Olha, pessoal, essa habilidade EF08LI18 da BNCC é uma daquelas que eu acho super legais de trabalhar na sala de aula. Basicamente, a ideia é ajudar a galera a construir um repertório cultural bem bacana por meio do contato com manifestações artístico-culturais que têm a ver com a língua inglesa. Então, a gente tá falando de artes plásticas, visuais, literatura, música, cinema, dança e festividades. A meta é valorizar a diversidade cultural, mostrar pros meninos que existem várias maneiras de pensar e viver no mundo.
Na prática, como eu entendo essa habilidade? Bom, o aluno precisa ser capaz de reconhecer e apreciar diferentes manifestações culturais da língua inglesa. Não é só saber que tal coisa existe, mas entender o contexto, a história por trás e até mesmo fazer comparações com nossa própria cultura. A turma já tinha um certo conhecimento básico de inglês da série anterior – tipo cumprimentos, verbos simples e tal – mas agora é hora de expandir isso pra algo mais significativo.
Vou contar agora três atividades que eu faço na minha sala pra dar conta dessa habilidade.
Uma das atividades que faço é usar música. Eu escolho uma canção famosa na cultura de língua inglesa pra gente estudar. A última vez foi "Imagine", do John Lennon. Trago a música impressa com as letras, já traduzida pro português também. Primeiro, a gente escuta juntos na sala – eu levo meu violão pra dar uma animada. Depois, a gente lê e discute o significado das palavras e das ideias por trás da música. A turma fica em círculo, porque assim todo mundo participa melhor. Demora umas duas aulas de 50 minutos cada pra dar conta disso.
Os alunos sempre reagem bem à aula de música. O João Pedro, por exemplo, falou que nunca tinha parado pra pensar no que a letra dizia – ele achava só "bonitinha". E aí quando percebeu o peso das palavras ficou até emocionado. É bacana ver isso acontecer.
Outra atividade que gosto é trabalhar com cinema. Escolhemos um filme relevante e assistimos em partes ao longo das semanas. Da última vez foi "The Pursuit of Happyness". Antes de começar a assistir, faço uma introdução sobre o contexto do filme: quem são os atores principais, qual é a história por trás do filme e como ele se relaciona com a realidade dos Estados Unidos. Aí assistimos em sessões de 30 minutos – pra não ficar cansativo e ter tempo pra discutir depois.
Os alunos escrevem um pequeno resumo do que entenderam em inglês no final de cada sessão. Essa atividade costuma levar umas cinco sessões no total. A Ana Clara sempre vem com perguntas interessantíssimas depois das sessões, tipo comparando as dificuldades enfrentadas pelo personagem principal com situações que ela vê na nossa cidade. É bem legal ver a galera conectando os pontos.
A terceira atividade que faço bastante é relacionada às festividades culturais. Como exemplo, no último Halloween fizemos algo diferente: uma apresentação cultural sobre as origens dessa festa nos países de língua inglesa. Divido a turma em grupos e cada grupo fica responsável por pesquisar um aspecto do Halloween – tipo fantasias, comidas típicas, histórias de terror famosas e figuras históricas associadas à data.
Eles têm duas semanas pra preparar e apresentam pra turma numa aula especial onde também decoramos a sala com temas do Halloween (as crianças adoram!). Usei cartolina preta e laranja e pedi que trouxessem algumas decorações de casa.
Essa atividade deixa os meninos super animados e mais ligados na história por trás das coisas que eles já conhecem pelos filmes ou séries. O Lucas ficou até surpreso quando descobriu que o “trick or treat” tem toda uma história por trás.
No fim das contas, trabalhar essa habilidade não é só ensinar inglês – é abrir portas pras crianças verem o mundo sob novas perspectivas e talvez até se verem refletidos nessas culturas diferentes. E isso é muito gratificante tanto pra eles quanto pra mim.
Bom, pessoal, era isso que queria compartilhar sobre como eu trabalho essa habilidade por aqui. Espero que tenha ajudado ou inspirado vocês de alguma forma! Se alguém tiver outra ideia ou quiser trocar figurinhas sobre atividades ligadas à cultura na aula de inglês, tô sempre por aqui! Abraço!
