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EM13LP39Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Usar procedimentos de checagem de fatos noticiados e fotos publicadas (verificar/avaliar veículo, fonte, data e local da publicação, autoria, URL, formatação; comparar diferentes fontes; consultar ferramentas e sites checadores etc.), de forma a combater a proliferação de notícias falsas (fake news).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP39 da BNCC é super importante hoje em dia. A gente tá num mundo onde, cada vez mais, a galera tem acesso à informação instantânea pela internet. Tipo, qualquer coisa que acontece, já tá no celular em questão de segundos. E aí a gente entra num problema sério: como saber o que é verdade e o que é fake news? E não é só notícia escrita, não. Tem foto, vídeo... um monte de coisa que rola solta por aí e que a gente precisa aprender a checar.

Quando a gente fala sobre essa habilidade, é basicamente treinar os alunos a serem mais críticos e cuidadosos quando consomem informações. Os meninos precisam saber verificar quem publicou aquilo, se o site é confiável, quando foi publicado (porque às vezes uma notícia antiga reaparece como se fosse nova) e até mesmo comparar com outras fontes pra ver se todas contam a mesma história. E o legal é que eles já chegam no 2º ano do Ensino Médio com uma noção disso, porque, nos anos anteriores, a gente já vai introduzindo esses conceitos aos poucos. A diferença agora é que a gente aprofunda e foca mais nas ferramentas digitais específicas pra checagem.

Então, na minha sala, eu faço algumas atividades bem práticas pra trabalhar isso e vou contar três delas aqui.

A primeira atividade é bem simples: eu trago uma notícia que tá dando o que falar na internet. Aí, tipo, pego uma notícia recente e divido a turma em pequenos grupos. Cada grupo tem que analisar essa notícia usando o celular ou computador da escola pra acessar sites de checagem tipo o "Aos Fatos" ou o "Fato ou Fake" do G1. Eles têm uns 20-30 minutos pra isso. No final, cada grupo apresenta o que descobriu: se era fake, real ou algo distorcido. Da última vez que fiz isso, escolhi uma notícia sobre vacina. O João ficou todo empolgado porque ele adora essas coisas de saúde pública e foi um dos primeiros a identificar que o site original não era confiável. A turma toda entrou na discussão, foi bem legal.

Outra atividade que eu adoro fazer é o "Desafio das Fotos". Eu levo fotos impressas — algumas reais e outras manipuladas. As impressões são simples mesmo, preto e branco, só pra economizar né? E aí dou essas fotos em duplas ou trios pros alunos analisarem. Eles têm que discutir se acham que as imagens são verdadeiras ou alteradas e justificar por quê. Dou uns 15 minutos pra isso. Quando fiz isso na última vez, a Maria Clara ficou chocada ao perceber que uma foto famosa da internet era fake. Ela jurava de pé junto que era real! Aí usamos ferramentas online tipo "TinEye" pra ver de onde as imagens vieram originalmente. É muito bacana ver eles se questionando e percebendo como é fácil manipular fotos.

A terceira atividade envolve um pouco de teatro. A gente organiza uma espécie de debate onde um grupo defende uma notícia como verdadeira e outro grupo tenta provar que é falsa usando argumentos e evidências de checagem. Eu levo notícias impressas (duas versões da mesma história) e dou um tempo prévio pra eles pesquisarem e prepararem seus argumentos. O debate em si leva uns 40 minutos contando com as pesquisas anteriores. Da última vez que fizemos, foi hilário porque o Lucas e o Pedro ficaram muito envolvidos tentando convencer a turma de que tinham razão sobre uma história de conspiração envolvendo aliens. Eles usaram tanto argumento técnico quanto apelaram pro humor, foi ótimo ver como eles conseguem usar criatividade.

Acho que essas atividades ajudam muito porque elas colocam os alunos numa posição ativa de pesquisa e reflexão. Não é só eu ali falando na frente da sala — eles realmente mergulham no assunto e aprendem fazendo.

