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EF09HI27História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Relacionar aspectos das mudanças econômicas, culturais e sociais ocorridas no Brasil a partir da década de 1990 ao papel do País no cenário internacional na era da globalização.

Modernização, ditadura civil-militar e redemocratização: o Brasil após 1946O processo de redemocratização A Constituição de 1988 e a emancipação das cidadanias (analfabetos, indígenas, negros, jovens etc.) A história recente do Brasil: transformações políticas, econômicas, sociais e culturais de 1989 aos dias atuais Os protagonismos da sociedade civil e as alterações da sociedade brasileira A questão da violência contra populações marginalizadas O Brasil e suas relações internacionais na era da globalização
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09HI27 da BNCC é sobre fazer a galera do 9º ano entender como o Brasil se transformou desde os anos 90 e como isso tudo tá relacionado com o papel do país no mundo com a tal da globalização. É um tema que parece meio complicado, mas na prática, a gente quer que os alunos consigam perceber as mudanças econômicas, culturais e sociais daqui e como isso se conecta com o resto do mundo. Tipo assim, eles têm que sacar que o Brasil não tá isolado e que o que acontece aqui tem reflexo lá fora e vice-versa.

Os meninos já chegam no 9º ano sabendo um pouco sobre a ditadura, a redemocratização e a Constituição de 88, então a gente vai construindo em cima disso. Eles precisam conseguir olhar pros anos 90 e pensar: "Ah, então foi por isso que o Brasil começou a ter um papel X ou Y no cenário internacional". E também entender que é na década de 90 pra cá que as coisas começam a tomar uma cara mais do jeito que conhecemos hoje, com internet, novas tecnologias, mudanças culturais pesadas e tudo mais.

Uma das primeiras atividades que faço é uma discussão em sala sobre as mudanças econômicas dos anos 90. Eu trago recortes de jornal da época (impressos mesmo, nada muito tecnológico), principalmente sobre o Plano Real. A galera se divide em grupos de quatro ou cinco. O tempo é de uma aula só, coisa rápida. Eu gosto de ver como eles reagem aos preços sem inflação — sempre tem um ou outro, tipo a Ana ou o Pedro, que não acreditam nos valores das coisas naquela época. É engraçado! A ideia é que eles percebam como o controle da inflação mudou o dia a dia das pessoas e como isso foi essencial pro Brasil se abrir pro mundo, atraindo investimento estrangeiro. A discussão sempre rende bastante e é legal ver quando eles começam a fazer ligações com o que viram em Geografia sobre economia global.

Outra atividade que faço é uma pesquisa sobre as mudanças culturais dos anos 90 pra cá. Aí eu peço pra eles pesquisarem em casa sobre música, moda, comportamento... Aí acabam trazendo coisas até dos pais deles! Na sala, cada grupo apresenta suas descobertas em cartazes e discutimos em roda como essas mudanças nos conectam ao mundo todo. Isso leva mais ou menos duas aulas. Tem sempre uma surpresa, tipo quando o João descobriu que várias bandas brasileiras dos anos 90 se inspiraram no rock gringo, ou quando a Mariana trouxe uma camiseta dos anos 90 do pai dela pra mostrar a moda da época. É bacana ver como tudo isso faz sentido pra eles quando percebem que não estamos tão distantes culturalmente de outros países.

E por último, uma atividade que sempre mexe com os meninos é o debate sobre o papel do Brasil nas relações internacionais na era da globalização. Eu geralmente trago notícias atuais (coisas da semana mesmo) mostrando alguma situação onde o Brasil tá envolvido internacionalmente — pode ser política, esportiva, econômica... Divido a turma em dois grupos: um defende o impacto positivo dessas relações e outro aponta os negativos. A gente faz isso numa aula só, mas se estende fácil dependendo do ânimo do dia! Da última vez, comentei sobre o mercado de soja e sua relação com a China. O Lucas arrasou ao argumentar sobre como as exportações são boas pro desenvolvimento econômico daqui. Do outro lado, a Julia levantou pontos importantes sobre como dependência econômica pode ser perigosa. É sempre um debate rico e eu adoro ver eles se envolvendo mesmo!

