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EM13LP01Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/escuta, com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EM13LP01 da BNCC é um troço bem interessante de trabalhar. Basicamente, o que a gente precisa fazer é ajudar a galera a entender que nenhum texto nasce do nada. Todo texto, seja ele uma música, um artigo de jornal, um post em rede social, vem carregado de um contexto, de condições de produção. E aí o aluno tem que se ligar em como isso tudo tá conectado: quem escreveu, por quê, pra quem, quando, onde. Não é só ler o que tá na frente, mas pensar no que tá por trás das palavras. É tipo virar um detetive da comunicação. Na prática, os meninos têm que pegar um texto e conseguir analisar essas coisas todas. Eles precisam saber se o texto foi feito pra informar, convencer, entreter... E isso tem tudo a ver com a vida deles hoje em dia: pensar criticamente sobre o que leem ou escrevem.

Quando os meninos chegam no primeiro ano do ensino médio, eles já têm uma base disso desde o nono ano. Lá atrás, já começamos a trabalhar a leitura crítica e a escrita com propósito. Mas agora, no 1º EM, a gente aprofunda mais essa análise, porque eles já têm uma maturidade maior pra entender esses nuances todos.

Vou contar pra vocês três atividades que faço com minha turma e que funcionam bem demais.

A primeira atividade é análise de música. Música é algo que os meninos curtem muito e tem um potencial enorme pra explorar contexto histórico e social. Eu escolho uma canção popular brasileira - da última vez foi "Cálice", do Chico Buarque e Gilberto Gil. Primeiro, coloco a música pra tocar na sala e dou a letra impressa pros alunos. Aí dividimos em grupos de quatro ou cinco pessoas e cada grupo fica responsável por pesquisar sobre algum aspecto da música: a época em que foi escrita, o contexto político do Brasil naqueles anos 70, quem eram os autores e qual era o papel deles na sociedade daquela época. Toda essa parte leva mais ou menos uma aula inteira de cinquenta minutos. Na aula seguinte, cada grupo apresenta suas descobertas pros colegas. É bem interessante ver como a galera se envolve! Na última vez que fizemos isso, a Ana Paula ficou toda empolgada pesquisando sobre a ditadura militar e acabou trazendo até cartazes antigos pra mostrar pro pessoal. A turma toda ficou super interessada e foram surgindo debates bem ricos.

Outra atividade que gosto de fazer é análise de manchetes de jornal. Aqui uso manchetes reais impressas ou projetadas no quadro. Desafio os alunos a identificar o ponto de vista do autor da notícia e as possíveis intenções por trás daquela escolha específica de palavras ou imagens. A ideia é que percebam como uma mesma informação pode ser apresentada de diferentes formas dependendo do interesse de quem escreve. Divido a turma em duplas e dou umas cinco manchetes para cada dupla analisar em sala mesmo, durante uns trinta minutos. Depois fazemos uma roda de conversa pra discutirmos as impressões gerais. Lembro que na última vez o Lucas comentou como algumas manchetes sobre o mesmo tema pareciam querer convencer as pessoas de coisas opostas e ficou surpreso ao perceber como isso pode manipular nossa percepção dos fatos.

A terceira atividade envolve produção escrita mesmo. Peço aos alunos que criem um texto curto sobre um tema atual - pode ser um post fictício em rede social ou um editorial - mas com foco em diferentes contextos: um precisa ser mais informativo e outro deve ter um tom persuasivo. Dou uns temas quentes como aquecimento global ou desigualdade social e deixo eles escolherem o enfoque que acharem melhor. Isso geralmente leva umas duas aulas completas: uma para planejar e escrever o texto em rascunho e outra para revisar e finalizar o trabalho com feedbacks dos colegas. Na última vez que fizemos isso, a Mariana mandou muito bem num editorial sobre mudanças climáticas focado em conscientizar adolescentes da idade dela. Ela usou dados estatísticos de uma forma tão eficaz que até me impressionou!

Bom, é isso aí galera! Tentar trabalhar essa habilidade é essencial para formar leitores críticos e cidadãos conscientes. Acho legal ver como os alunos começam a se ligar mais nas entrelinhas dos textos depois dessas atividades. Se alguém tiver mais ideias ou quiser trocar figurinhas sobre essas experiências, estou por aqui! Abraços!

E aí, gente, continuando aqui sobre a habilidade EM13LP01. Quando eu tô na sala de aula, sem aplicar prova formal, dá pra perceber que a galera tá pegando a ideia do contexto de produção de um texto através de pequenos detalhes do dia a dia. Por exemplo, quando eu tô andando pela sala e vejo alguém como o Pedro, que tá sempre com o fone no ouvido, tirando ele pra escutar uma discussão sobre o tema da aula e depois entrando na conversa super empolgado. Isso já é um sinal de que ele não só leu o texto, mas tá começando a pensar sobre ele.

Outro momento que eu adoro é quando vejo os alunos explicando pros colegas. Tipo assim, a Luana explicando pro João por que um determinado artigo de opinião tinha aquelas ideias e quem era o público-alvo. Ela fala com tanta segurança que você percebe que entendeu mesmo. E tem também aquela hora na semana passada quando a gente tava analisando uma música e o Lucas virou pro Gabriel e disse: "Ah, cara, mas essa música foi feita no meio dos anos 70, na época da ditadura! Claro que eles usam metáforas!" Aí você pensa: "Ah, esse entendeu."

Agora, sobre os erros comuns, olha. O que mais acontece é a galera focar só no texto em si e esquecer o contexto todo que discutimos. O Caio, por exemplo, sempre lê os artigos como se fossem isolados. Ele comentou uma vez que "o autor tava super exagerado", mas quando conversamos sobre o contexto político da época em que o texto foi escrito, ele teve aquele momento de "ah tá". Isso rola porque é fácil cair na armadilha de analisar só palavras soltas sem considerar o cenário em que foram escritas.

Quando pego esses erros na hora, tento puxar uma conversa bem direta. Chamo atenção pro que tá em volta do texto e faço umas perguntinhas tipo: "Quem escreveu isso aí? Em que ano? O que tava acontecendo nesse período?" Ajuda muito fazer eles pensarem além do óbvio.

Quanto ao Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, as adaptações são essenciais. Com o Matheus, percebi que ele se beneficia muito de atividades mais curtas e bem estruturadas. Tipo assim, em vez de pedir pra ele analisar um texto grande de uma vez, divido em partes menores. Uso também alguns materiais visuais coloridos pra manter a atenção dele nos pontos principais. Acho importante ter sempre um plano B porque às vezes ele se dispersa e preciso estar pronto pra trazer ele de volta pro foco.

Com a Clara, já noto que ela funciona melhor quando tem uma rotina mais previsível. Atividades muito abertas ou mudanças repentinas no plano deixam ela desconfortável. Então, pra ela, uso diagramas claros do conteúdo, tipo mapas mentais bem organizados. Quadrinhos ou infográficos funcionam super bem também. Teve um dia que tentei usar uma música como exemplo e percebi que ela ficou meio perdida porque o tema mudou rápido demais. Então aprendi a manter as coisas mais lineares.

E aí é isso. Esse trabalho é um constante aprendizado e adaptação. Cada aluno aprende de um jeito e é nossa missão encontrar esse caminho junto com eles. Bom, vou nessa agora! Espero que as dicas tenham ajudado aí quem tá lidando com essas questões também. Até mais!

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