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EF01LP22Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, diagramas, entrevistas, curiosidades, dentre outros gêneros do campo investigativo, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Produção de textos
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF01LP22 da BNCC é um negócio bem interessante pra trabalhar com os pequenos do 1º Ano. Eu entendo ela como um jeito de fazer os meninos começarem a explorar o mundo investigativo, sabe? É como se a gente estivesse colocando uma sementinha de curiosidade neles, pra que comecem a pesquisar e organizar informações. Quando a gente fala de diagramas, entrevistas, curiosidades e tal, é mais sobre mostrar pra eles que tem várias maneiras de contar ou entender uma história ou uma informação. É pegar aquele interesse natural que eles já têm desde a educação infantil e dar uma forma mais concreta, mais organizada. No 1º Ano, eles já chegam meio que sabendo o básico de contar histórias ou relatar algo que viram ou ouviram. Aí, a gente começa a mostrar como estruturar isso de uma maneira um pouquinho mais complexa.

Bom, agora vou falar das atividades que faço aqui na minha turma. A primeira é sobre criar um diagrama simples. Eu costumo usar folhas de papel grande, canetinhas e lápis de cor. A turma fica em duplas ou trios, porque acho que assim eles colaboram mais. Aí a gente decide juntos um tema pra investigar. Um exemplo legal foi quando escolhemos animais marinhos. Cada grupo escolheu um animal e juntos pesquisamos algumas informações básicas com livros infantis que tenho aqui na sala. Eles tinham que desenhar o animal no meio do papel e ao redor anotar as informações importantes como onde vive, o que come, essas coisas. Isso leva umas duas aulas, porque envolve pesquisa e depois a confecção do diagrama em si. E olha, eles adoram – o João e a Maria ficaram super empolgados quando descobriram que o polvo pode soltar tinta, desenharam até o polvo soltando tinta no diagrama deles!

Outra atividade bem legal é fazer entrevistas. Eu organizo a sala pra eles se entrevistarem uns aos outros primeiro, em duplas. Depois de praticarem entre si, trazemos alguém da escola pra eles entrevistarem de verdade, tipo o zelador ou a merendeira. É muito legal pra eles perceberem que todo mundo tem uma história interessante pra contar. Pra isso, uso folhas de papel onde eles anotam as perguntas antes e os blocos de notas pra registrar as respostas. Umas duas aulas dá pra fazer tudo isso: uma pra preparar e treinar com os colegas e outra pra entrevista oficial. Na última vez que fizemos isso, teve o Lucas que ficou fascinado ao saber que a Dona Rosa, a merendeira, preferia comer frutas inusitadas como jaca! Ele nem sabia o que era jaca antes disso.

Por último, gosto de trabalhar com curiosidades em projetos menores. A gente faz isso usando cartolina e recortes de revistas. Cada aluno tem que trazer uma curiosidade sobre qualquer coisa: pode ser do mundo animal, espaço, corpo humano... vale tudo! Eles recortam imagens que acham interessantes e colam na cartolina ao lado da curiosidade escrita bem bonitinha (com minha ajuda). As cartolinas são expostas na sala e eles adoram mostrar pros pais quando vêm nos buscar. Isso geralmente leva uma aula só para montar as cartolinas e mais um tempinho no final pra cada um explicar sua curiosidade pros colegas. Um dia desses foi engraçado porque o Pedro trouxe uma curiosidade sobre dinossauros e acabou aprendendo que o nome do "terrível lagarto" não é porque ele era malvado – ele ficou aliviado quando entendeu isso!

Aí galera, são essas algumas das formas como tento trabalhar essa habilidade com meus alunos do 1º ano. É bem prazeroso ver como eles crescem nesse processo de investigação e organização das ideias. Às vezes dá trabalho coordenar tudo isso, mas no fim das contas vale muito a pena ver o brilho nos olhos deles quando descobrem algo novo ou conseguem produzir um material bonito e bem estruturado! Bom, é isso aí pessoal! Se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar suas experiências também, tô por aqui!

