Voltar para Língua Inglesa Ano
EF08LI19Língua Inglesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Investigar de que forma expressões, gestos e comportamentos são interpretados em função de aspectos culturais.

Comunicação interculturalImpacto de aspectos culturais na comunicação
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08LI19 da BNCC é muito bacana e, olha só, superimportante pro pessoal do 8º ano. Ela fala basicamente sobre entender como a cultura influencia a forma como a gente se expressa e interpreta tudo ao nosso redor. Sabe quando você faz um gesto que pra gente aqui no Brasil significa uma coisa, mas pra outra pessoa de outro lugar pode significar outra completamente diferente? Então, é isso que esse ponto da habilidade quer que os alunos vejam. O aluno precisa conseguir perceber e respeitar essas diferenças, entender que o que é comum e normal aqui pode não ser lá fora, e vice-versa.

Eles vêm do 7º ano já tendo uma noção de comunicação básica em inglês, tipo cumprimentos, apresentações pessoais e expressões simples. Agora no 8º, a ideia é aprofundar isso e mostrar como essas comunicações mudam de acordo com o contexto cultural. Por exemplo, um simples "ok" com o polegar levantado é super tranquilo aqui, mas em outros países pode ser ofensivo. A turma já devia ter umas ideias de que existem diferentes culturas, mas agora a gente foca em como essas diferenças impactam a comunicação direta.

Pra trabalhar isso em sala, eu faço algumas atividades bem legais que os meninos curtem bastante. Uma delas é "Roda das Culturas". Eu uso alguns vídeos curtos do YouTube que mostram situações cotidianas em diferentes países. Coisas simples do dia a dia mesmo, tipo cumprimentar alguém ou comer em lugares públicos. Organizo eles em grupos pequenos, tipo uns quatro ou cinco por grupo, porque aí dá pra todo mundo falar e se envolver bem. A atividade leva uma aula inteira de uns 50 minutos porque depois do vídeo tem discussão e tudo mais. Os alunos reagem muito bem, ficam surpresos com algumas coisas. Lembro da última vez que fizemos que o Lucas ficou chocado com o jeito dos japoneses de cumprimentar abaixando a cabeça. Ele perguntou se as pessoas nunca apertam as mãos lá!

Outra atividade que faço é chamada "Pantomima Cultural". É meio uma mímica, sabe? Uso cartas que eu mesmo preparei com situações culturais escritas nelas, tipo "dar dois beijinhos no rosto", "fazer sinal de joinha" ou "comer com as mãos". Os alunos pegam uma carta e têm que representar sem falar nada enquanto os outros tentam adivinhar o que é e de onde é essa prática. Divido a turma em dois times pra dar aquela animada e eles adoram competir! Essa atividade dura uns 30 minutos porque depois de cada rodada eu gosto de explicar o significado cultural por trás do gesto ou comportamento. Da última vez, a Ana pegou "comer com hashi" e foi hilário ver ela tentando mostrar isso sem usar palavras! A turma adorou.

A última atividade que vou contar é "Pesquisa e Apresentação Cultural". Aqui os alunos escolhem um país pra pesquisar sobre práticas culturais únicas, como festividades ou tradições especiais. Eles usam celulares ou vão na sala de informática da escola pra encontrar informações e depois preparam uma apresentação curta pra turma. Dou cerca de duas aulas pra essa tarefa toda, incluindo tempo pra pesquisa e preparação. A reação deles é sempre positiva porque eles adoram descobrir coisas novas sobre outros países. Uma vez, o João fez uma apresentação sobre o festival Holi na Índia e mostrou fotos das pessoas cobertas de pó colorido. Todo mundo ficou tão empolgado que sugeriram fazer algo parecido na escola!

Essas atividades ajudam muito a galera a perceber como a cultura afeta nossas ações cotidianas e como isso influencia nossa comunicação com pessoas de outras partes do mundo. Eles não só aprendem sobre outras culturas, mas também ficam mais atentos ao jeito como se comunicam no dia a dia. Dá até pra ver eles comentando entre si depois das aulas sobre alguma curiosidade cultural que descobriram.

