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EM13LP13Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Analisar, a partir de referências contextuais, estéticas e culturais, efeitos de sentido decorrentes de escolhas de elementos sonoros (volume, timbre, intensidade, pausas, ritmo, efeitos sonoros, sincronização etc.) e de suas relações com o verbal, levando-os em conta na produção de áudios, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de apreciação.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhando com essa habilidade da BNCC, EM13LP13, é um desafio e tanto, viu? Mas é também muito legal! Quando a gente fala dessa habilidade, o que eu entendo é que os alunos têm que aprender a analisar e entender como os sons funcionam junto com as palavras. Tipo, quando você assiste a um filme e percebe como a música muda o jeito que você sente uma cena – é mais ou menos por aí. Os meninos precisam entender como elementos sonoros como volume, timbre, ritmo e tudo mais afetam o jeito que a mensagem é passada. E aí, depois de entender isso, eles têm que usar esse conhecimento pra criar áudios deles mesmos, pensando em como tudo isso pode mudar o sentido do que eles querem dizer.

Então, na prática, é fazer os alunos perceberem que um som pode mudar completamente o significado de uma fala ou de uma música. Eles já vêm do ano anterior com alguma noção disso quando estudamos textos multimodais – tipo vídeos, onde não é só a palavra escrita que importa, mas também o jeito que a imagem e o som trabalham juntos. Agora, no 2º ano do Ensino Médio, a ideia é aprofundar isso. Mostrar pra eles que até uma pausa no momento certo ou um efeito sonoro diferente pode mudar o jogo.

A primeira atividade que faço pra trabalhar essa habilidade é bem simples. Eu uso trechos de filmes e animações. Coisa fácil de conseguir no YouTube mesmo. A galera adora animações da Disney ou da Pixar, então pego umas cenas famosas e coloco na TV da sala. Divido a turma em grupos pequenos, de 4 ou 5 alunos, pra assistirem juntos. Aí eles têm que prestar atenção nos elementos sonoros: como o som aumenta nas partes mais emocionantes, como o ritmo da música muda conforme a cena avança. Depois, eles discutem entre si sobre como esses sons afetam o jeito que a gente entende a cena. Essa atividade leva uns 50 minutos no total: 20 pra assistir e 30 pra discutir e apresentar. Da última vez que fiz isso, o Lucas ficou mega empolgado ao perceber como o som dos violinos numa cena de Toy Story fazia ele se sentir mais triste na hora da despedida dos brinquedos.

Outra atividade que funciona bem é fazer os alunos criarem um pequeno podcast. A ideia é eles produzirem um áudio curto – tipo uns 3 minutos – sobre um tema livre, mas precisam usar efeitos sonoros pra enriquecer a mensagem. Dou uns exemplos e sugeri temas como "Um dia inesquecível" ou "Meu lugar favorito". Eles gravam no celular mesmo e depois editam num aplicativo simples tipo Audacity ou até no próprio celular com aqueles apps de edição de áudio. Aí, organizo eles em duplas ou trios pra facilitar. Esse projeto leva mais tempo: geralmente umas duas aulas pra planejar e gravar e uma terceira aula pra apresentar pro resto da turma. O interessante é ver como cada grupo escolhe abordar os sons. Na última vez que fizemos isso, a Juliana e o Carlos criaram um áudio sobre um passeio na cachoeira e usaram sons de água e pássaros ao fundo. Foi incrível ver como isso trouxe vida pro trabalho deles.

Por último, tem uma atividade que mistura música com poesia. Primeiro, conversamos sobre como letras de música são uma forma de poema musicado – os meninos curtem muito essa comparação! Depois eu peço pra cada aluno escolher uma música que gosta e analisar junto com a letra dela os efeitos sonoros mais marcantes: volume alto em refrões, pausas dramáticas entre estrofes ou até mudanças bruscas de ritmo. Aí eles têm que reimaginar essa música como se fosse um poema falado – sem a música de fundo – mas mantendo as características sonoras na leitura deles. É interessante demais ver como eles recriam essas músicas só com a voz! Isso leva mais ou menos duas aulas: uma para escolher e analisar e outra para apresentarem pro resto da galera. Uma situação engraçada aconteceu com o Felipe: ele escolheu uma música do Charlie Brown Jr., mas na hora bateu aquele nervosismo e ele deu uma pausa longa demais no meio da apresentação... Todo mundo riu (ele incluso!), mas foi legal porque ele entendeu bem na prática a importância das pausas.

