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EM13LP33Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Selecionar, elaborar e utilizar instrumentos de coleta de dados e informações (questionários, enquetes, mapeamentos, opinários) e de tratamento e análise dos conteúdos obtidos, que atendam adequadamente a diferentes objetivos de pesquisa.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP33 da BNCC é um tanto quanto essencial, viu? O que a BNCC tá querendo com isso é que os alunos aprendam a lidar com dados e informações de maneira prática. Basicamente, eles precisam saber como coletar essas informações, que podem ser em várias formas, tipo questionários ou enquetes, e aí entender o que foram coletando. Então, se um estudante vai, sei lá, fazer uma pesquisa sobre o que os colegas gostam de ler, ele precisa criar um questionário bacana, aplicar pro pessoal, depois olhar as respostas e concluir alguma coisa com isso. E esses meninos já vêm com alguma bagagem do ano anterior, onde eles começaram a explorar esses tipos de instrumentos de coleta, só que de maneira mais superficial.

Na prática, aqui na minha sala do 2º ano do Ensino Médio, eu costumo fazer umas atividades que ajudam a desenvolver direitinho essa habilidade. Vou contar três delas que sempre funcionam bem.

Primeiro tem uma atividade que eu chamo de "Mapa Cultural da Turma". É bem simples: eu dou pra eles um mapa da cidade e uns adesivos coloridos. A ideia é coletar dados sobre quais lugares culturais (tipo bibliotecas e centros culturais) a galera frequenta e como eles se locomovem até lá. Divido a turma em grupos de cinco e dou umas perguntas pra guiar a pesquisa. Isso geralmente leva umas duas aulas de 50 minutos cada. E é engraçado ver como eles se animam em discutir sobre os lugares que frequentam. Na última vez que fizemos isso, o João ficou surpreso ao descobrir que ninguém além dele ia ao mesmo museu nos finais de semana. Rolou até um convite pra galera ir com ele!

Outra atividade legal é o "Opiniário Literário". Essa atividade é bacana porque mistura leitura com opinião. Peço pra cada aluno escolher um livro ou texto que leu recentemente e criar um pequeno questionário sobre ele. Depois eles trocam entre si e respondem os questionários dos colegas. Gasto uma aula pra eles montarem os questionários e outra pra responderem e analisarem as respostas. O pessoal adora dar opinião, então essa atividade é sempre animada. Lembro da Ana Clara me surpreendendo ao formular perguntas super interessantes sobre um livro que nem eu conhecia direito. Ela tinha certeza que ninguém gostava daquele autor e acabou descobrindo que o Pedro adorava e indicou outro livro pra ela.

Uma terceira atividade que costumo fazer é a "Enquete dos Interesses Futurísticos". Aqui eu peço pros alunos desenvolverem uma enquete sobre o que a turma pensa em relação ao futuro deles: profissões que querem seguir, onde querem morar, essas coisas. Eles têm liberdade de criar as perguntas como quiserem, mas com um objetivo claro. A gente organiza essa atividade em grupos grandes pra simular algo mais próximo da vida real em uma pesquisa mais ampla. Dá tipo umas três aulas no total: uma pra planejar as perguntas, outra pra aplicar entre eles e mais uma pra discutir os resultados. Na última vez que fizemos isso, foi hilário ver como o Gabriel tava convicto de que todo mundo queria ser youtuber como ele. Mas no fim ele percebeu que na verdade só ele tinha esse interesse. Aí virou meme na sala toda!

E olha só, além de desenvolver essa habilidade específica da BNCC, essas atividades ajudam muito na interação entre os alunos, sabe? A galera acaba se conhecendo melhor através dessas pesquisas e enquetes informais. É interessante ver como a realidade deles se desdobra nesses pequenos detalhes do cotidiano escolar.

Então é isso! Trabalhar com esse tipo de habilidade é essencial porque prepara os alunos pra vida lá fora da escola também. Saber coletar e interpretar dados vai muito além das paredes da sala de aula; é uma competência pra vida toda! E sempre rende boas risadas e descobertas inesperadas na sala de aula também.