E assim vou trabalhando essa habilidade com eles. Eles saem das atividades mais conscientes do papel da cultura na comunicação e já começam a aplicar isso nas interações deles no dia a dia. É um processo legal de ver acontecendo aos poucos e saber que a gente tá ajudando eles a serem mais abertos e respeitosos com as diferenças culturais do mundo todo.

E aí, como vocês trabalham essa habilidade nas turmas de vocês? Quero trocar umas ideias!

Olha, a gente percebe que o aluno tá começando a entender a habilidade EF08LI19 no dia a dia, mesmo sem aplicar uma prova formal. Quando eu tô circulando pela sala, escutando as conversas, dá pra sacar várias coisas. Tipo, quando os meninos tão discutindo entre si sobre um exercício ou uma situação hipotética. Outro dia, ouvi a Júlia explicando pro Lucas que nos Estados Unidos eles costumam cumprimentar as pessoas com um aperto de mão firme, enquanto aqui no Brasil é mais comum um abraço ou beijo no rosto. Aí pensei: "Ah, ela pegou a ideia!"

Outra vez, durante uma atividade onde a gente discutia costumes de outros países, o Pedro comentou que na Índia as pessoas costumam comer com a mão direita por uma questão cultural e religiosa. E ele falou isso pro grupo enquanto eu passava por ali. Eu fiquei todo bobo porque percebi que ele tava se conectando com o assunto de um jeito natural. São esses momentos do cotidiano ali na sala que me mostram que a galera tá entendendo o que a gente tá discutindo sem precisar de avaliação formal.

Agora, sobre os erros mais comuns... Olha, esses aparecem bastante. Um erro recorrente que vejo é quando os alunos acham que todo gesto é universal. Tipo assim, a Sofia uma vez disse em voz alta que todo mundo entenderia o sinal de positivo com o polegar levantado como algo positivo. Aí eu tive que interromper e explicar que em alguns lugares isso não é visto como algo bom e pode até ser ofensivo. Esses erros acontecem porque os alunos tão muito acostumados com a própria cultura e às vezes esquecem de ver além disso.

Quando pego esses erros na hora, eu chamo a atenção com cuidado, sabe? Explico pra eles de onde vem essa diferença e como isso também é uma oportunidade de aprender sobre o mundo. Às vezes faço até uma brincadeira pra descontrair e fixar o aprendizado. Um exemplo concreto foi quando mostrei um vídeo curto mostrando esses gestos em diferentes países. Eles riram bastante e aprenderam ainda mais!

Sobre lidar com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA, eu tento adaptar as atividades pra incluir todo mundo de forma bacana. Pro Matheus, manter ele envolvido é fundamental. Então, corto as atividades em partes menores pra ele não perder o foco e vou marcando pequenos objetivos pra ele sentir que tá progredindo e não desanimar. Uso vídeos curtos ou áudios porque percebo que ele se interessa mais quando tem estímulo visual ou sonoro. Uma coisa que não funciona muito é deixar atividades longas ou sem um acompanhamento direto.

Com a Clara, como ela tem TEA, eu procuro estabelecer uma rotina bem clara pra ela saber o que esperar da aula. Também tento usar materiais visuais mais diretos e usarmos passos bem detalhados nas tarefas. Eu evito mudar muito rápido de uma atividade pra outra sem avisar antes porque isso deixa ela ansiosa. Algo que sempre funciona é dar tempo extra sem pressão pra ela completar as atividades seguindo o ritmo dela.

E pra concluir com vocês aqui do fórum, eu digo assim: ensinar é mais do que passar conteúdo, é perceber essas nuances do dia a dia e criar um ambiente onde cada aluno se sinta parte do aprendizado e entenda sua importância no mundo tão diverso em que vivemos. É desafiador? Claro! Mas também é gratificante demais ver esses meninos crescendo como indivíduos críticos e respeitosos. Espero ter contribuído um pouco com minha experiência pra quem tá na mesma caminhada. E vamo seguindo juntos aí!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF08LI19 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.