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EF09HI36História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência.

A história recenteOs conflitos do século XXI e a questão do terrorismo Pluralidades e diversidades identitárias na atualidade As pautas dos povos indígenas no século XXI e suas formas de inserção no debate local, regional, nacional e internacional
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF09HI36 da BNCC é um negócio que a gente tem que entender bem pra conseguir trabalhar direitinho na sala de aula. Do jeito que eu vejo, é sobre fazer os meninos perceberem que a identidade das pessoas é diversa e que isso tem um significado histórico importante. Eles precisam conseguir identificar essas diversidades e discutir o que elas significam, especialmente no contexto do século XXI. E mais importante ainda, eles têm que aprender a combater preconceitos e qualquer tipo de violência que venha de não respeitar essas diferenças.

O aluno, na prática, tem que ser capaz de olhar pra alguém com uma identidade diferente da dele, seja por causa da etnia, religião, orientação sexual ou qualquer outra característica, e entender um pouco do porquê essa diferença existe e como a história levou a isso. Eles precisam se questionar sobre as causas dos conflitos atuais, tipo terrorismo ou questões indígenas, e ver como isso tudo tá conectado com o local onde eles vivem, com o país e até com o mundo.

Na série anterior, lá no 8º ano, a gente trabalhou muito sobre formação de identidades no Brasil e como isso foi acontecendo historicamente. Eles já entendem um pouco sobre a diversidade cultural no Brasil e como ela foi moldada pela história. Agora, no 9º ano, a ideia é expandir isso pros conflitos atuais e questões mais globais.

Agora vou contar umas atividades práticas que eu faço com eles. A primeira coisa que eu gosto de fazer é um debate em sala. Eu levo alguns textos curtos de notícias recentes sobre questões indígenas ou algum conflito internacional atual que tenha grande visibilidade na mídia. Divido a turma em grupos pequenos, tipo uns 5 alunos por grupo, e dou uns 20 minutos pra eles lerem e discutirem entre eles o que acharam. Depois coloco todo mundo em círculo pra fazer um debate grandão. Isso costuma levar uma aula inteira.

Na última vez que fizemos isso, eu levei um artigo sobre um protesto indígena recente aqui no Brasil. A Maria Clara ficou impressionada como os povos indígenas ainda têm que lutar pelos seus direitos básicos hoje em dia. Já o Pedro levantou a questão de como a mídia internacional sempre foca nos aspectos negativos do Brasil nessas situações, e a gente acabou discutindo como isso afeta a imagem do país lá fora.

Outra atividade que faço é uma pesquisa de campo simples. Peço pra galera entrevistar alguém da comunidade sobre alguma experiência pessoal envolvendo preconceito ou diversidade. Pode ser alguém da própria família ou um vizinho. Depois eles trazem essas histórias pra sala e a gente discute em grupo os diferentes tipos de preconceito que existem na sociedade e como eles são combatidos.

Na última vez que fiz isso, o João entrevistou o avô dele, que é nordestino e veio morar em Goiás há muitos anos. Ele contou sobre as dificuldades enfrentadas na época por ser de outra região do país. A turma ficou bem tocada com essa história real e fez umas conexões com os movimentos migratórios atuais no mundo todo.

E tem também uma atividade mais artística que eles adoram: criar cartazes educativos. Dou uma aula pra definir os temas dos cartazes com base no que a turma acha mais relevante dentro do tema de diversidades identitárias. Depois disso, eles têm duas aulas pra confeccionar os cartazes em grupos usando material simples: papel-cartão, canetinhas coloridas e recortes de revistas velhas.

Da última vez, o cartaz da Ana Júlia sobre a cultura indígena foi um sucesso! Ela trouxe um monte de informações legais sobre tribos específicas de Goiás, coisa que muitos nem sabiam antes da atividade.

O legal dessas atividades é ver como os meninos se envolvem e começam a abrir mais a cabeça pras diferenças ao redor deles. Acho importante dar essas oportunidades de discussão e produção criativa porque eles acabam se expressando melhor e desenvolvendo empatia.

Bom, é isso! Espero ter ajudado quem tá tentando entender melhor como trabalhar essa habilidade na prática. Se alguém tiver mais ideias ou quiser trocar uma ideia sobre o assunto, tô por aqui!

de olhar pra realidade dele e entender que a história não é só um monte de datas e eventos, mas como essas histórias se conectam com a vida de todo mundo hoje em dia. Então, como que eu sei que o aluno tá sacando isso? Bom, é aquele momento mágico quando tô circulando pela sala e ouço a conversa entre eles. Tipo assim, quando vejo o Lucas explicando pro Gabriel que a cultura indígena não é uma coisa só do passado, mas que tá viva e presente hoje em dia. O jeito que ele fala, com convicção, sem gaguejar, eu percebo que o entendimento não é superficial. Ou quando a Ana comenta com a Júlia sobre como a imigração no Brasil trouxe uma diversidade imensa que impacta até no jeito que a gente come e fala hoje. Eu vejo que a menina tá ligando os pontos entre o que estuda e o que vive.

E tem aqueles momentos que eu percebo que o aluno entendeu quando ele faz uma pergunta esperta: "Professor, mas e se a gente tivesse mais representantes indígenas no governo, será que mudaria a política ambiental?". Aí eu penso: "Opa, esse tá pensando além do óbvio, tá conectando as coisas".

Agora, sobre erros comuns... Olha, um erro que acontece bastante é os meninos confundirem diversidade cultural com folclore. Tipo, o João ouviu falar da festa junina e acha que isso resume toda a cultura nordestina. Eu tinha que chamar ele e explicar: "João, festa junina é só uma parte da coisa toda. Tem música, comida, literatura, tem um monte de outras coisas que compõem essa cultura". E esse erro ocorre porque eles estão acostumados a resumir tudo em tópicos simples, sabe? O mundo real não é assim arrumadinho.

Outra confusão comum é achar que preconceito só acontece de forma direta ou com violência. A Maria uma vez disse: "Ah, mas se ninguém xingar ou bater tá tudo certo, né prof?". E aí entro eu pra explicar: "Maria, preconceito pode ser uma piadinha ou até o jeito de olhar pra uma pessoa diferente". É um trabalho diário e constante tirar essa visão simplista das coisas.

Com o Matheus, que tem TDAH, tenho que adaptar as atividades pra serem mais dinâmicas. Ele se concentra muito melhor quando a gente faz debates em vez de longas leituras. Gosta de uma atividade onde pode se mexer mais também. Por exemplo, quando fazemos uma encenação histórica onde cada aluno representa uma figura histórica diferente. Matheus se envolve totalmente! Uma coisa que não funcionou foi tentar fazer ele ler longos textos históricos... Perco ele ali na terceira linha.

Já com a Clara, que tem TEA, o negócio é outro. Ela precisa de ordens claras e diretas e de um espaço onde se sinta confortável. Pra ela funcionar bem nas atividades de grupo, eu sempre deixo ela com os colegas com quem sei que ela tem uma boa relação. Também preparo materiais visuais extras pra ela – mapas mentais ou sequências de fotos ajudam muito! Algo que não deu certo foi atividades muito abertas sem um roteiro claro... Deixava ela meio perdida.

Bom, gente, é isso! Essa habilidade exige da gente um olhar mais atento ao aluno no dia a dia pra perceber essas nuances no aprendizado deles. E lidar com as diferenças na sala é um desafio constante – tem dias fáceis e outros nem tanto –, mas vamos aprendendo junto com eles. Espero ter ajudado com essas histórias daqui. Bora trocar mais ideias depois! Abraços!

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