Espero ter ajudado quem tá começando ou procurando ideias novas! Se alguém tiver alguma sugestão ou experiência parecida compartilha aqui também! E bora continuar nessa missão de plantar conhecimento nos meninos! Até mais!

E aí, pra perceber que os meninos realmente entenderam essa habilidade sem ter que aplicar uma prova formal, eu fico de olho neles o tempo todo. Quando eu tô circulando pela sala, sabe, dá pra perceber quem tá sacando o conteúdo quando eles começam a discutir entre eles. Aí, no meio de uma atividade, você vê por exemplo o João explicando pro Lucas como organizar os dados da pesquisa que eles fizeram sobre séries favoritas. Ele fala com um entusiasmo, tipo “ó Lucas, é assim que a gente separa as respostas das perguntas abertas e organiza tudo numa tabela”. Quando rola isso, já sei que o João tá entendendo.

Outro jeito que vejo que eles pegaram a ideia é quando tão apresentando os resultados. A Larissa certa vez pegou um gráfico que ela mesma criou sobre os tipos de música que o pessoal da turma curte e explicou com uma clareza impressionante. Ela disse “gente, dá pra ver aqui que a maioria prefere pop music, mas olha só a diversidade nos outros estilos”. Nessa hora, bate aquele alívio de que ela sacou como transformar respostas em informações visuais e comunicativas.

Agora, quanto aos erros mais comuns nesse conteúdo... Olha, tem vários! Um dos principais é na hora de formular perguntas pro questionário. O Pedro, por exemplo, fez um questionário onde todas as perguntas eram abertas demais ou complicadas. Tipo, ele perguntava “o que é literatura pra você?” e aí na hora de analisar ele ficou doido porque as respostas eram muito diversificadas e difíceis de categorizar. Isso acontece porque às vezes eles querem deixar as perguntas amplas demais sem pensar na hora de analisar depois. Quando pego esses erros na hora, eu paro e converso com eles sobre como transformar essas perguntas em algo mais objetivo ou como dar opções de resposta.

Outra coisa é na hora de apresentar os resultados. A Ana montou um gráfico uma vez pra mostrar a preferência por esportes na turma e usou muitas cores e estilos diferentes. Aí ficou mais confuso do que claro! Tem quem ache que quanto mais informação visual melhor, mas não é bem assim. Quando vejo isso, explico como manter a simplicidade ajuda na compreensão. Mostrar exemplos práticos sempre ajuda!

Agora, lidar com o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA é um desafio à parte, mas extremamente gratificante quando a gente acerta. Com o Matheus, eu tento usar atividades mais curtas e dinâmicas. Por exemplo, em vez de fazer ele ficar sentado organizando dados por muito tempo, a gente faz isso em partes menores. Ou então uso jogos educativos que têm um tempo mais curto pra captar a atenção dele. Uma vez funcionou bem quando fizemos uma competição saudável entre grupos pra ver quem organizava melhor os dados no menor tempo possível.

Com a Clara, que tem TEA, procuro ser bem claro nas instruções e uso materiais visuais sempre que possível. A gente trabalha muito com diagramas simples e coloridos que ajudam ela a entender melhor o processo de coleta e análise de dados. E o interessante é que quando ela entende e gosta do assunto, ela se aprofunda mesmo! Uma vez ela trouxe um gráfico todo detalhado sobre tipos de árvores no jardim da escola e foi incrível ver a dedicação dela.

O que não funcionou tão bem foi quando tentei fazer tudo num ritmo só pra turma toda. O Matheus acabava dispersando porque era muita informação de uma vez só e a Clara ficava sobrecarregada com mudanças rápidas demais nas atividades. Então fui aprendendo a adaptar o ritmo conforme necessário.

Bom, gente, acho que é isso! Compartilhei um pouquinho da minha experiência com essa habilidade aí da BNCC e como lido com as diferenças na sala de aula. Espero ter ajudado ou pelo menos dado algumas ideias pra vocês pensarem aí nas salas de aula de vocês também! Valeu por ler até aqui e vamos trocando essas ideias sempre que puderem! Abraço!

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