E assim vamos, né? Ensinando os meninos a serem mais críticos num mundo cheio de informações dúbias. Pra mim, esse tipo de habilidade é fundamental pra formar cidadãos conscientes pro século XXI. E vocês aí na sala de aula? Que estratégias tão usando? Vamos trocar experiências!

E aí, gente, continuando o papo sobre a habilidade EM13LP39, tem um jeito que eu adoro perceber se os meninos realmente sacaram a coisa toda, sem precisar fazer aquela prova formal. É na hora do bate-papo mesmo, no convívio do dia a dia. Quando tô circulando pela sala, ouço umas conversas aqui, outras ali, e dá pra sentir quando eles pegam o espírito da coisa.

Teve uma vez que eu tava andando pela sala durante uma atividade em grupo e ouvi o Pedro explicando pro João sobre como ele descobriu que uma notícia era falsa só porque percebeu que a fonte era esquisita e o título bem sensacionalista. O João ficou todo interessado e começou a perguntar mais. Pra mim, isso é música pros ouvidos de professor, sabe? Porque não sou eu ali falando, são eles se ajudando.

Outra hora foi um debate que fizemos sobre um vídeo com informações duvidosas. A Júlia levantou a mão e começou a descrever como ela checou as imagens usando uma pesquisa reversa. Quando ela explicou pros colegas de forma tão clara e segura, eu pensei “essa entendeu direitinho”.

Agora, claro que rolam uns tropeços comuns nesse conteúdo. Tipo o Lucas, que uma vez ficou super convencido de que uma notícia era verdadeira só porque tinha sido compartilhada por um amigo no WhatsApp. Aí eu perguntei se ele tinha conferido a fonte e ele olhou pra mim meio sem jeito, tipo “ih, esqueci disso”. Esse tipo de erro acontece muito porque é fácil a gente confiar no que tá mais perto da gente ou no que vem de pessoas em quem confiamos. Nessas horas, volto com eles passo a passo sobre como checar informações e mostro exemplos de sites confiáveis.

Já a Fernanda costuma esquecer de verificar se as imagens usadas nas notícias são reais ou manipuladas. Uma vez ela trouxe uma imagem pra sala dizendo que era de um evento recente, mas quando a gente foi ver, era uma foto antiga usada fora de contexto. Expliquei pra ela sobre ferramentas de verificação de imagens e até fizemos um exercício juntos.

Falando do Matheus, que tem TDAH, sempre tento manter as atividades bem dinâmicas pra ele não perder o foco. Às vezes crio joguinhos de checagem rápida ou uso vídeos curtos pra prender a atenção dele. Já notei que quando faço isso, ele não só participa mais como também absorve melhor os conteúdos. Um recurso que funcionou legal foi usar aplicativos interativos onde eles podem fazer pequenas competições de verificação de fatos. Agora, tem que cuidar do tempo das atividades pra não ficarem longas demais, senão ele se distrai.

E tem a Clara, com TEA. Com ela é essencial ser bem claro e estruturado nas instruções. Uso muito recursos visuais e organizo o trabalho em passos bem definidos. Por exemplo, fiz um guia visual com as etapas de checagem de informações que ela pode seguir sozinha ou com ajuda quando precisa. Notei também que ela se dá melhor quando tem um pouco mais de tempo pra terminar as tarefas dela.

O importante é sempre adaptar as atividades pro ritmo deles e garantir que todos sintam que fazem parte do grupo. Às vezes dá trabalho ajustar tudo isso em sala cheia, mas quando vejo eles progredindo vale muito a pena.

Bom, pessoal, é isso aí. Adoro compartilhar essas experiências porque dá aquela sensação boa de troca e aprendizado entre a gente. Espero que alguma dessas dicas funcione nas turmas de vocês também. E se tiverem ideias novas ou experiências parecidas, tô aqui pra ouvir! Até mais!

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