Então, gente, hoje eu quero compartilhar com vocês como eu trabalho aquela habilidade EF08LI07 da BNCC com a minha turma do 8º ano. Pra começar, deixa eu explicar como eu enxergo essa habilidade na prática. Basicamente, a ideia é fazer com que os meninos consigam usar a internet e aplicativos pra acessar e aproveitar conteúdos literários em inglês. Não é só ler textos, mas explorar mesmo, sabe? Tipo, eles precisam conseguir buscar um poema ou um trecho de livro em inglês, entender o que estão lendo e curtir isso de alguma forma.
Pensa assim: no 7º ano eles já têm uma noção básica de inglês, já viram o verbo to be e sabem montar umas frases simples. Agora, a gente quer que eles usem isso pra algo maior, que é conectar o inglês que aprendem na escola com o mundo lá fora. Então, quando falamos em patrimônio artístico literário, estamos falando de poemas, trechos de livros, até músicas e filmes que têm um valor cultural. O aluno precisa conseguir encontrar esses conteúdos online e conseguir tirar proveito disso. E olha que interessante: isso é muito mais próximo da realidade deles do que parece. Afinal, eles vivem grudados no celular!
Bom, agora vou contar pra vocês três atividades que eu tenho feito na minha sala pra trabalhar essa habilidade com a galera.
Primeira atividade: a busca por poemas. Aí o material é bem simples mesmo: só os celulares dos alunos e acesso à internet. Eu divido a turma em duplas ou trios, dependendo do tamanho da classe. Peço pra eles escolherem um poeta em inglês que já ouviram falar (pode ser o famoso Shakespeare ou até alguém mais moderno). Depois, eles têm que encontrar um poema curto desse autor e ler com atenção. A ideia é tentar entender o máximo possível sem tradução. Pra isso, podem usar dicionários online ou tradutores como apoio. Normalmente essa atividade leva uns 30 minutos. O legal é que alguns se empolgam bastante — como a Júlia e a Beatriz da última vez que fizemos isso, elas acabaram declamando um poema do Robert Frost pro resto da turma!
Segunda atividade: clube do livro online. Essa é um pouco mais elaborada. Primeiro, uso um site gratuito de audiobooks em inglês e escolho um livro curto ou um conto para os alunos escutarem em casa (geralmente dou uma semana). Depois a gente se reúne na escola, em círculo mesmo, com as cadeiras, tipo clube do livro real. Aí discutimos o enredo, os personagens e as impressões deles sobre a história. Normalmente os alunos ficam meio tímidos no começo, mas depois vai fluindo. Na discussão da última vez sobre "The Gift of the Magi" do O. Henry, o Pedro surpreendeu todo mundo com uma teoria sobre o sacrifício dos personagens ser uma metáfora para o amor verdadeiro — fiquei orgulhoso demais!
Terceira atividade: criação de uma playlist literária no Spotify ou YouTube Music. Aqui os alunos precisam selecionar músicas que foram inspiradas por livros ou poemas em inglês e montar uma playlist colaborativa da turma. Eles podem pesquisar sobre a música e descobrir qual obra literária inspirou aquela letra. Isso dá pra fazer em uma aula dupla (uns 80 minutos), incluindo tempo pra pesquisa e montagem da playlist. Da última vez que fizemos isso, o Lucas encontrou uma música do Led Zeppelin que era inspirada no "The Lord of the Rings", ele ficou todo animado querendo apresentar pros amigos.
Essas atividades são maneiras de tirar a galera daquela visão tradicional de ensino de inglês, sabe? Eles veem que inglês não é só grammar and vocabulary, mas algo vivo que conecta com arte e cultura. E quando os alunos percebem isso, ficam mais interessados e motivados.
Trabalhar essa habilidade tem sido uma experiência bem enriquecedora tanto pra mim quanto pros meninos. No início, muitos acham que explorar literatura em inglês é algo difícil ou chato demais, mas quando começam a mexer nos aplicativos e veem como pode ser divertido e interessante, as coisas mudam. Eles passam a perceber o valor cultural desses textos e músicas.
É isso aí. Espero que essas ideias possam inspirar vocês a tentarem coisas novas nas salas de aula também! Em breve volto aqui pra contar outras experiências bacanas. Até mais!
Pensa assim: no 7º ano eles já têm uma noção básica de inglês, já sabem o que é o verbo "to be", o present continuous, mas no 8º ano a coisa tem que avançar um pouco mais. É tipo um desafio, sabe? E eu adoro ver quando eles começam a perceber que conseguem entender um texto em inglês que no começo parecia um bicho de sete cabeças.
Olha, vou te contar como eu percebo que eles aprenderam, sem precisar aplicar prova formal. Uma coisa que eu gosto de fazer é ficar circulando pela sala e prestando atenção nas conversas dos meninos entre eles. Já vi várias vezes o João explicando pro Pedro algo que ele tinha acabado de entender. Tipo, teve um dia que estavam discutindo sobre um poema do Robert Frost e o João virou e falou: "Cara, eu acho que ele tá falando sobre escolhas na vida, sabe?", e aí o Pedro completou: "Ah, tipo aquela história da estrada menos percorrida?" Nesse momento eu pensei: beleza, pegaram a ideia central!
Outra situação é quando eu vejo eles usando as novas palavras ou expressões de maneira espontânea nas conversas do dia a dia. A Ana, por exemplo, começou a usar expressões como "out of the blue" ou "break a leg" nos diálogos com os colegas. E ela me contou toda animada que encontrou essas expressões assistindo séries e entendeu perfeitamente como usar.
Agora, sobre os erros mais comuns, tem uns que aparecem sempre. O Carlos vive confundindo "their", "there" e "they're". Outro erro clássico é o uso do past simple vs. present perfect. Eles acabam usando só o past simple para tudo. Lembro uma vez, a Mariana tava dando uma aula pros colegas sobre uma música dos Beatles e falou: "Yesterday, I have seen that movie." Aí tive que intervir e explicar: "Olha, Mariana, aqui a gente deve usar 'I saw' porque é uma ação concluída ontem." Esses erros acontecem porque as regras do inglês às vezes são diferentes do português e a assimilação pode ser complicada.
Quando pego esses erros na hora, eu gosto de parar a atividade e fazer uma pequena dramatização ou criar um mini-diálogo garantindo que a diferença entre as formas fique clara pra todos. Tipo assim, faço eles criarem frases com situações cotidianas onde usariam cada uma das formas.
Agora falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA. Eles são super participativos e cada um tem seu jeitinho especial. Pro Matheus, eu costumo adaptar as atividades pra serem mais dinâmicas e curtas. Ele se beneficia muito com jogos educativos e quiz rápidos em aplicativos de celular que vêm com feedback imediato. Durante as atividades em sala, dou intervalos curtos pra ele dar uma volta e espairecer. Ajuda muito pra manter ele focado.
Já com a Clara, eu faço algumas adaptações visuais. Uso mais imagens e vídeos nas explicações porque ela tem uma super habilidade em entender contextos visuais. Além disso, tenho sempre à disposição dela algumas fichas ilustradas sobre o conteúdo do dia. Ela responde melhor quando sabe exatamente o que esperar da aula e das atividades.
Uma coisa que não funcionou tão bem foi tentar integrar o Matheus e a Clara em atividades em grupo muito grandes logo de cara. Percebi que eles se sentem melhor em grupos menores ou duplas onde podem ter mais atenção focada e não se sentem sobrecarregados.
E é isso pessoal! Espero que essas minhas experiências possam ajudar quem também enfrenta esses desafios no dia a dia de sala de aula. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra gente trocar ideia. Até a próxima!