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EM13LP37Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Conhecer e analisar diferentes projetos editorias - institucionais, privados, públicos, financiados, independentes etc. -, de forma a ampliar o repertório de escolhas possíveis de fontes de informação e opinião, reconhecendo o papel da mídia plural para a consolidação da democracia.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP37 da BNCC é uma daquelas que faz a gente pensar: "Como é que vou colocar isso em prática na sala de aula?". Mas, na real, quando a gente entende o que ela quer, tudo fica mais claro. A habilidade fala sobre conhecer e analisar diferentes tipos de projetos editoriais, mas, na prática, é entender de onde vêm as notícias e como a gente consome informação. Eu explico pros alunos que é tipo quando você vai no mercado, tem um monte de marcas de um mesmo produto e você precisa saber escolher qual é a melhor pra você, só que aqui a "mercadoria" são as informações e opiniões que a gente consome.

Os alunos precisam desenvolver um olhar crítico sobre o que leem e assistem. Eles têm que saber de onde vem tal notícia, quem escreveu, qual o interesse daquela mídia, se é um site independente ou um grande jornal. E isso tem tudo a ver com entender o papel da mídia plural na democracia. Tipo assim, se eles só leem uma única fonte de informação, vão ter uma visão meio limitada do mundo. Isso já conecta com o que eles aprenderam antes, como identificar fake news e pensar criticamente sobre o que veem nas redes sociais.

Agora, vou contar como eu faço isso na minha turma do 2º EM Ano. Eu sempre tento começar com atividades que engajem os alunos e façam eles pensarem fora da caixinha.

A primeira atividade é uma análise comparativa de manchetes. Eu trago um monte de jornais e revistas diferentes – pode ser físico ou digital. Uso materiais doados por colegas ou até mesmo da biblioteca da escola. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 alunos e dou uns 30 minutos pra eles escolherem uma notícia em comum pra analisar em diferentes fontes. Depois, cada grupo apresenta o que encontrou: como cada veículo apresentou a informação, se tem diferença no tom ou no enfoque. Os resultados são sempre interessantes. Na última vez, por exemplo, o grupo da Ana Clara achou curioso como um mesmo fato foi apresentado de forma mais sensacionalista num portal online enquanto em outro jornal era mais neutro.

A segunda atividade envolve convidar alguém para falar sobre produção de conteúdo. Já levei jornalistas locais e até uma blogueira famosa aqui de Goiânia. Uma vez trouxe a Karina Campos, que trabalha num portal bem conhecido da cidade. Ela explicou como funciona o processo de escolha editorial e respondeu várias perguntas dos alunos por quase uma hora. Os meninos ficaram super engajados e fizeram perguntas ótimas. O Lucas perguntou sobre como eles lidam com pressões externas para publicar certas coisas e isso gerou um bate-papo super rico sobre ética jornalística.

A terceira atividade é mais prática: criar um projeto editorial fictício. Os alunos têm duas aulas para desenvolverem suas ideias em grupos: quem seria o público-alvo deles, qual seria o diferencial do projeto e quais temas abordariam. Eles usam cartolina e canetinhas pra apresentar o projeto visualmente – coisa simples mesmo. Lembro que na última vez o grupo da Júlia criou um site voltado para jovens debaterem temas de política com uma linguagem bem direta e acessível. Eles até pensaram em uma seção chamada "Fala Aí", onde os jovens poderiam mandar vídeos curtos com suas opiniões sobre notícias atuais.

Essas atividades não levam só a aula inteira – às vezes ocupam a semana toda –, mas vale a pena porque vejo como os alunos começam a enxergar as notícias de outra forma. No fim das contas, acho que trabalhar essa habilidade é bem importante porque ajuda os alunos a questionarem as informações ao seu redor e perceberem que sempre existem múltiplas narrativas.

Enfim, é assim que eu tento trazer essa habilidade da BNCC pra vida real na sala de aula. Se tiverem outras ideias ou se fazem algo diferente por aí queria muito saber também!

E aí, pessoal. Continuando a conversa sobre a habilidade EM13LP37, acho que percebo que os meninos estão aprendendo quando vejo eles interagindo entre si. Geralmente, isso rola nas atividades em grupo ou quando eu passo pela sala enquanto eles tão pesquisando ou discutindo alguma coisa. Por exemplo, semana passada eu tava dando uma olhada nos grupos durante uma atividade sobre análise crítica de notícias e ouvi o João explicando pra Mariana como ele percebeu que um site não era muito confiável. Ele falou: "Mariana, olha o tanto de propaganda piscando aqui e as fontes que eles tão usando são meio suspeitas." Foi ali que eu vi que ele sacou o lance de questionar a credibilidade das fontes, sem precisar de prova escrita.

Outro momento bacana é quando eles começam a fazer perguntas mais elaboradas. A Giovana, por exemplo, veio me perguntar se o fato de um site ser patrocinado afetava as notícias publicadas ali. Ela já tava um passo à frente, pensando nos interesses por trás das informações. Quando o aluno começa a fazer esses tipos de questionamento, é um sinal claro de que tá entendendo o espírito crítico que a habilidade quer desenvolver.

Agora, os erros mais comuns que eu vejo têm a ver com o fato dos meninos ainda não estarem acostumados a questionar tudo que leem. O Rafael, coitado, caiu numa dessas fake news sobre uma celebridade e compartilhou achando que tava arrasando. Ele não percebeu que o site era cheio daqueles títulos sensacionalistas tipo "Você não vai acreditar no que aconteceu com fulano". Normalmente, esses erros surgem porque a galera tá muito acostumada a aceitar as informações de primeira, sem analisar. Quando pego esses deslizes na hora, tento chamar o aluno pra mostrar onde ele pode começar a desconfiar. Com o Rafael, por exemplo, falei sobre os sinais de alerta: exagero no título, falta de fonte confiável, esse tipo de coisa.

Sobre lidar com alunos como o Matheus e a Clara, que têm necessidades especiais, sempre tento adaptar as atividades pra facilitar a compreensão deles. O Matheus tem TDAH então ele se distrai fácil. Uma coisa que funciona é segmentar as atividades em partes menores e dar intervalos regulares. Eu também uso bastante material visual com ele; ajuda demais na concentração. Uma vez tentei usar um aplicativo no tablet pra ele fazer um exercício interativo e funcionou super bem porque ele conseguiu manter o foco.

A Clara tem TEA e reage melhor a rotinas estabelecidas e instruções claras e visuais. Com ela, eu costumo usar listas de passos impressas em cores diferentes pra cada tipo de tarefa. Um exemplo é quando estamos fazendo análise de um texto mais complexo; ela recebe uma folha com cada etapa descrita em cores e símbolos diferentes. O que não funcionou muito bem foi tentar fazer uma dinâmica em grupo sem preparar ela antes - isso deixou ela ansiosa porque não sabia o que esperar.

Olha só, é sempre um desafio, mas essas adaptações são necessárias pra garantir que todos tenham chances iguais de aprender. E assim vamos caminhando, trocando experiências aqui no fórum e na sala de aula também. É bacana ver como cada um se desenvolve do seu jeito.

Bom, gente, vou ficando por aqui. Espero que esses exemplos possam ajudar alguém aí na prática diária da sala de aula. Vamos trocando ideia! Abraço pra vocês!

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