E aí, continuando aqui sobre o EF01LP22, uma das coisas que eu sempre percebo que a molecada aprendeu mesmo é quando eu tô passando pela sala e vejo a maneira como eles lidam com as atividades de forma independente. Tipo, tem uma diferença grande quando eles tão mais seguros e começam a se ajudar. É muito legal de ver!

Teve um dia, por exemplo, que eu tava só circulando pela sala enquanto os meninos tavam fazendo uma atividade sobre animais. Eu vi a Ana explicando pro João a diferença entre um mamífero e um réptil usando um livrinho que a gente tinha distribuído. Ela pegou o livro e disse: "Olha, João, o leão é mamífero porque tem pelos e toma leite da mamãe quando é filhote." A diferença aí é quando a explicação vem deles, usando o que tão aprendendo com confiança. Aí eu penso: "Ah, essa entendeu mesmo!"

Outra coisa que eu reparo bastante é nas conversas casuais entre eles. Às vezes, sem querer, você pega pedaços de conversas que mostram que eles tão começando a pegar o jeito da coisa. Tipo quando eu ouvi o Lucas falando pro Pedro que a formiga tava construindo um túnel na terra e comparou isso com uma reportagem sobre túnel de metrô que a gente viu num vídeo. Quando eles começam a fazer essas ligações, já sei que tão começando a entender bem.

Agora sobre os erros mais comuns... Olha, isso acontece por demais. Uma coisa que sempre vejo é quando eles confundem a ordem das informações. Tipo assim, teve uma vez em que a Sofia escreveu uma historinha sobre como plantar feijão e colocou que primeiro você colhe o feijão e depois planta. Isso acontece porque às vezes eles tão tão empolgados em contar tudo de uma vez que se perdem na sequência. Aí eu sempre tento voltar com eles e perguntar: "Tá, mas o que vem primeiro? O que acontece depois?"

Outra coisa comum é na hora de organizar as ideias num diagrama ou numa lista. O Felipe, por exemplo, fez um diagrama sobre animais do zoológico e colocou o elefante na mesma categoria do peixe. Isso acontece muito por conta da pressa ou falta de atenção aos detalhes. Aí eu vou lá e digo: "Felipe, vamos pensar juntos? Onde o elefante vive? E o peixe?" Isso ajuda eles a pararem e refletirem sobre as escolhas.

Falando do Matheus, que tem TDAH, eu tento fazer umas adaptações nas atividades pra manter ele focado. Por exemplo, atividades mais curtas ou com pausas programadas ajudam muito. Uso muito cartões coloridos com ele, tipo um esquema visual pra organizar as coisas passo a passo. Uma coisa prática é dar tarefas bem definidas e com instruções diretas pra ele não se perder no meio do caminho.

Já com a Clara, que tem TEA, é importante pensar em atividades mais estruturadas e previsíveis. Eu uso bastante material visual com ela também, como figuras e diagramas claros, porque ajuda muito na compreensão dela. Pra ela, eu tento criar um ambiente mais quieto na hora das atividades individuais pra não ter tantas distrações sonoras. E também uso cronômetros visuais pra ajudá-la a entender quanto tempo ela tem pra cada atividade.

Teve uma vez que tentei fazer uma atividade em grupo sem dar instruções claras pro Matheus e pra Clara se organizarem antes. Nossa, foi complicado! Eles ficaram meio perdidos e sem entender direito o papel deles ali. Aprendi que é preciso preparar esses momentos com mais calma.

Mas no geral, é isso aí! Cada dia na sala de aula é uma oportunidade de aprender algo novo com os meninos. Aprendo tanto quanto ensino nesse processo todo. E vocês, como fazem pra adaptar essas habilidades pros seus alunos? Gosto de ouvir outras ideias e experiências também!

Até a próxima conversa!

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