara de ponto de interrogação, mas aí o João explicou com uns exemplos do futebol que eles tanto adoram e o Pedro fez aquela cara de "ahhh, agora faz sentido!".
Outra coisa que eu olho é quando um aluno consegue fazer conexões com eventos atuais ou com outras matérias. A Luana, por exemplo, veio me falar sobre um documentário que assistiu em casa sobre movimentos neonazistas atuais e como isso ressoa com o que a gente viu em aula. Esses momentos são ouro, porque mostram que eles realmente assimilaram e estão aplicando o conhecimento.
Já os erros mais comuns... Ah, esses sempre aparecem. O Miguel sempre confunde fascismo com nazismo. Pra ele, é tudo a mesma coisa! Aí eu tenho que sentar com ele e explicar novamente as diferenças fundamentais entre os dois regimes. E isso acontece porque muitas vezes o jeito como a informação é apresentada nos livros não diferencia bem as duas coisas, ou os alunos acabam misturando tudo na cabeça nas primeiras vezes que entram em contato com esses conceitos complexos.
Com a Ana é diferente. Ela tem mania de simplificar demais as coisas. Uma vez ela disse que a Segunda Guerra começou só porque "um país queria brigar com outro". Aí eu tive que mostrar pra ela todo o contexto político, econômico e social por trás das alianças e rivalidades da época. Nessas horas eu corro pra usar mapas e vídeos curtos pra contextualizar melhor.
Sobre o Matheus, que tem TDAH... Olha, sempre busco dar uma mexida na rotina pra ajudar ele. Sei que ele tem dificuldade em se concentrar por longos períodos, então faço atividades mais curtas e variadas pra manter ele engajado. Às vezes divido as tarefas em partes menores e dou uma pausa entre elas. Também deixo ele usar fones de ouvido com música instrumental baixinha quando tá fazendo alguma atividade individual — isso ajuda bastante na concentração dele.
Já a Clara, com TEA, precisa de um pouco mais de previsibilidade nas atividades. Então procuro sempre sinalizar claramente o que vai ser feito no dia. Uso também materiais visuais mais detalhados e coloridos pra ela acompanhar melhor as explicações — tipo esquemas e mapas mentais. E procuro dar um tempo extra caso ela precise finalizar alguma atividade ou fazer perguntas depois da aula.
O que não funcionou muito bem foi quando tentei usar uma aplicação online cheia de animações para explicar um conceito novo. Achei que fosse prender a atenção deles, mas o Matheus ficou muito disperso por causa do excesso de estímulos visuais e sonoros, e a Clara não gostou muito das mudanças rápidas entre as telas.
Bom pessoal, vou ficando por aqui! Espero ter ajudado com essas dicas e experiências lá da sala de aula. Se alguém tiver outras estratégias ou quiser trocar ideia sobre isso, é só falar! Até mais!