Essas atividades são legais porque ajudam os alunos a conectar vários pontos soltos na cabeça deles. Quando relembram de algo lá do começo do Fundamental II e associam com algo atual que estamos estudando agora no 9º ano, dá pra ver quando a ficha cai! E cada atividade dessas serve pra praticar esse olhar crítico necessário pra habilidade EF09HI27.

O lance é fazer eles perceberem que estudar História não é só decorar datas e nomes; é entender processos e consequências, especialmente no mundo globalizado onde vivemos. Quando conseguem relacionar tudo isso com as experiências deles próprios ou das famílias deles — como nos exemplos culturais ou econômicos — fica muito mais fácil e interessante.

Bom, vou ficando por aqui. E vocês? Têm alguma atividade bacana pra compartilhar? Adoro trocar ideias! Um abraço!

E aí, pessoal! Continuando essa nossa conversa sobre a habilidade EF09HI27, vou contar como é que eu percebo que os alunos realmente aprenderam essa parada sem precisar aplicar uma prova formal. Olha, no dia a dia da sala de aula, eu fico circulando entre os grupos, observando como eles lidam com as atividades. Quando bate o sinal e ainda tem aluno discutindo aqueles temas que trabalhamos em aula, é um bom indício de que entenderam. Tipo, quando o Lucas explica pro João como as mudanças econômicas dos anos 90 impactaram a vida da galera no interior do Brasil e o João completa falando sobre a realidade da cidade grande... aí eu vejo que a coisa tá fluindo.

Outro dia, tava andando pela sala e ouvi a Ana falando pro grupo dela que as novelas dos anos 90 começaram a mostrar mais diversidade cultural por causa da globalização. Aí a Carol perguntou como isso influenciou a moda na época. Esse tipo de conversa mostra que elas ligaram os pontos sem precisar da minha intervenção direta.

Agora, falando dos erros comuns... Olha, um erro que acontece bastante é os alunos confundirem globalização com americanização. Tipo, o Gustavo um dia me disse que globalização é só as coisas americanas chegando aqui. E eu tive que explicar que, embora muitos produtos e tendências venham dos EUA, a globalização é uma troca mútua e que o Brasil também exporta cultura, música e comida. A gente vê esse erro porque eles estão muito expostos à cultura pop americana. Quando percebo isso na hora, aproveito pra dar exemplos concretos: falo sobre como nossa música faz sucesso lá fora ou como o Brasil influenciou outros países em questões ambientais, por exemplo.

Outra coisa que sempre aparece é a confusão entre neoliberalismo e liberalismo econômico. A Fernanda perguntou um dia se era tudo a mesma coisa. Aí percebi que muitos estavam com essa dúvida. Então, fizemos uma roda de conversa pra esclarecer isso, mostrando exemplos práticos das políticas econômicas do Brasil nos anos 90.

E sobre o Matheus e a Clara... Bom, com o Matheus que tem TDAH, eu aprendi que variar muito nas atividades ajuda demais. Ele se distrai fácil quando fica só na teoria ou na leitura. Então, procuro incluir vídeos curtos ou infográficos nos temas pesados e permitir pausas pra ele se levantar e se mexer um pouco. Uma vez tentamos fazer uma atividade em grupo em que ele ficou responsável por anotar as ideias do grupo num cartaz e funcionou bem demais! O ritmo dele às vezes é diferente dos outros, então dou aquele tempinho extra pros exercícios individuais.

Já com a Clara, que tem TEA, o negócio é mais sobre previsibilidade e clareza nas instruções. Sempre entrego um roteiro do que vamos fazer naquele dia pra ela poder se organizar mentalmente. E também uso muito material visual porque facilita bastante pra ela entender os conceitos abstratos. Lembro de uma vez que fizemos uma linha do tempo usando cores diferentes pra cada década e ela se engajou bastante. O que não funciona muito bem é quando rola muita interação social ao mesmo tempo; ela tende a se isolar nesses momentos. Então, procuro criar espaços onde ela possa trabalhar tranquila ou em duplas.

Enfim, pessoal, cada aluno tem seu jeito de aprender e o desafio é adaptar nossas práticas pra ajudá-los nesse processo. Não dá pra ter receita pronta, mas a gente vai tateando até encontrar o caminho certo pra cada um. E é isso aí! Vou ficando por aqui, qualquer coisa continuo por aqui no fórum pra gente trocar mais ideias. Um abraço a todos!

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