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EF08LI06Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Apreciar textos narrativos em língua inglesa (contos, romances, entre outros, em versão original ou simplificada), como forma de valorizar o patrimônio cultural produzido em língua inglesa.

Práticas de leitura e fruiçãoLeitura de textos de cunho artístico/literário
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08LI06 da BNCC é bem interessante. É sobre a molecada do 8º ano aprender a apreciar textos narrativos em inglês, tipo contos e romances. Mas não é só ler por ler, sabe? A ideia é fazer os alunos entenderem a riqueza cultural que esses textos trazem, valorizar o que foi produzido em países de língua inglesa. Então, na prática, o aluno precisa conseguir ler um texto narrativo e não só entender a história, mas também captar aquelas nuances culturais, perceber as diferenças e semelhanças com o que eles conhecem aqui do Brasil. Se a gente pensar bem, é como abrir uma janela pra outra parte do mundo.

Agora, quando a galera chega no 8º ano, eles já têm uma base de inglês do ano anterior. Então, eles já sabem o básico de interpretação de texto, conseguem pegar frases mais simples. O desafio no 8º ano é dar um passo além. Mostrar pra eles que um texto pode ser mais do que só palavras numa página, que tem um mundo ali esperando pra ser descoberto. E olha que interessante: quando eles percebem isso, mesmo os que tinham mais resistência começam a se envolver mais.

Uma das atividades que faço é meio clássica, mas funciona bem. Eu trago contos curtinhos em inglês, tipo "The Tell-Tale Heart" do Edgar Allan Poe em versão simplificada. Aí eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Cada grupo fica com um parágrafo pra ler e interpretar. Eles têm uns 20 minutos pra isso, depois cada grupo apresenta pro resto da turma o que entendeu da sua parte e como aquilo se conecta com o resto da história. O engraçado é que da última vez que fizemos isso, o João ficou tão empolgado com a história que começou a imitar o som do coração batendo durante a apresentação. A galera toda caiu na risada, mas ele conseguiu chamar a atenção de todo mundo pro ponto central do conto.

Outra atividade que gosto de fazer é usar pequenas cenas de filmes baseados em livros. Escolho um trecho de um filme que eles já conheçam ou tenham ouvido falar e dou um pedacinho do livro correspondente pra eles lerem antes. Aí assistimos juntos à cena e discutimos as semelhanças e diferenças entre o livro e o filme. Isso leva mais ou menos uma aula inteira, uns 50 minutos. Os alunos geralmente ficam bem animados porque adoram assistir filmes, né? Da última vez usamos "Harry Potter". A Ana Clara levantou uma questão muito legal sobre como certos detalhes do livro foram deixados de lado no filme e isso terminou numa discussão acalorada sobre o que era mais importante na história.

E aí tem uma atividade que acho muito bacana pro final de semestre: um clube do livro em inglês. Cada aluno escolhe um livro simplificado pra ler ao longo do semestre e depois faz uma apresentação oral sobre ele pros colegas. Dou liberdade pra escolherem títulos que possam interessá-los individualmente. Eles têm umas duas semanas pra fazer a leitura e preparar a apresentação. No dia das apresentações, cada aluno tem cerca de 5 minutos pra falar sobre seu livro, contar a história principal e destacar algo culturalmente interessante que tenham percebido. A primeira vez que fiz isso com a turma atual foi hilário porque o Pedro escolheu "Sherlock Holmes" e veio vestido de detetive com direito a lupa e tudo! Ele tava super nervoso no início, mas depois ficou todo animado mostrando como tinha aprendido umas expressões inglesas antigas.

Essas atividades são maneiras de tornar esse aprendizado mais dinâmico e envolvente. O fato da molecada poder pesquisar e trazer algo deles pro ambiente da sala faz muita diferença. Eles começam a entender que estudar uma língua não é só aprender gramática ou vocabulário solto; é entrar em contato com outras formas de viver e pensar. Fazendo isso tudo eles não tão só aprendendo inglês; tão aprendendo sobre o mundo também.