Bom, o aluno precisa ser capaz de se conectar com essas manifestações culturais de uma forma que faça sentido pra ele, sabe? E a gente percebe se o aluno aprendeu ou não de várias maneiras, sem precisar enfiar uma prova formal no meio. Uma das coisas que mais gosto é circular pela sala quando eles tão fazendo atividades em grupo ou, às vezes, até individualmente. Cara, é incrível como você pega no ar algumas coisas! Tipo, outro dia, a Bia e a Letícia tavam discutindo sobre músicas dos Beatles e aí vi que elas tavam analisando as letras e tentando entender o contexto histórico. Quando uma delas consegue explicar pro grupo todo o significado de uma expressão ou a intenção do artista, dá pra ver aquele brilho no olho, saca? Pra mim, isso é um sinal claríssimo de que elas tão sacando a essência da coisa.
Outra situação que sempre me deixa feliz é quando um aluno consegue ensinar outro. Teve uma vez que o João tava ali meio perdido numa atividade sobre cinema irlandês. Aí o Marcos chegou e começou a explicar sobre a importância dos cenários naturais na narrativa dos filmes. E olha, o João foi pescando tudo! Pro Marcos conseguir explicar daquele jeito, ele tinha que ter entendido muito bem antes. Esse tipo de interação eu vejo como uma das melhores evidências de aprendizagem.
Agora, erros comuns... ah, esses acontecem bastante, né? Normal. Um erro que eu vejo direto é a galera confundir as épocas dos movimentos culturais. Tipo assim, o Pedro achou que as músicas dos anos 60 eram dos anos 80 e ficou meio perdido. Acho que isso rola porque eles ainda tão construindo essa linha do tempo na cabeça e às vezes as informações se embaralham, né? Quando eu pego esse tipo de coisa na hora, tento usar exemplos que eles conhecem bem pra fazer um paralelo. Falo algo como "Lembra do filme tal que saiu ano passado? Então, esse movimento cultural aconteceu mais ou menos nessa época." Aí comparo com coisas do dia-a-dia pra clarear.
Outra coisa comum é eles focarem só na tradução literal e perderem o contexto cultural. A Júlia uma vez tava traduzindo um poema super famoso e focou tanto na tradução das palavras que esqueceu de captar a emoção e a crítica social por trás dos versos. Isso acontece muito porque eles ainda tão se acostumando a pensar 'fora da caixinha', né? Quando pego isso, faço perguntas tipo "O que você acha que o autor queria dizer com essa metáfora?" ou "Qual sentimento esse trecho desperta em você?" Pra ajudar a galera a olhar além das palavras.
Agora sobre inclusão: tenho o Matheus com TDAH e a Clara com TEA na turma. Com o Matheus, eu preciso variar as atividades pra manter ele engajado. Ele curte muito música, então sempre tento trazer alguma canção relacionada ao tema e deixo ele compartilhar as bandas ou artistas que ele gosta. Ajuda muito ele a se sentir parte do processo. Também uso cronômetros visuais pra dividir melhor o tempo das atividades. Já percebi que ele se dá bem quando tem essas pausas definidas.
Com a Clara, as coisas são um pouco diferentes. Preciso ser bem claro nas instruções e às vezes usar materiais visuais ou gráficos pra ela entender melhor o conceito. Uma coisa que funcionou bem foi criar um roteiro visual do conteúdo do dia. Desenhei numa folha os passos que íamos seguir numa atividade sobre teatro inglês e isso deu um apoio visual bacana pra ela. Ah, e procuro sempre dar um tempinho extra nas tarefas porque sei que esse ritmo respeita melhor o jeito dela processar a informação.
E já testei umas coisas que não deram tão certo também! Por exemplo, tentei fazer uma atividade em roda com a turma toda falando ao mesmo tempo e foi péssimo tanto pro Matheus quanto pra Clara. O Matheus não conseguia focar com todo mundo falando junto e a Clara ficou desconfortável com tanta interação desordenada. Aprendi rapidinho que o ambiente conta muito.
Bom, gente, acho que deu pra compartilhar um bocado aí das minhas experiências com essa habilidade EF08LI18 e como lido com os desafios em sala de aula. No fim das contas, eu sempre tô aprendendo junto com os alunos, né? Valeu por ler até aqui! Vamos trocando ideia! Abraço!