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EF01LP24Língua Portuguesa · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar e reproduzir, em enunciados de tarefas escolares, diagramas, entrevistas, curiosidades, digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais.

Análise linguística/semiótica (Alfabetização)Forma de composição dos textos/Adequação do texto às normas de escrita
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu penso na habilidade EF01LP24, eu vejo como uma forma de a gente ajudar os meninos a entenderem que cada tipo de texto tem uma cara própria, sabe? Tipo, não é só o que tá escrito que importa, mas como tá apresentado. Um diagrama é diferente de uma entrevista, que é diferente de um texto de curiosidades ou de um digital. Então, é meio assim: eles têm que aprender a identificar essas diferenças e, eventualmente, reproduzir isso. Acho que a coisa é os alunos olharem pra um texto e sacarem: "Ah, isso aqui é uma entrevista!" ou "Nossa, isso é um diagrama". E não só no papel, mas quando alguém tá falando também. Isso tudo começa com o pessoal reconhecendo a cara dos textos que eles já viram na série anterior. No 1º ano, eles já têm uma ideia do que é um textinho simples ou uma historinha com desenhos.

Então, bora lá pras atividades que eu costumo fazer com a turma pra trabalhar essa habilidade. Primeiro, tem uma atividade que eu chamo de "Caça ao Tesouro dos Textos". É bem simples, gente. Eu levo umas revistas velhas e jornais e distribuo entre os grupos. A ideia é eles procurarem exemplos desses diferentes gêneros de texto. Cada grupo tem que encontrar uma curiosidade, um diagrama e uma entrevista. Isso geralmente leva uma aula inteira, porque a galera se empolga procurando as coisas. Os alunos ficam super animados. Da última vez, o Pedro achou uma entrevista com um jogador de futebol e ficou todo empolgado porque conseguiu identificar o tipo de texto sozinho sem ajuda! Foi engraçado porque ele saiu mostrando pra turma toda.

Outra atividade que faço é a "Hora do Entrevistador". Pra essa atividade, eu trago algumas entrevistas transcritas e também gravações de áudio curtas. A gente escuta junto em sala e depois discute o que faz aquilo ser uma entrevista. Pergunto coisas tipo: "O que vocês acham que é diferente numa entrevista comparado com um conto?" Aí, eu peço pra eles fazerem uma entrevista curta com algum colega ou até comigo mesmo. É legal porque eles se divertem inventando perguntas engraçadas e, ao mesmo tempo, entendem como estruturar uma entrevista. Normalmente leva umas duas aulas pra completar tudo isso porque envolve preparação e execução. A Ana foi demais da última vez; ela entrevistou a Júlia perguntando qual superpoder ela teria se fosse uma heroína. A turma toda caiu na risada quando a Júlia respondeu que queria ter o poder de fazer aparecer sorvete em qualquer lugar.

A terceira atividade é a "Oficina de Diagramas". Eu dou pra eles umas folhas grandes e canetinhas coloridas e divido a sala em pequenos grupos. A missão deles é escolher um tema simples do dia a dia pra transformar em diagrama — pode ser como escovar os dentes ou as partes de uma planta. Eles têm que pensar em como dividir a informação visualmente: o que vai ter imagem, o que vai ter texto curto... Nesse esquema eles entendem como as informações num diagrama são organizadas de maneira bem diferente de um texto corrido. Essa atividade leva uma aula inteira também. O Paulo me surpreendeu da última vez fazendo um diagrama super detalhado sobre como cuidar de um cachorro; ele até desenhou as patinhas separadas com informações sobre cuidados específicos!

Bom, essas atividades são legais porque ajudam os meninos a conectar o que veem por aí na vida real com o aprendizado dentro da sala de aula. E isso tudo faz parte desse processo deles entenderem que texto não é só palavra — mas também como tá tudo arrumado e apresentado! Claro que nem sempre dá certo, tem dia que os meninos tão dispersos ou não tão afim, mas aí faz parte, né? A gente vai ajustando conforme as coisas acontecem.

Enfim, espero ter ajudado aí quem tá começando ou quem quer algumas ideias novas pra sala! Se alguém tiver alguma dica também tô sempre aberto pra ouvir sugestões! Aquele abraço!

do eles veem isso em vídeos, livros, revistas, essas coisas. É bem legal porque a gente faz várias atividades que ajudam eles a perceber isso na prática.

Agora, como eu percebo que eles aprenderam sem fazer uma prova formal? Ah, isso é meio uma arte, né? Tem que ter aquele olho clínico de professor. Quando tô andando pela sala, a gente vê pelas carinhas deles. Se tão com aquela expressão meio perdida ou se tão empolgados, chamados os amigos pra ver também. É um sinal ali, sabe? Outro dia tava vendo a Aline explicando pro João. Aí, ela disse: "João, olha aqui! Isso aqui é um diagrama, não uma lista de supermercado!" E ele: "Ahhh, entendi!" Cara, nesse momento você vê que tá funcionando! É legal quando um aluno consegue explicar pro outro com as palavras dele.

E tem aquelas conversas entre eles também. Às vezes você escuta eles comparando: "Ah, essa revista parece com aquele livro que a gente viu ontem." Ou "Esse texto aqui tem cara de entrevista igual aquela da TV." Essas associações mostram que eles começam a entender essas diferenças de texto. É música pros ouvidos de um professor!

Sobre os erros mais comuns... Ah, sempre tem um ou outro engano básico. Tipo o Pedro que confundiu todo. Ele achou que um mapa era um diagrama porque tinha setas e legendas. Mas ele não era o único. Muitos confundem as características visuais dos tipos de texto. Tem também a Marcela que sempre acha que qualquer texto mais arrumadinho é uma reportagem. Esses enganos acontecem porque os meninos ainda estão desenvolvendo esse olhar mais crítico. E quando pego esse erro na hora, já paro tudo e reviso junto com eles. Mostro outras imagens do tipo certo e explico o porquê da diferença. É questão de prática e repetição mesmo.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA... Olha, é um desafio à parte, mas super gratificante quando a gente acerta a mão. Com o Matheus, eu tento sempre usar materiais bem visuais e coloridos porque prendem mais a atenção dele. A gente faz intervalos curtos durante as atividades mais longas pra ele não perder o foco total. E se ele começa a dispersar muito, dou algo físico pra ele mexer, tipo uma bolinha antistresse.

Já com a Clara é uma abordagem diferente. Preciso ser bem claro no início da atividade sobre o que vamos fazer e quais passos ela precisa seguir. Às vezes uso cartões com imagens do passo a passo da tarefa pra ajudar ela a se organizar melhor visualmente. Mas na prática nem sempre tudo funciona do mesmo jeito todo dia. Teve atividade que planejei super bem e não rolou como esperava. Aí é mudar a estratégia na hora.

Também procuro criar momentos de interação entre eles de forma guiada, porque tanto o Matheus quanto a Clara se beneficiam disso de maneiras diferentes. Com o Matheus eu percebo que ele adora quando pode explicar algo pra turma do jeito dele; já a Clara gosta mais de ouvir antes de se expressar.

Acho legal compartilhar essas histórias aqui porque a gente aprende muito trocando ideia com os outros professores. Cada turma é um mundo diferente e cada aluno é único no jeito de aprender. É isso aí pessoal! Vamos seguir na missão! Abraço pra todos que tão por aí lutando também! Até a próxima!

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