No fundo, acho que é isso que torna essa habilidade tão especial: ela tira os alunos daquela rotina chata e abre espaço pra criatividade e reflexão. E eu vou te contar: ver os meninos se engajarem dessa forma dá aquele sopro de esperança, sabe? De que estamos fazendo algo certo por aqui. Quando você vê o brilho nos olhos deles ao descobrir novas histórias e culturas, percebe que vale a pena todo esforço.

Bom, espero ter dado uma ideia legal de como trabalho essa habilidade com os alunos. Se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar experiências também, vou adorar saber!

E aí que é o seguinte, a gente precisa perceber quando o aluno realmente aprendeu sem precisar dar uma prova formal. Eu curto muito ficar circulando pela sala enquanto eles estão fazendo atividades. Aí, dá pra sacar como eles estão lidando com o material. Tipo, teve uma vez que eu tava passando pelas mesas e ouvi o Pedro explicando pra Luana como certo trecho do livro tinha uma ironia que ele já tinha visto em filmes americanos. Ele fez uma conexão que eu nem esperava. Esse tipo de coisa me mostra que ele não só entendeu o texto, mas também conseguiu aplicar o que aprendeu em outro contexto. Isso é um sinal claro de que a habilidade tá sendo desenvolvida.

Outra situação que rolou foi com a Ana. A gente tava lendo um conto e ela comentou com a amiga sobre como a festa de aniversário descrita ali parecia com as festas juninas daqui, mas com umas diferenças culturais interessantes como as comidas e músicas. Ela conseguiu perceber nuances culturais só de ler a descrição no texto. Isso mostra que ela tá realmente captando o que a habilidade pede.

E olha, os erros mais comuns... Bom, tem uns clássicos. Vamos pegar o João como exemplo. O João sempre confunde os tempos verbais, tipo, ele lê "She was going to the store" e entende tudo no presente. Acho que isso rola porque os meninos às vezes ficam meio perdidos com a estrutura do inglês comparado ao português, né? Aí eu tento pegar o erro na hora, paro tudo e explico de novo, fazendo ele lembrar de alguma situação do dia a dia pra comparar. Outra vez foi a Rafaela, que lia tudo meio correndo e acabava deixando passar detalhes importantes da história, as tais nuances culturais que falei antes. Com ela, eu tento fazer parar e pensar: "O que esse trecho te lembra? Tem algo parecido por aqui?" Isso ajuda ela a desacelerar e prestar mais atenção.

Agora, sobre adaptar pros alunos com TDAH e TEA, bom, é um desafio diário. O Matheus tem TDAH e precisa de um ritmo diferente. Geralmente, faço atividades mais curtas e dinâmicas pra ele não perder o foco. Música é algo que funciona bem com ele, coloco uma música em inglês relacionada com o tema do texto e faço ele conectar as letras com a história que estamos lendo. E assim ele se engaja sem perceber muito que tá estudando.

A Clara, por outro lado, tem TEA e é super sensível a estímulos visuais. Com ela, uso muito material visual colorido e organizado. A Clara se dá bem quando as histórias têm um suporte visual bem claro. Faço esquemas no quadro com desenhos pra ela seguir a linha da história. Outra coisa é usar figuras pra representar personagens ou cenas chaves do texto.

O tempo também é um ponto importante pros dois. Pro Matheus, dou mais flexibilização pra terminar as atividades. Já pra Clara, ter uma rotina fixa ajuda bastante pra ela se sentir segura na aula.

Algo que não funcionou de jeito nenhum foi tentar fazer grupos grandes com eles dois incluídos. Muita informação ao mesmo tempo deixa eles desconfortáveis ou dispersos demais. Então prefiro pequenos grupos ou mesmo atividades individuais guiadas.

Bom pessoal, é isso aí sobre como percebo que os meninos tão aprendendo mesmo sem prova formal e as estratégias pros erros comuns e pros alunos com necessidades especiais na sala. Cada dia é uma nova descoberta e sempre tem algo que podemos melhorar ou ajustar. Qualquer dia desses trago mais histórias de sala de aula pra vocês. Até mais!

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