Oi pessoal, tudo bem? Hoje quero compartilhar com vocês como eu trabalho a habilidade EF01LP11 da BNCC com a minha turma do 1º Ano. Pra quem não tá muito por dentro do código aí, essa habilidade é sobre conhecer, diferenciar e relacionar as letras em formato imprensa e cursiva, maiúsculas e minúsculas. Mas, olha, na prática é muito mais do que isso.
Quando eu penso nessa habilidade, a primeira coisa que me vem à cabeça é que os meninos precisam entender que as letras podem ter várias "caras", digamos assim. Eles precisam conseguir identificar que a letra "A" em maiúscula é a mesma "a" em minúscula, seja ela impressa ou cursiva. E mais: têm que relacionar essas letras diferentes com os sons que elas representam nas palavrinhas do dia a dia. Essa habilidade se conecta com o que eles já trouxeram lá do Infantil, onde muitos já reconhecem algumas letras em formato de imprensa. Agora no 1º Ano, a gente aprofunda isso e traz a cursiva pra conversa.
Bom, bora às atividades que eu faço por aqui. A primeira delas é o "Jogo das Cartinhas". Eu uso cartinhas simples, feitas de papel cartão mesmo, onde escrevo todas as letras do alfabeto nos quatro formatos: imprensa maiúscula e minúscula e cursiva maiúscula e minúscula. A cada rodada, distribuo as cartinhas entre eles e peço pra formarem pares das letras que são iguais, mas em formatos diferentes. Organizo a turma em duplas ou trios, dependendo do número de alunos presentes, e deixo uns 20 minutinhos pra essa atividade.
Na última vez que fiz essa atividade, foi engraçado ver o Pedro e o João discutindo qual era a letra cursiva "g". Eles ficaram super concentrados, quase que decifrando um código secreto. E quando acertaram, deram aquele sorriso orgulhoso de vitória. Essa atividade é bem legal porque além de trabalhar a habilidade que queremos, ela também estimula o trabalho em equipe.
Outra atividade bacana é o "Painel das Letras". Aqui eu uso papel pardo ou cartolina e peço pra turma criar um painel gigante de letras. Em grupos maiores, eles têm que recortar figuras de revistas ou jornais que comecem com aquela letra específica e colar no painel ao lado das letras impressas e cursivas. Isso leva um pouco mais de tempo, uns 40 minutos fácil, porque também envolve corte e colagem. É uma bagunça organizada!
Na última vez que fizemos isso, a Ana ficou encarregada da letra "E" e encontrou uma figura enorme de um elefante. Ela ficou encantada porque além da letra "E", ela conseguiu identificar várias outras letrinhas na revista e ficou mostrando pros colegas. Eu achei lindo ver esse encantamento todo.
A última atividade que gosto de fazer é a "Roda da Cursiva". Aqui eu foco mais na escrita mesmo. Cada aluno recebe uma folha com linhas pautadas onde escrevem as letras do alfabeto em cursiva maiúscula e minúscula. Aí vem a parte divertida: eles trocam as folhas entre si pra verificar se o colega escreveu certinho ou se precisa consertar alguma coisa. Isso é feito individualmente primeiro e depois compartilhado em duplas.
Da última vez, o Matheus tava meio receoso em mostrar sua folha pro colega porque não tava muito seguro da sua cursiva "z". Mas a Maria foi super paciente com ele e mostrou como ela faz e deu umas dicas pra ele melhorar. Essa troca entre eles é super válida porque tira um pouco da pressão de errar na frente do professor e faz eles se sentirem mais à vontade.
E aí galera, essas são algumas das estratégias que uso por aqui pra trabalhar essa habilidade da BNCC com meus alunos do 1º Ano. Cada turma tem suas peculiaridades, né? Então sempre procuro adaptar as atividades conforme vejo o que eles estão precisando mais naquele momento. Se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar como faz aí na sua sala, vou adorar aprender também! Abraço!
Oi pessoal, continuando a conversa sobre essa habilidade EF01LP11. A parte mais legal do meu trabalho é perceber quando os meninos realmente entenderam o conteúdo, mesmo sem aquela prova formal que todo mundo espera. Eu gosto de observar durante as atividades do dia a dia. Por exemplo, quando tô circulando pela sala e vejo a Ana mostrando pro colega como ela identificou as letras numa historinha que a gente tá lendo. Ela faz aquela carinha de "ah, saquei!", sabe? Isso é muito gratificante.
Outro dia, durante uma atividade em dupla, o João tava explicando pro Pedro que a letra "b" minúscula parece um pauzinho com uma barriga do lado direito, e quando o Pedro fez um "d" e o João corrigiu bem de leve, eu pensei, "hum, o João tá começando a entender a diferença nas formas". Esses momentos me mostram que eles estão começando a diferenciar as letras não só pelo formato, mas também pelo contexto das palavras.
Aí tem aquele momento clássico do recreio ou nos corredores. Às vezes, eu fico meio de olho nas conversas e escuto um falando pro outro algo tipo "isso aqui não é um 'p', é um 'q'", e eu fico ali na minha, só sorrindo porque sei que eles estão internalizando o que aprenderam na sala.
Mas nem tudo são flores, né? Os erros mais comuns que vejo são bem engraçados às vezes. Tem o Lucas, por exemplo, que tava escrevendo uma historinha e colocou vários "b" no lugar de "d". Isso acontece muito porque visualmente eles são bem parecidos e aí confunde mesmo. Compreender essas diferenças leva tempo e prática.
Outra situação bem comum é quando a Sabrina quer fazer tudo muito rápido e escreve algumas palavras todas em maiúsculas achando que tá arrasando. Mas aí você explica, mostra como fica diferente e ela percebe onde errou. Geralmente eu peço pra ela ler em voz alta como ela escreveu, e só dela ouvir já faz uma diferença enorme.
E tem os casos do Matheus e da Clara na minha turma. O Matheus tem TDAH e precisa de mais movimento e estímulo pra manter o foco. O que funciona melhor com ele é usar letras móveis em jogos. Tipo assim, ele monta as palavras na mesa, o que ajuda ele a se concentrar mais do que se ficasse só no papel. Também divido as atividades em pequenas partes com pausas entre elas pra ele não se sobrecarregar.
Já a Clara, que tem TEA, gosta de rotina e previsibilidade. Pra ela, sempre explico as atividades antes com calma e uso marcadores visuais coloridos pra ajudar na organização das letras e palavras. Ela responde bem quando sabe o que vem depois, então mantenho um cronograma fixo no quadro. Uma vez tentei mudar a ordem das atividades sem avisar e percebi que não deu certo. Mas quando ela sabe exatamente o que esperar, tudo flui melhor.
Enfim, cada aluno tem seu jeitinho de aprender e sua forma única de ver as coisas. O importante é a gente lembrar sempre que tá ali pra ser um guia nesse processo todo. E olha que não tem fórmula mágica não... é teste aqui, ajusta ali e muito carinho e paciência no meio disso tudo.
Bom pessoal, acho que é isso por hoje. Vou ficando por aqui porque já falei demais (como sempre). Espero que essas histórias ajudem vocês aí nas salas de aula também! Qualquer coisa tô por aqui no fórum pra gente trocar mais ideias. Um abraço!