Essas atividades são ótimas porque desafiam os alunos a pensarem fora da caixinha do "só texto". Eles veem na prática como o som pode ser tão poderoso quanto as palavras escritas ou faladas. E aí, quando eles percebem isso, ampliam bastante suas possibilidades de expressão e compreensão. E vamos tocando o barco desse jeito mesmo! Se alguém tiver mais sugestões aí de atividades nessa linha, tô super aberto pra ouvir!

Então, como eu percebo que os meninos realmente entenderam essa habilidade sem aplicar uma prova formal? Olha, é na prática, no dia a dia. Quando eu tô circulando pela sala, prestando atenção nas conversas deles, dá pra sacar muita coisa. Tipo assim, se eles estão trabalhando em um projeto de podcast, por exemplo, e aí o João vira pro Pedro e fala: "Cara, acho que a gente devia diminuir um pouco o ritmo dessa música aqui antes de começar a entrevista", é um sinal claríssimo de que ele tá entendendo como o ritmo tá influenciando a percepção da mensagem. Ou quando tô lá no fundo da sala e escuto a Ana explicando pra colega: "Eu acho que a voz tem que ser mais suave aqui, porque a mensagem é meio triste", aí eu penso: "Esse pessoal tá pegando a ideia!"

E tem aqueles momentos em que você vê o brilho nos olhos do aluno quando ele faz uma descoberta. Uma vez, durante uma atividade de criação de efeitos sonoros, a Maria achou que colocar um som de chuva ao fundo deixaria o texto dela mais melancólico. Quando ela compartilhou isso com a turma e todos concordaram que a atmosfera realmente mudou, foi muito bacana. Esses momentos mostram que eles estão aprendendo além do conteúdo e entendendo o porquê das escolhas, sabe?

Agora, sobre os erros mais comuns... Ah, isso sempre acontece. Um erro clássico é confundir volume com intensidade emocional. Teve uma vez que o Lucas tava criando um áudio e deixou tudo tão alto que ninguém conseguia ouvir direito a fala principal. Ele achou que quanto mais alto, mais impactante seria. Aí tive que parar e mostrar como às vezes o silêncio ou o som mais baixo pode ser muito mais poderoso pra criar aquele suspense ou emoção que ele queria passar.

Outro erro comum é não perceber que todos os elementos sonoros precisam se harmonizar. Como quando o Felipe adicionou um som super agudo em uma parte calma do texto dele sem perceber que roubava toda a atenção da mensagem principal. Eu acabo tentando mostrar pra eles fazendo uma analogia com música: não dá pra tocar guitarra no máximo enquanto alguém tá tentando cantar uma balada suave.

E sobre o Matheus e a Clara, olha só... Com o Matheus, que tem TDAH, eu tento sempre quebrar as atividades em partes menores e usar bastante recurso visual e auditivo pra manter o foco dele. Tipo assim, ao invés de dar um projeto grande pra ele fazer sozinho, eu divido em etapas e vamos fazendo juntos. Ou então uso fones de ouvido com sons relaxantes pra ajudar ele a se concentrar melhor quando tá trabalhando com áudios.

Já com a Clara, que tem TEA, eu percebo que ela responde bem à previsibilidade. Então, sempre deixo claro o que vamos fazer passo a passo antes de começar qualquer atividade. E uso muito material visual — tipo esquemas ou desenhos — pra ajudá-la a entender as coisas. Lembro de uma vez em que fizemos um quadro com figuras mostrando como os diferentes sons podem representar emoções diferentes. Isso ajudou bastante.

Mas nem sempre acerto de primeira. Já tentei fazer algumas atividades só com sons abstratos achando que ia engajar os dois mais facilmente, mas vi que pro Matheus ficou confuso demais e pra Clara sem conexão clara com algo tangível ela perdeu o interesse rápido. Aí tive que ajustar as estratégias.

Enfim, é sempre um trabalho constante adaptar as atividades pros diferentes alunos e entender como cada um aprende melhor. Mas ver eles pegando gosto pelo conteúdo e aplicando isso nas suas criações é gratificante demais. Bom, por hoje é isso! Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências também, tô aqui pra ouvir! Abraço!

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